quinta-feira, junho 26, 2008

(Estou demasiado cansada para pensar num título para isto…)

Este está a ser provavelmente o mês mais cansativo da minha curta vida.
Em Junho, além do Rock in Rio, fiz uma viagem a Barcelona, festejei o meu aniversário, ando em processo de legalização de um carro (importado de França) e tenho um stand da empresa aberto numa feira industrial local que acrescenta à minha equipa de três pessoas 61 horas de trabalho além do horário laboral (para não falar da montagem e desmontagem da mesma)… Mas não é tudo…
Uma das minhas melhores amigas vai casar. Ora, moi-même foi escolhida para madrinha, o que quer dizer que a festa de despedida de solteira – marcada para o próximo Sábado, bem no meio da p*** da feira – tem de ser decente! E quem é que coordena as operações nestes casos, quem é? A madrinha, ou seja, aqui a je, pois claro!
Está tudo quase pronto. Mas tal como aconteceu com Barcelona ou com o meu aniversário, a minha única dúvida é se EU estarei lá… Quer dizer, estar, estarei. Mas não sei o que vou guardar daquilo, uma vez que eu ando praticamente de rastos e cada vez que me sento numa cadeira o meu corpo desiste.
Foi, aliás, isso que descobri com os meus 30 anos… Com a idade o corpo deixa de conseguir fazer loucuras. O cérebro diz que tu podes fazer dois dias non-stop na boa, mas o corpo começa a revoltar-se e deixa-te a braços com um mau humor desgraçado devido ao cansaço. E quando olhas para o espelho perguntas quem é aquele fantasma cheio de olheiras que se parece contigo… Enfim…
No fim do mês, desmaio! …Ou talvez não… Devo andar a meio das aulas de reciclagem de condução… E depois é o casamento… E, espera!, depois ainda tenho de tirar umas (curtíssimas!) férias e estar pronta para viajar e curtir…
F***-**! Se isto é vida, corto os pulsos!

quinta-feira, junho 19, 2008

Hoje faço trinta anos...

Esta foi a minha prenda...

Mas o ponto alto da minha semana, foi ver este vídeo...



Isto foi gravado 10 dias DEPOIS do Rock in Rio. Aos 45 segundos, vejam o que está dentro da caixa de guitarras da mega-estrela...

Já sei que pode ser um açoreano que toma conta das guitarras... Ou um madeirense que lhes serve as refeições... Mas eu ESCOLHO acreditar que é dele! E, mesmo que não seja, é um pedaço de Portugal que lá permanece com carinho depois daquelas 2 horas mágicas em que eu participei...

quinta-feira, junho 12, 2008

Como nota positiva…

Há exactamente dois anos, um pouquinho apenas antes desta hora, eu “conheci” este homem fantástico! …Isso, sim, foi um sonho!
;)

Frustração

Às vezes a vida prega-nos partidas. Sem explicação, e por causa de uma ou outra escolha insignificante errada, acaba por acontecer um chorrilho de eventos inúteis e frustrantes que depois já não têm volta. E tudo aquilo em que investimos perde-se nas malhas da nossa solidão, do nosso desconforto, da nossa desilusão.
Foi isso que me aconteceu.
Rock in Rio. Barcelona. Foi tudo INCRÍVEL!... Eu é que não estive à altura.
Suponho que as expectativas eram tão grandes que não podiam ser concretizadas. Ou antes, pela primeira vez, eu não tive medo de criar expectativas (achava que já tinha conquistado o direito de as ter e de as ver superadas), mas a vida – mais uma vez e como sempre – deu-me uma bofetada! Ou duas… E pôs-me no meu lugar!
Não digo que tenha corrido MAL. Eu ainda prefiro ter ido. O concerto dos Bon Jovi no Rock in Rio foi MÁGICO! (Estou TÃO orgulhosa da minha banda e do meu país!) Barcelona é uma cidade fantástica. E a companhia foi impecável. Não teria ficado bem comigo própria se não o tivesse vivido presencialmente. No entanto, TODOS os pormenores falharam. TODOS sem excepção. Eu falhei.
Acabei por ter uma experiência banal, sem grandes entusiasmos pessoais, como quem passa um fim-de-semana na praia sem ter direito a mais do que o (sim!) maravilhoso som do mar e o (sim!) doce calor do sol, (mas) que já conhece, já viveu, já não aquece o coração nem faz sonhar.
Não era isto que eu queria para a minha viagem. Eu queria mais. Muito mais.
Eu queria histórias para contar aos netos. Queria desafiar-me. Queria emocionar-me. Queria abrir a boca de espanto. Queria que os meus olhos brilhassem. Queria que o meu coração falhasse algumas batidas.
Não consigo descrever o nível de frustração em que vivo. Não consigo explicar o que falhou. Não consigo tirar lições para o futuro.
Sou uma privilegiada. Uma miúda sortuda que viaja e vê concertos e não se priva de nada do que ama. Ou antes, que luta afincadamente para não se privar de nada do que ama. Que abdica de coisas importantes por outras mais importantes. Que sabe fazer escolhas, mas que acaba por percorrer o caminho mais difícil para obter o que pretende e tirar (tão raramente!) partido da vida.
Ainda assim, não sei se tenho verdadeiros motivos para me queixar. Não sei se devo sequer pensar ou referir a minha frustração. Se tenho esse direito. Se vale a pena fazê-lo. Se encontrarei uma explicação.
Mas não consigo deixar de o fazer.
Sinto-me um lixo. Sem objectivos. Sem certezas. Sem paixões. Sem saber que caminho percorrer para atingir o perdido conforto emocional.
Sou uma privilegiada que se queixa por perceber que lutar não chega. Que sonhar não chega. Que viver não chega. É preciso ESTAR, SENTIR, AMAR. E para isso não há fórmula. Ou acontece ou não.
E eu pergunto-me… Valerá a pena procurá-lo incessantemente? Ou os custos são maiores do que os ganhos? Vale a pena repetir? Ou desisto sem olhar para trás…?

sexta-feira, junho 06, 2008

Vida adiada

Pensava que teria milhares de coisas para dizer hoje… Não tenho. Não sei o que dizer. Se o meu cérebro me censura e me diz para estar feliz, o meu coração não consegue evitar deitar algumas lágrimas sentidas.
Acabou. O que quer que seja que me estava reservado passou. Desapareceu sem eu o sentir, sem o viver, sem a intensidade que pedi.
Passou e deixou-me aqui, assim, despida, sem alma, sem corpo, sem vida. A desejar algo diferente em que eu tivesse conseguido participar.
Não digo que não valeu a pena. Valeu. De alguma forma, valeu. Apenas ficou um qualquer sonho adiado que nem sei definir. Adiado. Como sempre. Eternamente adiado.

quinta-feira, maio 29, 2008

Friozinho na barriga

Já ando com aquele friozinho na barriga, aqueles arrepios no estômago. Acordo a sorrir sem razão aparente. É uma espécie de inebriamento parecido com aquele sentimento de paixão a nascer que toma conta de mim por saber que Sábado volto a partir à aventura.
Mal posso esperar para estar com o gang outra vez. Apesar de não nos vermos há dois anos, fazemos parte da mesma família, uma família que conversa e partilha sentimentos todos os dias. Além disso, viajar e conhecer estrelas de rock são coisas que deixam marcas indeléveis, coisas que unem um grupo…
Estou louca por voltar a vê-los e por voltar a sentir agitação da chegada ao recinto, o nervoso miudinho das horas que antecedem um concerto, a azáfama natural de quem prepara um grande espectáculo…
E desta vez estamos preparados. A “nossa” banda vem a Portugal ao fim de 13 anos e vai sentir que esperámos por ela! Vai sentir-se em casa. Fizemos por isso. Estamos mais unidos do que nunca com um único objectivo em mente: fazer daquela noite especial.
Vamos conseguir.
E por isso ando com os passos uns três centímetros acima do chão. Adoro este sentimento: o de regressar a casa ao fim de um longo período de luta intensa.

sexta-feira, maio 23, 2008

Numa manhã rotineira...

Numa destas manhãs, estava eu na minha vidinha normal, dentro do autocarro número 7, a caminho do trabalho, quando ouço uma musiquinha familiar. Um som leve e alegre, de (sei lá!) gaita-de-beiços? Um som doce que me leva directamente à minha infância ou talvez até a algum período anterior.
Numa das ruas mais movimentadas da cidade, no passeio, com a sua tradicional bicicleta, seguia o vulto sempre íntimo de um amolador.
Olhei-o, subitamente feliz, até o autocarro me fazer perder no trânsito daquela artéria, àquela hora sempre caótico. Mas, mesmo depois de os meus olhos o perderem, consegui continuar a ouvir as notas mágicas que ecoam eternamente à passagem do homem que afia facas e tesouras de porta em porta.
Não sei porque é que aquela melodia me leva directamente para um lugarzinho quente e familiar. A minha infância já não coincide com a época destes profissionais. Mas sempre que ele aparecia na minha rua, eu pedia por favor à minha mãe que arranjasse uma qualquer faca moribunda para ele afiar e para eu poder ir ter com ele e vê-lo tocar aquele estranho e aconchegante instrumento. E não era a única. Toda a rua se encontrava no largo, com facas e tesouras que já não usavam nem usariam, nos já raros dias em que por lá passava o amolador.
Não sei se será o mesmo. Não sei quantos existem em Coimbra. Julgava que nenhum. Não sei se foi necessidade ou nostalgia que o fez sair à rua naquela manhã rotineira de Terça-feira. Sei que, apesar da loucura dos dias, amanhã e depois ainda o vou recordar. E todas as vezes que passar na dita rua... Todos os dias, portanto…

quinta-feira, maio 15, 2008

Countdown

Estou em pleno countdown. Cada vez que a Carolina Patrocínio aparece no ecrã com aquela energia toda eu dou um salto da cadeira e admiro-me! Faltam TÃO POUCOS dias!!!
Tenho cinco dias de idílio planeados. Rock in Rio… Avião… Barcelona… Outro concerto... E mais três dias de ócio e aventura na cidade de Gaudí!
Nem acredito!
Claro que vou andar ROTA de cansaço. Sexta trabalho. Sábado Rock in Rio. Directa na noite de Sábado para Domingo. Mais um concerto. E depois três dias de visitas e descobertas. Avião a chegar a Lisboa na noite de Quarta-feira. Trabalho às 9h da manhã de Quinta. Puff! Puff!!
…Mas vai valer a pena. I’m sure.
Objectivamente, não tenho grandes expectativas. Subjectivamente, elas são ENORMES como sempre… Essencialmente, acho que quero bom tempo, uma recordação memorável e um final para o livro que ando a escrever.
(Destaque, se calhar, para a parte do BOM TEMPOOOO!!!)
:)

quarta-feira, maio 07, 2008

Liberdade ou a falta dela

Há já alguns dias acompanha-me um sentimento incontornável de sufoco. Ao fim de semana, em que é suposto o corpo relaxar e a mente viajar, é ainda pior. É uma terrível noção de falta absoluta de liberdade.
Não me refiro à falta de liberdade dos tempos de ditadura. Não a vivi, mas sei que estou a experimentar algo novo. Algo mais complexo do que o objectivo impedimento a uma identidade, à liberdade de expressão. É algo mais subtil e talvez mais perverso, por não ser geralmente consciente. O que faz com que à frustração dessa falta, se junte uma enorme solidão.
O meu sufoco surge do assumir da minha identidade quando analisada juntamente com a falta de possibilidades de autodeterminação. Isto é, existo, sou, penso, sonho, ambiciono e faço. Tudo me é possível. Tudo me está ao alcance… Teoricamente.
Na realidade vejo-me a assumir quem sou, mas a não ter autonomia nas atitudes, por falta de oportunidades… financeiras, sociais, pessoais. Não sei.
Sinto-me sufocar. Quero e não posso. Sonho e não voo. Projecto e não concretizo.
Não por falta de emprenho ou vontade. Falta tudo o resto.
Não me consigo livrar desta bola de trapos que trago dentro do peito.

domingo, maio 04, 2008

História DeVida

Amanhã, dia 5 de Maio de 2008, será lido, no programa "História DeVida", da Antena 1, um texto meu já publicado neste blog.
O actor Miguel Guilherme lerá o texto "O meu companheirinho deixou-me..." às 17h20, às 21h20 e às 00H20.
Mais tarde será possível fazer o download do programa no podcast da RTP.
Esta é a segunda vez que tenho a honra de ver um texto escolhido para ser lido neste programa. A primeira vez aconteceu em Junho de 2006.
:)

quinta-feira, abril 24, 2008

Vou auto flagelar-me!

Olho em volta e está tudo louco. Deve ser da idade. Está toda a gente a casar-se, a comprar casas… De grávidas então parece que existe uma verdadeira epidemia.
É assustador.
Eu, GK, faço 30 anos em Junho e, aqui, perante vós, declaro: Não quero nada dessas merdas para mim! Pela menos para já!
Há TANTOS sítios onde ainda não fui, TANTAS pessoas que ainda não conheci, TANTAS coisas que não experienciei… Vou lá assumir compromissos do tamanho de camiões TIR?! Como posso garantir que isto que decido agora é o que quero PARA SEMPRE?! Ainda não vi NADA da vida. Ela ainda está só a começar!
Cruzes, credo!
Eu vejo estas pessoas todas, corajosas, à minha volta, a lançarem-se em coisas que julgam definitivas e seguras com um sorriso nos lábios e fico espantada! Olho-os e vejo gente de olhos vendados! Gente que julga ter descoberto o sumo da vida e ainda nem foi à esquina, mas acredita, de punhos serrados, que vai ficar naquele sítio, com aquela pessoa e fazer o que faz hoje para o resto da vida! Será?!
É verdadeiramente inacreditável!
Mas, claro, como sempre, a inadaptada sou eu. Pelo que, depois deste sentido desabafo, me remeterei ao silêncio e, cada vez que sentir o meu cérebro a congeminar questões ao ter perante si estes seres inconscientemente felizes, vou censurar-me e auto flagelar-me até sentir que tudo isto é normal!

quinta-feira, abril 17, 2008

Main-stream…

Não se pode ser diferente. Não se pode, mesmo! É um imperativo social. A diferença está em vias de extinção!
Ao mesmo tempo que a liberdade, na privacidade das nossas casas, cresce - acompanhando o acesso a nichos de produtos que outrora não estavam disponíveis e que agora o estão à distância de um clique -, nas “coisas públicas” a pressão é para a uniformização.
Ai do homem que usar meia branca. Ai da mulher que não usar fio dental. Coitada daquela que procura calças SEM cintura descaída. Pobre daquele que ousa vestir o fato de treino dos anos 90…
Estes assuntos discutem-se, mas o vencedor já está definido: é como a sociedade quer. E existem cinco mil razões formatadas para nos pressionarem a ser como todos os outros.
A minha constatação deste facto surgiu porque eu quero comprar uma mochila.
Uma mochila. Uma coisa simples, pequena, digna de ser usada todos os dias. Passo o dia sentada e as minhas costas não gostam que eu coloque todo o peso da minha “mala de gaja” apenas num dos ombros. Decidi por isso ir comprar uma mochilita.
Parece simples, não?
Pois não é. Porque NÃO HÁ! Nem na Internet!
TODAS as lojas decentes vendem, neste momento, malas GRANDES de senhora (ou bolsas ou carteiras ou como lhes quiserem chamar). TODAS sem excepção.
Claro que posso ir correr a Baixa da minha cidade e ver se, naquelas lojas em que a “modernidade” é um termo estranho, há uma mochila que me agrade. Mas para isso, tenho de me desviar do meu caminho normal e iniciar uma busca assumida. Uma missão.
Isto está a tornar-se verdadeiramente um problema…
Os shoppings e a maior parte das lojas “in” SÓ vendem produtos giríssimos e formatados aos gostos das massas. É o estilo main-stream...
O problema é que as unanimidades sempre me enervaram…

quinta-feira, abril 10, 2008

Vidas bonitas

Até aqui, eu olhava à minha volta e, na sua maioria, via vidas “sujas”, como a minha. Vidas cheias de adversidades e batalhas e inseguranças sobre o futuro. Vidas “sujas”, mas funcionais.
Agora, fruto talvez da experiência e da capacidade de lidar com o desconhecido, que chega com a maturidade, tenho-me dado conta de que há para aí muitas vidas “bonitinhas”, daquelas de poster de cinema (ou nem isso, por serem isentas de percalços…).
Nasces numa família abastada. Cresces a estudar nas boas escolas. Fazes Erasmus e o estágio do ICEP no estrangeiro. Apaixonas-te pela única pessoa saída da faculdade de um daqueles cursos de cães danados que arranja emprego à primeira na melhor firma do ramo e que – surpresa! – fica logo com um lugar efectivo. Trabalhas toda a vida em empresas privadas que fazem questão de nunca te pagar menos do que os 1000 euros da praxe (e tu queixas-te, claro!). Tens o carro, a casita (pequena, mas cuja renda não se atrasa!) partilhada com o amor da tua vida e esperas a tua oportunidade - que já asseguraste – de fazer as malas e ir viver para um país melhor, trabalhando no topo do mundo da tua profissão…
Que lindinho!
…Descobri que as vidas “bonitinhas” me fazem vomitar.
Podia ser inveja. Fazia até sentido que fosse. Mas não é.
Eu já não poderia ter uma vida “bonitinha”. Não posso apagar o que vi e o que já vivi, portanto sei que este percurso “limpo” nunca poderia ser meu. Até por não ter chama.
Não digo que não exista sofrimento numa vida assim. Claro que existirá. Mas também existe uma certa ingenuidade, com a qual eu definitivamente não sei lidar e me enerva solenemente…
Eu evacuo para as vidas “bonitinhas”. E desejo muita sorte aos que as têm. Espero que a vida os mantenha de olhos fechados por muitos e longos anos.

quinta-feira, abril 03, 2008

Os portugueses estão a tornar-se europeus

Calor. Primeiros dias de Primavera a sério. Anoitece às 20h. E a malta está “em pulgas” para sair do trabalho e curtir o sol.
Foi isso que aconteceu ontem. 18h30 e um sol radioso. Saí do meu posto de trabalho, situado estrategicamente à beira rio, dentro de um parque emblemático da cidade, e dirigi-me, como é óbvio, à margem do “meu” rio para sentir a calma do cair do dia, em vez de fazer o caminho pelos parques de estacionamento junto à estrada.
A calma existia de facto. Sentia-se, no ar, uma atmosfera plácida, serena, de comunhão com a natureza. Mas o parque estava CHEIO de gente.
Estendidos no chão, sentado à beira rio, abraçados ou displicentes, grupos e grupos de gente jovem enchiam o relvado. Conversavam, namoravam, liam. Molhavam os pés nas margens do rio. Corriam atrás de cães simpáticos. Trocavam ideias de forma pacífica. Olhavam o sol do fim da tarde, com aquele sentimento familiar de querer para o tempo.
Ao passar, absorvi aquele cenário, algo cinematográfico, com um misto de surpresa e alegria. Dantes era tão raro ver um português pisar a relva! E agora, ali estavam, junto aos alunos de Erasmus, estendidos na relva a desfrutar da proximidade da água e a palrar calmamente em várias línguas, como de se tratasse do St. James ou do Hyde Park.
Adorei este fim de tarde, doce e tranquilo na minha cidade. Um fim de tarde em que percebi que os portugueses se estão a tornar europeus.

segunda-feira, março 24, 2008

Estou viciada, agarrada e outras coisas terminadas em "ada"!!!

HBO presents Entourage, the hit comedy series executive produced by Mark Wahlberg that takes a look at the day-to-day life of Vincent (Vince) Chase, a hot young actor in modern-day Hollywood, and his entourage. He's brought with him from their hometown in Queens, NY: manager Eric, half-brother Drama, and friend Turtle. The series draws on the experiences of industry insiders to illustrate both the heady excesses of today's celebrity lifestyle, as well as the difficulty of finding love and success in the fast track of show biz. Now that the boys are getting used to the perks of stardom, Eric, along with superagent Ari, keep Vince's star rising while making sound decisions for a long-lasting career in a world of fleeting fame.
Adrian Grenier ("Drive Me Crazy," "Hart's War") stars as Vince. Kevin Connolly ("Antwone Fisher," "John Q") plays Eric, Vince's closest confidant who's learning the rules of the business as he tries to help Vince make the right choices and keep his trajectory aimed high. Kevin Dillon ("The Doors," "Platoon") plays Vince's half-brother Drama, whose own acting aspirations have been eclipsed by Vince's success. Jerry Ferrara ("Grounded for Life," "Leap of Faith") plays Turtle, the house manager, who's always up for a good time. Jeremy Piven ("Old School," "The Larry Sanders Show") plays Ari, Vince's aggressive, high-powered agent, who clashes with Eric over his client's decisions.
Also appearing in ENTOURAGE are Debi Mazar ("Goodfellas," "The Tuxedo") as Vince's publicist Shauna and Rex Lee as Lloyd, Ari Gold's much-maligned assistant.

quarta-feira, março 19, 2008

Test drive

Ia céptica. Já tinha feito aquilo antes e tinha acabado mal. O carro era horrível. Não o comprei.
Desta vez, o escolhido era o eleito de entre dezenas e muito mais elegante que o anterior. Tinha-me apaixonado por ele e, sinceramente, esperava que aquele passasse a ser o MEU carro, mas não estava demasiado confiante.
O meu tio mecânico lá espreitou para debaixo do capot com um ar desconfiado. Gostou do que viu. Fomos dar uma volta. Adorou o que sentiu.
Ainda estava eu na dúvida, já ele tinha dito ao dono do stand que o carro estava comprado!
Apalavrei o negócio. Deixei cópia de BI e NIF, etc. Não dei sinal porque não levava o livro de cheques, mas ficou acordado que passaria a totalidade do valor na entrega e o carro não seria vendido a mais ninguém. Combinámos que daí a quatro dias ele seria entregue, limpo, revisto e inspeccionado, em minha casa.
O dia chegou e recebi um telefonema a pedir para adiar a entrega. Havia “muitos carros para serem inspeccionados" naquele dia "no Centro de Inspecções da área”, queriam adiar “para amanhã”. Tudo bem.
No dia seguinte, não houve telefonemas, pedidos ou justificações. Nem resposta às minhas tentativas de contacto. Nada.
Ao terceiro dia de espera, recebo a bomba.
À vinda da inspecção, por causa de um suposto parafuso mal apertado, o óleo espalhou-se pelo motor e o motor gripou!
É para acreditar???!
Não sei. Sei que o negócio acabou.
...E a desilusão ficou.

quinta-feira, março 13, 2008

EU

Fui desafiada pela Carracinha Linda! para explicitar aqui para deixar aqui 6 características sobre mim própria. Apesar de me auto analisar TODOS os dias (defeitos de filha única), a minhas conclusões alteram-se à medida que vou “limando” aquilo que considero defeitos de personalidade. Assim, suponho que a análise que aqui vou fazer vale para este momento, porque amanhã é outro dia…
;)

Ora, então…

Sou demasiado auto crítica. É o resultado de me analisar demais. TUDO o que me corre bem ou mal é alvo de escrutínio. TUDO é assumido como MINHA responsabilidade. A verdade é que o meu tema favorito de conversa é analisar-me e pedir opiniões. Mas não no sentido “me, me, me!”. É mais na tentativa de “melhorar” se é que isso existe na vida humana. Gostava que as pessoas tivessem sempre coragem de me dizer na cara exactamente o que pensam de mim e dos meus actos. Procuro isso. E embora fique um pouco abalada quando as críticas não são favoráveis, consigo sempre distinguir o que vale do que não vale, o que é para aceitar e mudar e o que escolho ignorar. Mas é cansativo. ;)

Sou extremamente intuitiva. Os meus problemas são pesados intelectualmente, mas as decisões são quase sempre emotivas. Às vezes sei a resposta desde que coloquei a pergunta e só procuro uma justificação racional para aquilo que já decidi com o coração. Normalmente acerto. É por isso que, no fundo, tenho alguma sorte na vida. Porque a deixo guiar-me.

Sou muitíssimo impaciente. Sou geneticamente incapaz de ter um problema ou uma tarefa para fazer durante muito tempo. Pesa-me. Incomoda-me. Envelhece-me. Se é para decidir, decide-se. Se é para comprar, compra-se. Se é para fazer, faz-se. Às vezes precipito-me…

Sou organizada e metódica. Esta vem do ponto anterior. Como tive de encontrar forma de resolver questões rapidamente para não me “passar”, quando fiz um workshop de gestão de tempo, já tinha todas as noções base enraizadas. :)

Tenho os pés na terra e o coração nas nuvens. Não sei sonhar, sei projectar. A realidade é algo MUITO presente para mim. Talvez porque não a tema. Não sou pessimista, mas sou realista. E as minhas conjecturas de futuro são as POSSÍVEIS, nunca as desejadas. Sei que posso chegar longe, mas nunca “por sorte”. O sucesso é algo que se constrói e isso exige tempo e paciência. É por isso que sei que NUNCA vou ganhar o Euromilhões. A minha “sorte grande” é reconhecerem algo de valor que eu faça e que me dê a casa com piscina e o Ferrari. É possível, mas vai sair-me do corpo.

Tenho um anjo da guarda. Não sou religiosa, nem esotérica, nem sequer Wika. Sou uma céptica em relação a qualquer doutrina religiosa, mas acredito em tudo o que fizer as pessoas “andarem para frente”. Quero com isto dizer que esta minha certeza não se baseia em qualquer seita ou religião. No entanto, chame-se”anjo da guarda”, “espírito guia”, “alma gémea” ou o que quiserem, sei que tenho “alguém” que me acompanha. Descobri-“o” há pouco tempo e a minha vida mudou radicalmente. Sei agora que existe um propósito em tudo e que não estou sozinha. E isso acalma-me, anima-me e dá-me uma segurança como nunca tive. Por isso, coisas boas estão a acontecer. Apesar de “ele” ter um sentido de humor que me tira do sério, sei que me quer bem e que, de momento, “existe” apenas para me proteger. :)

quinta-feira, março 06, 2008

As pessoas são más

As pessoas são más. Tento não o perceber. Olho sempre para a parte boa de alguém. Justifico. Arranjo desculpas. Mas a verdade é que as pessoas, no seu íntimo, são más. E eu também.
Achamos sempre que a razão está do nosso lado. Julgamos que conhecemos a maneira certa de viver. Temos cada vez menos tolerância para o que é diferente e nenhuma paciência para o que dá trabalho.
Livre-se alguém de ter um estilo de vida distinto. Coitado daquele que “não encaixa”. Vai sofrer horrores. E é bom que não acredite que tem amigos, porque a hipótese mais segura é que esteja equivocado.
Chamamos amigos a estranhos nas páginas da Internet e quando falamos de pessoas que conhecemos há anos apertamos o crivo até justificarmos a nossa crueldade ao não estendermos a mão a alguém que sabemos que vai dar trabalho.
Estou MUITO cansada deste ciclo vicioso.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

A minha vida está em espera

Sei que estou no caminho certo. Olho para a frente e só consigo ver coisas boas. Mas as noites ainda são longas demais porque o meu forte nunca foi esperar.
Há um MILHÂO de coisas incríveis que estão programadas para este ano. Um casamento, uma viagem, dois concertos, o carro... Mas nada disto é para já… O que me desespera!!!
Estou ansiosa por VIVER. Já esperei demais e agora, um mês que seja de placidez, parece uma eternidade!
O que é que se pode fazer? Se não tem motivos para se queixar, um português arranja-os! E o que dizer de uma portuguesa sujeita aos ímpetos do SPM…? … Uuuuuuii!!!
;)

domingo, fevereiro 24, 2008

Dormir...

Durmo pouco durante a semana. O normal é deitar-me entre as duas e as três da manhã e acordar antes das 8h. Obviamente, à Quinta ou Sexta-feira estou de rastos.
Ora, ao Sábado e Domingo, a minha vontade é vingar-me, ficando na cama até horas obscenas. Mas acontece-me sempre uma coisa esquisita…
Ao fim-de-semana, faço questão de dormir até às 1 ou 2 da tarde e, quando isso é difícil, luto para o conseguir! Nas boas noites, consigo passar mais de 10h na cama, convencida de que, ao levantar, estou nova. Mas isso não acontece!
Além de estar sempre com uma cara de quem morreu e não sabe, sinto-me pessimamente! Apesar de ter a memória no seu auge – ou talvez por isso mesmo – passa-me pela cabeça tudo aquilo que não me afecta durante a semana: a rotina, os sonhos ainda por cumprir, o que tenho para fazer e ainda não fiz, os amigos que se afastam, a casa que precisa de ser arrumada, o tempo que já passou sem uma escapadinha com o namorado… :(
Começo a pensar que sou mais feliz quando não durmo!
Isto será normal?!!!