terça-feira, janeiro 16, 2007

O YouTube...

Quem é que, sendo utilizador frequente e esclarecido da Internet, nunca foi ao YouTube? Quem é que, entrando nesse “site”, se lembra que está a violar direitos de autor? Quem é que, caso tivesse de pagar para fazer uploads ou downloads, continuaria a ser visita frequente? Quantos assinariam petições ou participariam em manifestações de rua para que o YouTube continuasse a existir como existe hoje ou de forma semelhante?
O que quero dizer é que o YouTube é, neste momento, um dado adquirido, um “ser vivo”, respeitado, adorado. Mesmo com todas as questões que, com justiça, se levantam – como a dos direitos de autor – ele não pode ser ignorado, nem é possível existir ainda a ilusão de que ele pode ser silenciado!
A solução não é combatê-lo! É tirar proveito dele! E quanto mais cedo as companhias, marcas e artistas se convencerem disso, mais cedo se caminhará para uma solução de compromisso que seja satisfatória para todos.
Enervam-me a ignorância a arrogância e o espírito “Velhos do Restelo”, especialmente se forem perpetuados por companhia multimilionárias apenas pela vontade de se tornarem tetra-milionárias garantindo que NENHUM tostão lhe fuja do bolso!!!

5 comentários:

Bikoka disse...

As questões dos direitos de autor no YouTube foram em parte resolvidas antes da aquisição pelo Google. O YouTube assinou contratos com grandes empresas de conteúdos para resolver de ver essa questão. Por exemplo, no YouTube existe uma zona com vídeos só da CBS.
Esta era uma das condições fundamentais para a o Google comprar o YouTube.

Jotabê disse...

Complicadita a questão, tanto mais que no centro da polémica dos direitos de autor, estão as poderosas multinacionais da edição, centro escondido, e no centro a dar a cara, estão os autores a lutar pelas percentagens nalguns casos mínimas que as editoras lhes pagam, pelas vendas.
Eu pessoalmente, sinto-me confortável em adquirir a custo zero, ou quase zero, álbuns musicais, ou imagens, poupando assim largos ‘aérios’, mas também já me tenho questionado da justeza dessa realidade, de um álbum com dias de lançamento no mercado, estar à disposição dum ‘enter’.
Complicadita a questão!

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beijoca

Klatuu o embuçado disse...

Não posso deixar de sorrir cada vez que leio textos deste teor... Sabes porquê? Porque não vale a pena perder palavras com a internet: a internet não é controlável e nunca será e cada vez menos, à medida que se expande, e aumenta o número de utilizadores, e, como tal, o número de fornecedores de conteúdos disponíveis on-line!
A net não tem controlo possível... e um dia derrubará governos e mudará a face da civilização!

P. S. Claro, neste país ainda não se passou da fase do broche virtual!

Dark kiss.

GK disse...

Bikoka:
Isso não resolve os inúmeros vídeos gravados em concertos com câmaras digitais ou telemóveis 3G, nem os conteúdos de DVD colocados on-line. Continua a ser pirataria. A Universal tem o Google em tribunal por causa do YouTube e "em prol dos seus artistas"... O que me faz confusão é que ninguém parece disposto a encontar um compromisso... como se tudo pudesse ficar como antes...

Bikoka disse...

Gk:
O maior problema está do lado dos produtores de conteúdos. Cabe a eles a imaginação para se adaptarem à Net e não manter os seus modelos de negócios como eram antes da net aparecer em força.