quinta-feira, outubro 05, 2006

Ontem aconteceu...

Ontem aconteceu-me algo muito estranho enquanto tentava meditar. Bom, talvez meditar não seja o termo correcto. Eu, quando sinto que preciso, costumo sentar-me quietinha, a fazer respiração profunda e o relaxamento que aprendi a fazer para meditar… Mas duvido que algum dia tenha conseguido deveras “esvaziar o cérebro”. No entanto, isto ajuda-me a pôr os pensamentos em ordem e a sentir-me melhor comigo própria.
Ontem estava muito tensa e já tinha passado bastante tempo desde que eu tinha tirado tempo para pôr os “pensamentos em ordem”. Por isso, sentei-me, fiz a minha respiração e o relaxamento. Até pus em prática uma técnica que comigo resulta, que é inspirar algumas qualidades que me fazem falta e expirar os defeitos que me prejudicam. (Curiosamente, descobri que eles estão cada vez menores e menos incomodativos e que as qualidades que “inspiro” são cada vez mais “credíveis”para mim! Definitivamente uma vitória.)
Feito isto, pensei em reviver um episódio da minha vida que foi MUITO feliz. Achei que era a altura ideal para o recuperar. Afinal, foi TÃO feliz que a minha memória não conseguiu registá-lo! Depois do dito acontecimento, esqueci-me de tudo! Foi preciso contarem-me o que se tinha passado e como para que eu pudesse “guardar” algo de meu. Uma recriação, uma construção racional, não uma memória.
Ora, ontem decidi recuperar essa memória. Assim, relaxada e de olhos bem fechados, comecei a recriar a cena na minha cabeça. Corria tudo bem. Consegui sentir sensações que sabia que devia ter sentido na altura, mas que me estavam, de alguma forma, bloqueadas pelo lapso de memória…
Mas, quando cheguei ao “segundo” fulcral do episódio, não senti a tal felicidade que eu sei – mas não me lembro – ter sentido na altura. Senti algo ainda maior. Algo que era mais do que tristeza, maior do que antecipação, mais profundo do que felicidade. Mais inexplicável do que amor, ódio, frustração, ansiedade ou desespero! Algo que eu me lembro de ter sentido já UMA vez – conscientemente – e que me levou às margens da loucura.
Chorei. Não sei se de amargura, se de frustração, se simplesmente para ventilar aquele sentimento TÃO grande que eu não sei definir!...
Não percebo.
Primeiro, não percebo porque é que o meu cérebro se recusou a registar, na altura, aquela felicidade tão grande, tão pura e tão bonita. Porque é que eu tive de tentar recriá-la, revivê-la. (Talvez o cérebro humano não esteja preparado para assimilar aquilo que é maior do que ele espera receber, aquilo que ultrapassa as suas previsões…) E depois não percebo porque é que ela me continua inacessível e é substituída por algo que eu me lembro de sentir (também) UMA única vez e que me assustou MUITO. Algo que não sei definir e com o qual sei que tenho de encontrar forma de lidar, de contornar, de sobreviver… E este será seguramente mais um longo processo, mais uma longuíssima batalha… (Se não me venceu daquela vez, não me vai vencer nunca mais! Mas vai-me “moer”…)
Alguém conhece uma explicação? …Please…?

7 comentários:

Bel disse...

O tempo faz milagres às nossas memórias.
Um beijo

Mina disse...

Há situações inexplicáveis mesmo, algumas melhor nem lembrar.
Relaxa... e um bom fim de semana :)

≈♥ Nadir ♥≈ disse...

_____BOM__FIM DE__SEMANA!
_____LET__THE__SUN__SHINE
______IN___YOUR___SMILE___
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Luis Duverge disse...

A memória requer treino e as memórias normalmente quando associadas a sentimentos são mais fáceis de reviver. Não foi o caso, tens de começar por construír o momento aos poucos e em várias sessões. Levas os objectos que à data tinhas e só depois as pessoas. Pode levar 4 ou 5 sessões.
Os momentos de excitação extrema com grandes descargas de adrenalina associadas a situações desastrosas são por vezes eliminadas pela mente como forma de se proteger.
Mas faz como te disse e depois verás.
Bom fim de semana

José Manuel Dias disse...

...o tempo tudo cura...
Cumps

SoNosCredita disse...

explicação não tenho...

mas a nossa mente é realmente incrível.
por vezes, nem nós percebemos como é que essa selecção é feita!

Pierrot disse...

Eu adorava poder dar-te uma saitsfação razoável, uma explicaçaõ plausível mas confesso que escapa aos meus conhecimentos.
Por não ter mais nada para te oferecer, deixo-te aqui este meu sorriso de pierrot incansável para que te animes...

;-))))

Bjos daqui
Eugénio