O Big Bus esperava-nos para nos levar a uma série de locais que já tínhamos visto e outros que queríamos ver melhor. Baker Street, Regent Street, Picadilly, Trafalgar Square, Downing Street, Big Ben, Westminster, Waterloo Station e Tower Bridge desfilaram à frente dos nossos olhos, ainda mais bonitas do que antes. O destino era a Torre de Londres, onde apanharíamos o ferry de volta a Westminster. Preferimos ver o rio nesse sentido…
Tive pena de não entrar na Torre de Londres. Não pelas jóias da Rainha… Acho que não tenho muita pachorra para brilhantes riquíssimos por mais de cinco minutos. O meu fascínio é pela história medieval londrina. Tenho o feeling de que já lá estive, numa vida anterior ou coisa do género… Sei o que eram os calabouços mesmo sem nunca lá ter entrado e, embora me aterrorize, gostava de ter coragem para os visitar e confirmar (ou não) a imagem que tenho. Sinto que, de alguma forma, seria um regresso… Mas a quantidade de gente que lá se via e o preço dos bilhetes, aliados ao pouco tempo que ia durar o bilhete do Big Bus, fizeram-nos passar à frente dessa oportunidade, jurando que, caso tivéssemos tempo, voltaríamos. Não voltámos…
Aguardámos o barco em Tower Pier e tivemos, mais uma vez direito um espectáculo digno de ser registado: a Tower Brigde a abrir para deixar passar um veleiro. (Estávamos em cima da ponte, no dia anterior, quando o mesmo aconteceu.) Foi-nos dito que, em tempos que já lá vão, eram precisas dezenas de homens para fazer aquele trabalho. Não me surpreende, claro. Surpreende-me, sim, o engenho de fazer aquele monumento já com essa possibilidade. Fotografada a ponte em acção, do barco apinhado, pude toda a zona de Southwark.
Southwark é, provavelmente, o sítio do mundo onde eu me sinto melhor... A primeira vez que visitei aquela parte (medieval) da cidade (um ano antes), parei, aturdida, no meio da praça perto do Shakespeare Globe Theatre. O sentimento de pertença era AVASSALADOR… Inexplicável e avassalador!...
Agora via-a ao longe, na margem do rio pardacento, com a réplica de um galeão de Sir Francis Drake a chamar por mim… Como queria lá voltar! Como quero ainda e sempre! (Escrever isto deixou-me os cabelinho TODOS em pé! Mas porquê…?!!!)
Passámos pela Tate Modern, a Millenium Bridge e a London Bridge até chegarmos, novamente, a Westminster, com o London Eye a olhar-nos de cima. O lugar continuava apinhado de turistas!
Feito “o cruzeiro”, o bilhete do Big Bus tinha pedido a validade. Por isso, satisfazendo um pedido do meu gajo, rumámos a Temple de metro. A ideia era ver a misteriosa igreja templária, chamada St. Mary’s Temple Church, que ficou famosa devido à referência no “Código DaVinci”.
Vimos Temple inteiro. Não ficou viela por explorar. Perguntámos a transeuntes e consultámos TODOS os mapas. Sabíamos que estávamos perto, tão perto que de certeza se ouviriam os sinos dali (caso os tenha)! Vimos outros turistas confiantemente perdidos de mapas na mão...
Nada.
O colossal edifício dos Royal Courts of Justice? Sim, vimos! A fabulosa estátua do dragão, símbolo de Londres, a dar as boas vindas aos transeuntes à entrada de Fleet Street, a rua dos periódicos londrinos? Sim, vimos! A igreja bombardeada na II Guerra que ainda conserva os buracos das bombas… The politician´s watch… O típico e curioso bar chamado The George… Sim, vimos tudo isso! SÓ NÃO VIMOS A TEMPLE CHURCH!!!
A igreja estava inacessível naquele dia e, pelos vistos, em muitos outros dias, já que os seus horários “são tão misteriosos como os responsáveis pela sua edificação”, diz o guia da Lonely Planet!
Nós sabíamos que a igreja estava fechada. Só a queríamos ver por fora. O que nós não sabíamos que era possível isolá-la daquela maneira. É que ela fica dentro de um condomínio privado, ainda pertença de uma ordem templária, e quando está fechada, está mesmo longe dos olhares alheios, já que a sua baixa estrutura nem sequer permite vislumbrar-lhe o telhado!
…Que há ali mistério, lá isso há!!! O Dan Brown de certeza que também andou lá perdido!!!
O fim do dia aconteceu noutro sítio fenomenal: Covent Garden. Deslumbrante ao anoitecer, com os seus artistas de rua, os seus doces mercados, os bares irrepetivelmente boémios, a sua terna praça italiana... O Museu dos Transportes, a Royal Opera House, a loja da Disney, a sede dos Stomp, The Original Dr. Martens Store… Tudo cabe naquele espaço carismático londrinho como se não pudesse caber em qualquer outro lugar… Também eu me sinto bem lá.
Seguimos o rasto dos teatros até Leicester Square e terminámos o dia com um merecido jantar no “nosso” bairro, Earl’s Court.

Quero isto:
Ok, pronto! Em pormenor, então…
Quero isto:
Faltam SEIS dias!














