sexta-feira, março 17, 2006

Pensei que ia ter pesadelos...

Pensei que ia ter pesadelos. Pensei que me ia custar a adormecer por não parar de tremer. Jurava que me ia recriminar até ao fim dos tempos. Mas isso não aconteceu.
Há já algum tempo, aprendi que, quando fazemos o que o nosso coração manada, o espírito vive mais calmo, as energias são positivas e a paz é uma constante. Mas obedecer ao coração é difícil quando toda a gente tem uma opinião e constantemente nos atiram à cara as “razões” que regem o mundo. Às vezes parece que ninguém ouve o coração e que segui-lo é, de facto, uma insanidade!
Daí que eu achasse que me ia recriminar, arrepender, assustar por tê-lo feito.
Mas não. Sou mais forte do que pensava. A minha sintonia com o que diz o meu coração é mais pura e elevada do que eu sabia.
Segui o meu coração e fiz bem! Não me recrimino, não tenho pesadelos, não tremo de medo. Aceito a decisão do meu coração e desejo-me sorte. Estou preparada para enfrentar a resposta, boa ou má, ou a ausência dela.
O meu coração diz-me para continuar a acreditar e assim farei.
A verdade é que fazer o que o meu coração mandou foi mais um teste. E eu passei neste teste a mim própria. Quase desisti. Quase desacreditei. Quase segui a razão. Mas depois apercebi-me que tinha chegado a um daqueles momentos da vida que definem o que vais ser daqui para a frente: Caminho A – Razão; Caminho B – Coração. Não era a resposta que eu ia obter que estava em causa. Era eu. Era esta escolha. Se eu não a fizesse agora, nunca mais a faria. Era um caminho sem retorno.
E eu escolhi. Escolhi seguir em frente. Escolhi o coração.
Depois quase me arrependi. Quase me recriminei. E pensei que ia ter pesadelos. Pensei que me ia custar a adormecer, por não parar de tremer. Jurei que me ia recriminar até ao fim dos tempos. Mas isso não aconteceu. E agora sei que não vai voltar a acontecer. Porque agora sei que fiz a escolha certa. Não importa a resposta. Importa como me sinto. E sinto-me em paz.

1 comentário:

S disse...

Uma das coisas mais importantes é, de facto, conseguir estar em paz... connosco e com o mundo!