sexta-feira, agosto 07, 2015

Answers - Street Art Project



Hello, loves,

I have a suggestion for everyone. Something you can do (or not) alone or with company…

When you lack inspiration on your own, you have to try to inspire others, hopping that your good influence on them, the light we bring them, can end up rubbing off on you somehow…

One day I was in a bar and someone left a book mark on the table that read: “Good thing will happen!” It was enough to make me smile. In the same bar, in a different day, there was a consumption card that read “Many a nickel makes a mickle.” In the back. Another smile. I thought of these sentences as “messages” of hope, more or less seriously… At least, I smiled.

I’ll call my proposal “Answers – Street Art Project”.

My suggestion is that you gather some sentences you consider inspirations and leave them wherever you want. Written by hand. Printed. In posters. Cards. Brought to life. Quotes from writers. Lyrics. Pieces of interviews to someone known. Left in bar tables. Delivered by hand. Glued to lamps. Whatever. As long as they are not unremarkable and have all the details, like the quote, the author and, eventually, where it was taken from.

This is not something to be done and over with, this is a something to be a part of, because it'll never be finished. I even hope it'll transcend what I suggest now and it'll acquire new forms and dimensions and then, yes, finally become Art.

The idea is to bring people to smile and, maybe, even give them the answer they were looking for that day…

I’d like to have a common symbol for this project. Something we all used. I like the idea of the sun and the moon together (dark and light). It has to be simple, so that everyone can print it, sculpt it, draw it in walls or sand… The pic is my rough suggestion. Taking the initials of the title of the project and using the S to make a crescent moon with 8 stars and the P to make the sun with 8 rays (8 = infinity).

As you know, ASAP is not only the initials of the title of the project. Ialso means “As Soon As Possible”. And we all need “light” as soon as possible, don’t we?

Share your thoughts. And join us. (If it grows we’ll open a Facebook page and eventually get a real symbol.)


Hugs.

In Facebook: ASAP

quinta-feira, agosto 06, 2015

Answers - Street Art Project



Olá, meus amores.

Tenho uma sugestão para todos(as?) vocês. Algo que podem fazer (ou não), sozinhos(as) ou acompanhados(as)...

Na falta de inspiração própria, há que tentar inspirar os outros na esperança de que a boa influência que tivermos sobre os outros e a luz que lhes conseguirmos trazer acabe por cair sobre nós...

Um dia estava num bar e alguém deixou um marcador de livros em cima da mesa com a seguinte mensagem: "Good things will happen!". Foi o suficiente para sorrir. No mesmo bar, noutro dia, estava um cartão de consumo com a frase "Grão a grão enche a galinha o papo" no verso. Outro sorriso. Considerei estas frases "mensagens" de esperança, com mais ou menos seriedade... No mínimo, naquele momento, sorri.

Vou chamar à minha proposta "Answers - Street Art Project".

A minha sugestão é que reúnam frases que considerem inspiradoras e as deixem nos locais que vos apetecer. Escritas à mão. Impressas. Em cartaz. Em cartão. Em relevo. Frases de escritores. Letras de canções. Pedaços de entrevistas de alguém notável. Deixadas em mesas de bar. Entregues em mão. Coladas em postes. Whatever. Desde que não sejam banalidades e tenham as referências todas, ou seja, a citação e o autor e, eventualmente, de onde foi tirada.

Isto não é "para fazer", é "para ir fazendo", porque nunca vai ficar feito e tenho esperança de que transcenda o que proponho agora, adquira novas dimensões e formas e se transforme, então sim, em Arte.

A ideia é levar sorrisos às pessoas e, quem sabe, a resposta que procuram naquele dia.

Eu gostava que todos usássemos um símbolo em comum para identificar o projeto. E adoro a ideia da lua e do sol juntos (sombra e luz)… Tem de ser muito simples para que todos possam imprimi-lo, esculpi-lo, desenhá-lo em paredes ou areia… A foto que aqui está é o rascunho da minha sugestão. Usar as iniciais do título do projeto e aproveitar o S para fazer uma lua em quarto crescente com 8 estrelas e o P para fazer um sol com 8 raios (8 = infinito)…

Sabem que "ASAP", além das iniciais do título do projeto, é também um trocadilho… Significa "As Soon As Possible". E todos precisamos de "luz" as soon as possible... Ou não?

Digam coisas. E juntem-se a nós. (Se crescer abrimos página no Facebook e eventualmente arranjamos um símbolo a sério).

Hugs!

No Facebook: ASAP

terça-feira, fevereiro 04, 2014

O MODELO DE COMUNICAÇÃO DO INMLCF NA RELAÇÃO COM OS MEDIA: ESTUDO DE CASO PARA UMA ANÁLISE DA COMPREENSÃO PÚBLICA DAS CIÊNCIAS FORENSES EM PORTUGAL



Dissertação apresentada à Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra para obtenção do Grau de Mestre em Medicina Legal e Ciências Forenses
AUTORA: GISELA CRUZ
Orientadora: Professora Doutora Joana Lobo Fernandes
Co-orientador: Professor Doutor Duarte Nuno Vieira
Data: Setembro de 2012


Resumo:

Numa época em que o público tem acesso diário a notícias sobre crimes violentos, a comentários de supostos especialistas que dissecam investigações policiais e a séries como ‘CSI’ ou ‘Dexter’, assiste-se a um crescente interesse pela área da medicina legal e ciências forenses. Este interesse, no entanto, não se tem feito acompanhar de uma reflexão sobre os modelos e estratégias de comunicação das entidades reconhecidas como peritas neste domínio – no caso português, o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF).
Usando o INMLCF como campo privilegiado de investigação para um estudo de caso e focalizando a observação nos últimos seis anos, esta pesquisa pretende caracterizar não só a relação do público com as ciências forenses, como identificar e analisar o modelo de comunicação utilizado pela instituição, verificar se as estratégias comunicativas são usadas de forma consciente e de que forma é que, do seu ponto de vista, atingem o público.
Por fim, foi uma intenção deste trabalho deixar algumas propostas de objectivos e acções junto dos media ao INMLCF.


Abstract:

In a time when audiences have daily access to news about violent crime, to comments of supposed specialists who scrutinize police investigations and to series like ‘CSI’ or ‘Dexter’, there is a growing public interest for the area of legal medicine and forensic sciences. This interest, however, has not yet been accompanied by a serious consideration about the models and strategies of communication used by the entities recognized as experts on the subject – in the Portuguese case, the Portuguese National Institute of Legal Medicine and Forensic Sciences (INMLCF).
Using INMLCF as the privileged field of research for a case study and focusing the observation on the last six years, this investigation aims to characterize not only the relationship between the public and forensic sciences, but also to indentify and analyze the communication model used by the institution, to verify if the strategies are used deliberately and to understand in what way, in its point of view, do they affect the public. Finally, it was a purpose of this endeavor to suggest to INMLCF some goals and actions to apply in the contact with the media.


Texto integral em português:

segunda-feira, outubro 15, 2012



"Every night, heart in hands.
Every day, lost again.
Eyes closed, a life ahead,
Free falling, fighting bad.
A promise in your eyes.
Home. A life that starts.
All the way to your arms,
Rough road, aching hearts.
Tears, questions, fears,
Fairytales and dreams.
I’d do it all again, it seems."

sexta-feira, junho 15, 2012

segunda-feira, março 05, 2012

An actual dirty little secret?



I have two special little talents. I have a particular tendency to attract unconventional characters to my side and in little more than minutes I am able to make anybody tell me their deep darkest sexual secrets. It's not something I try to do. I just listen. And don’t judge.
That is probably why, out of nowhere and in the middle of a bunch of other choices, I ended up talking for an hour and a half with… a fetish photographer.
Yes, a fetish photographer… Who told me all about his social life, his sex life and his… professional life.
I didn't try to find him. I didn’t know who he was. And he wasn’t there to publicize. I didn’t ask that much, but I believe his most repeated words were “I can’t believe I’m telling this to a total stranger”. But he did.
He told me how Portuguese women are the worst dressed in bed right after the German; how his relationship was an open one; how swing clubs are now devitalized by voyeurs; how Lady Gaga democratized soft fetish parties in night clubs; how he uses “Hurricane”, by 30 Seconds To Mars, to explain some "concepts" to his models; how pet-play photos are big in Japan; how the most immoral photograph he ever took was published in Bizarre Magazine and how he is now in a deep vocational crisis because he doesn’t know if he wants to continue doing this kind of work or follow his other passion… politics!!!
I must say I had fun with that conversation. 
I wonder if he'll keep his promise... ;)

segunda-feira, dezembro 26, 2011

Foda-se - por Millôr Fernandes

Foda-se - por Millôr Fernandes
(adaptado)

O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz.
Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"?
O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor.
Reorganiza as coisas. Liberta-me.

"Não quer sair comigo?! - então, foda-se!"
"Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então, foda-se!"

O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição.

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.

"Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"?

"Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.

A Via Láctea tem estrelas comó caralho!
O Sol está quente comó caralho!
O universo é antigo comó caralho!
Eu gosto do meu clube comó caralho!
O gajo é parvo comó caralho!

Entendes?
No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!".
Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem.
O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto.
Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida.
Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência.
Solta logo um definitivo:
"Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!".
O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...)

Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba.
Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos.
Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça.

E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"?
Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta:
"Chega! Vai levar no olho do cu!"?
Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima.
Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!".
Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás a sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!"
Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!”

Então:

Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade
e
foda-se!!!

Mas não desespere:

Este país … ainda vai ser “um país do caralho!”

Atente no que lhe digo!