sexta-feira, fevereiro 09, 2007

D. Afonso Henriques

A propósito da badalada eleição dos “Grandes Portugueses”, um destes dias vi um documentário sobre D. Afonso Henriques. Podia dissertar sobre os incontáveis defeitos do programa, mas prefiro debruçar-me sobre o quanto me ensinou.
Ao que parece, no fim do cerco de Lisboa e conquistada a cidade aos mouros, o povo que nela habitava temia obviamente pela vida. Mas, consolidada a sangrenta vitória e arrumadas as armas, D. Afonso Henriques, faz saber, através de decreto, que a população moura pode sair de suas casas, cultivar as suas hortas, viver a sua vida como sempre e, inclusivamente, amar o Deus que bem entender. Aquela gente estava na cidade antes dos recém-chegados - aquela era, portanto, a sua cidade - e por isso o Rei de Portugal convidava-os a ficar.
Digam lá se isto não é extraordinário num homem do século XII que conquistou um país à custa das armas? Este, que foi o primeiro português, deixou-nos como herança mais do que terra... Não vos parece?

(Peço, desde já, desculpa aos historiadores caso não tenha apresentado os factos com absoluto rigor histórico. Acontece que privilegiei a mensagem…)

12 comentários:

stela disse...

extraordinário mesmo! :)

Jotabê disse...

sem dúvida, extraordinário esse D. A.Henriques, foi pena ter borrado a escrita toda quando depois foi bater na mãe, mas enfim ninguém é perfeito. Salve-se e enalteça-se a lição social, de que tão precisados estamos hoje em dia.

:)

Beijoca

nuno disse...

por isso é que ainda hoje chamam mouros aos Lisboetas! pesada herança lhes deixou mas foi! lol

Bruno disse...

Tantas especulações sobre a estatura de D. Afonso Henriques. Afinal qual era a estatur do homem? Dizem que teria 1,60 a 1,70 metros (eu acredito nesta pq os maiores são sempre os primeiros a fujir), como refere o historiador Hermano Saraiva? Ou 1,80 metros, como diz Oliveira Marques? Ou teria dois metros, como aparece nalguns relatos históricos?

O certo é que a descrição física de D. Afonso Henriques que perdurou até hoje é a de um homem grande e forte, como se lê na biografia de Diogo Freitas do Amaral, a única, até ao momento, dedicada especificamente a D. Afonso Henriques
"Fisicamente, era um homem alto e forte, com uma saúde de ferro: governou Portugal durante 57 anos, dos quais 45 com o título de rei. Foi o mais longo reinado ou mandato governativo, até hoje, na história de Portugal, em monarquia ou em república."
Hoje diz o jornal Público que cientistas vão abrir em Coimbra o túmulo do primeiro rei de Portugal. Vamos lá ver se isso não trás água no bico.

Marta disse...

Não sabia... mas sabia que foi um Homem de visão... justifica-se!
bom fds
bj

Esteril disse...

Nunca gostei mt de história, mas de facto deve ter sido um grande Homem. No entanto quando dizes que ele teria essas qualidades humanas sendo do sec. XII, eu tenho a dizer que os homens podem evoluir em conhecimento, mas no sentimento e no civismo, não há seculos que resolvam problemas de culturas. Há certamente culturas mais civicas que a nossa e piores também. Temos muitos seculos pela frente até aprender com os melhores ou então tornar-mo-nos cada vez mais terceiros mundistas!

Borboleta disse...

oi..tb acredito que sim...bom fim de semana ..jinhos

Nilson Barcelli disse...

O gesto foi muito bonito, mas dizem as más línguas que só ficaram vivos 4 ou 5 mouros...
Ainda não percebi por que razão gostamos tanto do nosso primeiro rei... um tipo tão ambicioso que se revoltou em armas contra a própria mãe... acho que ainda hoje estamos a pagar por isso...
Se ele fosse teu filho, o que achavas?
Bem, este comentário foi bastante a brincar. Mas é um ponto de vista defensável...
Bom fim-de-semana.
Beijos.

The Star disse...

O que é certo é que foi ele que formou Portugal. Se não fosse ele, talvez hoje fôssemos espanhóis (talvez tivemos melhor de vida), mas depois de ser portuguesa, nunca que quereria ser espanhola.
Viva o nosso rei, D. Afonso Henriques, com todos os seus defeitos e virtudes (já que ele era humano como todos nós).

toupeira disse...

Eu também apoio D. Afonso Henriques.

Anónimo disse...

Viva!

Foi, de facto, um português extraordinário. A ser verdade, esse facto devia constituir exemplo de tolerância e liberdade. Mas não sei se o será... Infelizmente, 'quando a esmola é grande, o pobre sempre desconfia'.

J.

SoNosCredita disse...

votei nele, precisamente!