quinta-feira, maio 29, 2008

Friozinho na barriga

Já ando com aquele friozinho na barriga, aqueles arrepios no estômago. Acordo a sorrir sem razão aparente. É uma espécie de inebriamento parecido com aquele sentimento de paixão a nascer que toma conta de mim por saber que Sábado volto a partir à aventura.
Mal posso esperar para estar com o gang outra vez. Apesar de não nos vermos há dois anos, fazemos parte da mesma família, uma família que conversa e partilha sentimentos todos os dias. Além disso, viajar e conhecer estrelas de rock são coisas que deixam marcas indeléveis, coisas que unem um grupo…
Estou louca por voltar a vê-los e por voltar a sentir agitação da chegada ao recinto, o nervoso miudinho das horas que antecedem um concerto, a azáfama natural de quem prepara um grande espectáculo…
E desta vez estamos preparados. A “nossa” banda vem a Portugal ao fim de 13 anos e vai sentir que esperámos por ela! Vai sentir-se em casa. Fizemos por isso. Estamos mais unidos do que nunca com um único objectivo em mente: fazer daquela noite especial.
Vamos conseguir.
E por isso ando com os passos uns três centímetros acima do chão. Adoro este sentimento: o de regressar a casa ao fim de um longo período de luta intensa.

sexta-feira, maio 23, 2008

Numa manhã rotineira...

Numa destas manhãs, estava eu na minha vidinha normal, dentro do autocarro número 7, a caminho do trabalho, quando ouço uma musiquinha familiar. Um som leve e alegre, de (sei lá!) gaita-de-beiços? Um som doce que me leva directamente à minha infância ou talvez até a algum período anterior.
Numa das ruas mais movimentadas da cidade, no passeio, com a sua tradicional bicicleta, seguia o vulto sempre íntimo de um amolador.
Olhei-o, subitamente feliz, até o autocarro me fazer perder no trânsito daquela artéria, àquela hora sempre caótico. Mas, mesmo depois de os meus olhos o perderem, consegui continuar a ouvir as notas mágicas que ecoam eternamente à passagem do homem que afia facas e tesouras de porta em porta.
Não sei porque é que aquela melodia me leva directamente para um lugarzinho quente e familiar. A minha infância já não coincide com a época destes profissionais. Mas sempre que ele aparecia na minha rua, eu pedia por favor à minha mãe que arranjasse uma qualquer faca moribunda para ele afiar e para eu poder ir ter com ele e vê-lo tocar aquele estranho e aconchegante instrumento. E não era a única. Toda a rua se encontrava no largo, com facas e tesouras que já não usavam nem usariam, nos já raros dias em que por lá passava o amolador.
Não sei se será o mesmo. Não sei quantos existem em Coimbra. Julgava que nenhum. Não sei se foi necessidade ou nostalgia que o fez sair à rua naquela manhã rotineira de Terça-feira. Sei que, apesar da loucura dos dias, amanhã e depois ainda o vou recordar. E todas as vezes que passar na dita rua... Todos os dias, portanto…

quinta-feira, maio 15, 2008

Countdown

Estou em pleno countdown. Cada vez que a Carolina Patrocínio aparece no ecrã com aquela energia toda eu dou um salto da cadeira e admiro-me! Faltam TÃO POUCOS dias!!!
Tenho cinco dias de idílio planeados. Rock in Rio… Avião… Barcelona… Outro concerto... E mais três dias de ócio e aventura na cidade de Gaudí!
Nem acredito!
Claro que vou andar ROTA de cansaço. Sexta trabalho. Sábado Rock in Rio. Directa na noite de Sábado para Domingo. Mais um concerto. E depois três dias de visitas e descobertas. Avião a chegar a Lisboa na noite de Quarta-feira. Trabalho às 9h da manhã de Quinta. Puff! Puff!!
…Mas vai valer a pena. I’m sure.
Objectivamente, não tenho grandes expectativas. Subjectivamente, elas são ENORMES como sempre… Essencialmente, acho que quero bom tempo, uma recordação memorável e um final para o livro que ando a escrever.
(Destaque, se calhar, para a parte do BOM TEMPOOOO!!!)
:)

quarta-feira, maio 07, 2008

Liberdade ou a falta dela

Há já alguns dias acompanha-me um sentimento incontornável de sufoco. Ao fim de semana, em que é suposto o corpo relaxar e a mente viajar, é ainda pior. É uma terrível noção de falta absoluta de liberdade.
Não me refiro à falta de liberdade dos tempos de ditadura. Não a vivi, mas sei que estou a experimentar algo novo. Algo mais complexo do que o objectivo impedimento a uma identidade, à liberdade de expressão. É algo mais subtil e talvez mais perverso, por não ser geralmente consciente. O que faz com que à frustração dessa falta, se junte uma enorme solidão.
O meu sufoco surge do assumir da minha identidade quando analisada juntamente com a falta de possibilidades de autodeterminação. Isto é, existo, sou, penso, sonho, ambiciono e faço. Tudo me é possível. Tudo me está ao alcance… Teoricamente.
Na realidade vejo-me a assumir quem sou, mas a não ter autonomia nas atitudes, por falta de oportunidades… financeiras, sociais, pessoais. Não sei.
Sinto-me sufocar. Quero e não posso. Sonho e não voo. Projecto e não concretizo.
Não por falta de emprenho ou vontade. Falta tudo o resto.
Não me consigo livrar desta bola de trapos que trago dentro do peito.

domingo, maio 04, 2008

História DeVida

Amanhã, dia 5 de Maio de 2008, será lido, no programa "História DeVida", da Antena 1, um texto meu já publicado neste blog.
O actor Miguel Guilherme lerá o texto "O meu companheirinho deixou-me..." às 17h20, às 21h20 e às 00H20.
Mais tarde será possível fazer o download do programa no podcast da RTP.
Esta é a segunda vez que tenho a honra de ver um texto escolhido para ser lido neste programa. A primeira vez aconteceu em Junho de 2006.
:)

quinta-feira, abril 24, 2008

Vou auto flagelar-me!

Olho em volta e está tudo louco. Deve ser da idade. Está toda a gente a casar-se, a comprar casas… De grávidas então parece que existe uma verdadeira epidemia.
É assustador.
Eu, GK, faço 30 anos em Junho e, aqui, perante vós, declaro: Não quero nada dessas merdas para mim! Pela menos para já!
Há TANTOS sítios onde ainda não fui, TANTAS pessoas que ainda não conheci, TANTAS coisas que não experienciei… Vou lá assumir compromissos do tamanho de camiões TIR?! Como posso garantir que isto que decido agora é o que quero PARA SEMPRE?! Ainda não vi NADA da vida. Ela ainda está só a começar!
Cruzes, credo!
Eu vejo estas pessoas todas, corajosas, à minha volta, a lançarem-se em coisas que julgam definitivas e seguras com um sorriso nos lábios e fico espantada! Olho-os e vejo gente de olhos vendados! Gente que julga ter descoberto o sumo da vida e ainda nem foi à esquina, mas acredita, de punhos serrados, que vai ficar naquele sítio, com aquela pessoa e fazer o que faz hoje para o resto da vida! Será?!
É verdadeiramente inacreditável!
Mas, claro, como sempre, a inadaptada sou eu. Pelo que, depois deste sentido desabafo, me remeterei ao silêncio e, cada vez que sentir o meu cérebro a congeminar questões ao ter perante si estes seres inconscientemente felizes, vou censurar-me e auto flagelar-me até sentir que tudo isto é normal!

quinta-feira, abril 17, 2008

Main-stream…

Não se pode ser diferente. Não se pode, mesmo! É um imperativo social. A diferença está em vias de extinção!
Ao mesmo tempo que a liberdade, na privacidade das nossas casas, cresce - acompanhando o acesso a nichos de produtos que outrora não estavam disponíveis e que agora o estão à distância de um clique -, nas “coisas públicas” a pressão é para a uniformização.
Ai do homem que usar meia branca. Ai da mulher que não usar fio dental. Coitada daquela que procura calças SEM cintura descaída. Pobre daquele que ousa vestir o fato de treino dos anos 90…
Estes assuntos discutem-se, mas o vencedor já está definido: é como a sociedade quer. E existem cinco mil razões formatadas para nos pressionarem a ser como todos os outros.
A minha constatação deste facto surgiu porque eu quero comprar uma mochila.
Uma mochila. Uma coisa simples, pequena, digna de ser usada todos os dias. Passo o dia sentada e as minhas costas não gostam que eu coloque todo o peso da minha “mala de gaja” apenas num dos ombros. Decidi por isso ir comprar uma mochilita.
Parece simples, não?
Pois não é. Porque NÃO HÁ! Nem na Internet!
TODAS as lojas decentes vendem, neste momento, malas GRANDES de senhora (ou bolsas ou carteiras ou como lhes quiserem chamar). TODAS sem excepção.
Claro que posso ir correr a Baixa da minha cidade e ver se, naquelas lojas em que a “modernidade” é um termo estranho, há uma mochila que me agrade. Mas para isso, tenho de me desviar do meu caminho normal e iniciar uma busca assumida. Uma missão.
Isto está a tornar-se verdadeiramente um problema…
Os shoppings e a maior parte das lojas “in” SÓ vendem produtos giríssimos e formatados aos gostos das massas. É o estilo main-stream...
O problema é que as unanimidades sempre me enervaram…

quinta-feira, abril 10, 2008

Vidas bonitas

Até aqui, eu olhava à minha volta e, na sua maioria, via vidas “sujas”, como a minha. Vidas cheias de adversidades e batalhas e inseguranças sobre o futuro. Vidas “sujas”, mas funcionais.
Agora, fruto talvez da experiência e da capacidade de lidar com o desconhecido, que chega com a maturidade, tenho-me dado conta de que há para aí muitas vidas “bonitinhas”, daquelas de poster de cinema (ou nem isso, por serem isentas de percalços…).
Nasces numa família abastada. Cresces a estudar nas boas escolas. Fazes Erasmus e o estágio do ICEP no estrangeiro. Apaixonas-te pela única pessoa saída da faculdade de um daqueles cursos de cães danados que arranja emprego à primeira na melhor firma do ramo e que – surpresa! – fica logo com um lugar efectivo. Trabalhas toda a vida em empresas privadas que fazem questão de nunca te pagar menos do que os 1000 euros da praxe (e tu queixas-te, claro!). Tens o carro, a casita (pequena, mas cuja renda não se atrasa!) partilhada com o amor da tua vida e esperas a tua oportunidade - que já asseguraste – de fazer as malas e ir viver para um país melhor, trabalhando no topo do mundo da tua profissão…
Que lindinho!
…Descobri que as vidas “bonitinhas” me fazem vomitar.
Podia ser inveja. Fazia até sentido que fosse. Mas não é.
Eu já não poderia ter uma vida “bonitinha”. Não posso apagar o que vi e o que já vivi, portanto sei que este percurso “limpo” nunca poderia ser meu. Até por não ter chama.
Não digo que não exista sofrimento numa vida assim. Claro que existirá. Mas também existe uma certa ingenuidade, com a qual eu definitivamente não sei lidar e me enerva solenemente…
Eu evacuo para as vidas “bonitinhas”. E desejo muita sorte aos que as têm. Espero que a vida os mantenha de olhos fechados por muitos e longos anos.

quinta-feira, abril 03, 2008

Os portugueses estão a tornar-se europeus

Calor. Primeiros dias de Primavera a sério. Anoitece às 20h. E a malta está “em pulgas” para sair do trabalho e curtir o sol.
Foi isso que aconteceu ontem. 18h30 e um sol radioso. Saí do meu posto de trabalho, situado estrategicamente à beira rio, dentro de um parque emblemático da cidade, e dirigi-me, como é óbvio, à margem do “meu” rio para sentir a calma do cair do dia, em vez de fazer o caminho pelos parques de estacionamento junto à estrada.
A calma existia de facto. Sentia-se, no ar, uma atmosfera plácida, serena, de comunhão com a natureza. Mas o parque estava CHEIO de gente.
Estendidos no chão, sentado à beira rio, abraçados ou displicentes, grupos e grupos de gente jovem enchiam o relvado. Conversavam, namoravam, liam. Molhavam os pés nas margens do rio. Corriam atrás de cães simpáticos. Trocavam ideias de forma pacífica. Olhavam o sol do fim da tarde, com aquele sentimento familiar de querer para o tempo.
Ao passar, absorvi aquele cenário, algo cinematográfico, com um misto de surpresa e alegria. Dantes era tão raro ver um português pisar a relva! E agora, ali estavam, junto aos alunos de Erasmus, estendidos na relva a desfrutar da proximidade da água e a palrar calmamente em várias línguas, como de se tratasse do St. James ou do Hyde Park.
Adorei este fim de tarde, doce e tranquilo na minha cidade. Um fim de tarde em que percebi que os portugueses se estão a tornar europeus.

segunda-feira, março 24, 2008

Estou viciada, agarrada e outras coisas terminadas em "ada"!!!

HBO presents Entourage, the hit comedy series executive produced by Mark Wahlberg that takes a look at the day-to-day life of Vincent (Vince) Chase, a hot young actor in modern-day Hollywood, and his entourage. He's brought with him from their hometown in Queens, NY: manager Eric, half-brother Drama, and friend Turtle. The series draws on the experiences of industry insiders to illustrate both the heady excesses of today's celebrity lifestyle, as well as the difficulty of finding love and success in the fast track of show biz. Now that the boys are getting used to the perks of stardom, Eric, along with superagent Ari, keep Vince's star rising while making sound decisions for a long-lasting career in a world of fleeting fame.
Adrian Grenier ("Drive Me Crazy," "Hart's War") stars as Vince. Kevin Connolly ("Antwone Fisher," "John Q") plays Eric, Vince's closest confidant who's learning the rules of the business as he tries to help Vince make the right choices and keep his trajectory aimed high. Kevin Dillon ("The Doors," "Platoon") plays Vince's half-brother Drama, whose own acting aspirations have been eclipsed by Vince's success. Jerry Ferrara ("Grounded for Life," "Leap of Faith") plays Turtle, the house manager, who's always up for a good time. Jeremy Piven ("Old School," "The Larry Sanders Show") plays Ari, Vince's aggressive, high-powered agent, who clashes with Eric over his client's decisions.
Also appearing in ENTOURAGE are Debi Mazar ("Goodfellas," "The Tuxedo") as Vince's publicist Shauna and Rex Lee as Lloyd, Ari Gold's much-maligned assistant.

quarta-feira, março 19, 2008

Test drive

Ia céptica. Já tinha feito aquilo antes e tinha acabado mal. O carro era horrível. Não o comprei.
Desta vez, o escolhido era o eleito de entre dezenas e muito mais elegante que o anterior. Tinha-me apaixonado por ele e, sinceramente, esperava que aquele passasse a ser o MEU carro, mas não estava demasiado confiante.
O meu tio mecânico lá espreitou para debaixo do capot com um ar desconfiado. Gostou do que viu. Fomos dar uma volta. Adorou o que sentiu.
Ainda estava eu na dúvida, já ele tinha dito ao dono do stand que o carro estava comprado!
Apalavrei o negócio. Deixei cópia de BI e NIF, etc. Não dei sinal porque não levava o livro de cheques, mas ficou acordado que passaria a totalidade do valor na entrega e o carro não seria vendido a mais ninguém. Combinámos que daí a quatro dias ele seria entregue, limpo, revisto e inspeccionado, em minha casa.
O dia chegou e recebi um telefonema a pedir para adiar a entrega. Havia “muitos carros para serem inspeccionados" naquele dia "no Centro de Inspecções da área”, queriam adiar “para amanhã”. Tudo bem.
No dia seguinte, não houve telefonemas, pedidos ou justificações. Nem resposta às minhas tentativas de contacto. Nada.
Ao terceiro dia de espera, recebo a bomba.
À vinda da inspecção, por causa de um suposto parafuso mal apertado, o óleo espalhou-se pelo motor e o motor gripou!
É para acreditar???!
Não sei. Sei que o negócio acabou.
...E a desilusão ficou.

quinta-feira, março 13, 2008

EU

Fui desafiada pela Carracinha Linda! para explicitar aqui para deixar aqui 6 características sobre mim própria. Apesar de me auto analisar TODOS os dias (defeitos de filha única), a minhas conclusões alteram-se à medida que vou “limando” aquilo que considero defeitos de personalidade. Assim, suponho que a análise que aqui vou fazer vale para este momento, porque amanhã é outro dia…
;)

Ora, então…

Sou demasiado auto crítica. É o resultado de me analisar demais. TUDO o que me corre bem ou mal é alvo de escrutínio. TUDO é assumido como MINHA responsabilidade. A verdade é que o meu tema favorito de conversa é analisar-me e pedir opiniões. Mas não no sentido “me, me, me!”. É mais na tentativa de “melhorar” se é que isso existe na vida humana. Gostava que as pessoas tivessem sempre coragem de me dizer na cara exactamente o que pensam de mim e dos meus actos. Procuro isso. E embora fique um pouco abalada quando as críticas não são favoráveis, consigo sempre distinguir o que vale do que não vale, o que é para aceitar e mudar e o que escolho ignorar. Mas é cansativo. ;)

Sou extremamente intuitiva. Os meus problemas são pesados intelectualmente, mas as decisões são quase sempre emotivas. Às vezes sei a resposta desde que coloquei a pergunta e só procuro uma justificação racional para aquilo que já decidi com o coração. Normalmente acerto. É por isso que, no fundo, tenho alguma sorte na vida. Porque a deixo guiar-me.

Sou muitíssimo impaciente. Sou geneticamente incapaz de ter um problema ou uma tarefa para fazer durante muito tempo. Pesa-me. Incomoda-me. Envelhece-me. Se é para decidir, decide-se. Se é para comprar, compra-se. Se é para fazer, faz-se. Às vezes precipito-me…

Sou organizada e metódica. Esta vem do ponto anterior. Como tive de encontrar forma de resolver questões rapidamente para não me “passar”, quando fiz um workshop de gestão de tempo, já tinha todas as noções base enraizadas. :)

Tenho os pés na terra e o coração nas nuvens. Não sei sonhar, sei projectar. A realidade é algo MUITO presente para mim. Talvez porque não a tema. Não sou pessimista, mas sou realista. E as minhas conjecturas de futuro são as POSSÍVEIS, nunca as desejadas. Sei que posso chegar longe, mas nunca “por sorte”. O sucesso é algo que se constrói e isso exige tempo e paciência. É por isso que sei que NUNCA vou ganhar o Euromilhões. A minha “sorte grande” é reconhecerem algo de valor que eu faça e que me dê a casa com piscina e o Ferrari. É possível, mas vai sair-me do corpo.

Tenho um anjo da guarda. Não sou religiosa, nem esotérica, nem sequer Wika. Sou uma céptica em relação a qualquer doutrina religiosa, mas acredito em tudo o que fizer as pessoas “andarem para frente”. Quero com isto dizer que esta minha certeza não se baseia em qualquer seita ou religião. No entanto, chame-se”anjo da guarda”, “espírito guia”, “alma gémea” ou o que quiserem, sei que tenho “alguém” que me acompanha. Descobri-“o” há pouco tempo e a minha vida mudou radicalmente. Sei agora que existe um propósito em tudo e que não estou sozinha. E isso acalma-me, anima-me e dá-me uma segurança como nunca tive. Por isso, coisas boas estão a acontecer. Apesar de “ele” ter um sentido de humor que me tira do sério, sei que me quer bem e que, de momento, “existe” apenas para me proteger. :)

quinta-feira, março 06, 2008

As pessoas são más

As pessoas são más. Tento não o perceber. Olho sempre para a parte boa de alguém. Justifico. Arranjo desculpas. Mas a verdade é que as pessoas, no seu íntimo, são más. E eu também.
Achamos sempre que a razão está do nosso lado. Julgamos que conhecemos a maneira certa de viver. Temos cada vez menos tolerância para o que é diferente e nenhuma paciência para o que dá trabalho.
Livre-se alguém de ter um estilo de vida distinto. Coitado daquele que “não encaixa”. Vai sofrer horrores. E é bom que não acredite que tem amigos, porque a hipótese mais segura é que esteja equivocado.
Chamamos amigos a estranhos nas páginas da Internet e quando falamos de pessoas que conhecemos há anos apertamos o crivo até justificarmos a nossa crueldade ao não estendermos a mão a alguém que sabemos que vai dar trabalho.
Estou MUITO cansada deste ciclo vicioso.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

A minha vida está em espera

Sei que estou no caminho certo. Olho para a frente e só consigo ver coisas boas. Mas as noites ainda são longas demais porque o meu forte nunca foi esperar.
Há um MILHÂO de coisas incríveis que estão programadas para este ano. Um casamento, uma viagem, dois concertos, o carro... Mas nada disto é para já… O que me desespera!!!
Estou ansiosa por VIVER. Já esperei demais e agora, um mês que seja de placidez, parece uma eternidade!
O que é que se pode fazer? Se não tem motivos para se queixar, um português arranja-os! E o que dizer de uma portuguesa sujeita aos ímpetos do SPM…? … Uuuuuuii!!!
;)

domingo, fevereiro 24, 2008

Dormir...

Durmo pouco durante a semana. O normal é deitar-me entre as duas e as três da manhã e acordar antes das 8h. Obviamente, à Quinta ou Sexta-feira estou de rastos.
Ora, ao Sábado e Domingo, a minha vontade é vingar-me, ficando na cama até horas obscenas. Mas acontece-me sempre uma coisa esquisita…
Ao fim-de-semana, faço questão de dormir até às 1 ou 2 da tarde e, quando isso é difícil, luto para o conseguir! Nas boas noites, consigo passar mais de 10h na cama, convencida de que, ao levantar, estou nova. Mas isso não acontece!
Além de estar sempre com uma cara de quem morreu e não sabe, sinto-me pessimamente! Apesar de ter a memória no seu auge – ou talvez por isso mesmo – passa-me pela cabeça tudo aquilo que não me afecta durante a semana: a rotina, os sonhos ainda por cumprir, o que tenho para fazer e ainda não fiz, os amigos que se afastam, a casa que precisa de ser arrumada, o tempo que já passou sem uma escapadinha com o namorado… :(
Começo a pensar que sou mais feliz quando não durmo!
Isto será normal?!!!

domingo, fevereiro 17, 2008

EU VOU

12.02.08
Bon Jovi confirma presença no Rock in Rio-Lisboa

Os Bon Jovi acabam de confirmar a sua presença no Rock in Rio-Lisboa. A banda encabeça o cartaz do palco Mundo de dia 31 de Maio, o segundo dia do evento.
O regresso de Bon Jovi é aguardado com entusiasmo pelos inúmeros fãs portugueses que, desde 1995, não têm a oportunidade de assistir ao vivo a um concerto da banda.
Durante mais de duas décadas os Bon Jovi mostraram que são uma das melhores bandas de Rock and Roll de sempre. Em 2008 vão encher estádios de todo o mundo, provando mais uma vez que ocupam uma posição de destaque entre as lendas do rock.
Ao todo, os Bon Jovi venderam mais de 120 milhões de álbuns e deram mais de 2.500 concertos em cerca de 50 países para mais de 32 milhões de pessoas - e Jon Bon Jovi, Richie Sambora, David Bryan and Tico Torres mostraram a todos o que é o verdadeiro rock!
O último álbum "Lost Highway" (lançado a 19 de Junho de 2007) levou-os, pela primeira vez, directamente ao 1º lugar do top 200 americano, ao 1º lugar do top de álbuns de Rock e do top 100 europeu da Billboard.No Canadá, Alemanha, Suíça, Holanda, Aústria, Tailândia e Japão, este foi o 4º álbum dos Bon Jovi que entrou directamente para o 1º lugar do top, ultrapassando o recorde até agora detido pelos Beatles de três álbuns.Influenciado pelo fascínio de Jon Bon Jovi por Nashville, uma cidade de músicas e compositores, este trabalho tem doze novos originais e é definido pelo líder e vocalista do grupo como «um olhar para a natureza do amor e da vida em toda a sua glória».
Para Richie Sambora foi uma catarse para uma altura complicada da sua vida: «Há lágrimas em todo o álbum mas também há alegria, esperança e antecipação acerca do que virá quando se começa um novo capítulo de vida».Dos muitos sucessos alcançados ao longo da carreira dos Bon Jovi, destacam-se "Runaway", "You Give Love a Bad Name", "Livin' on a Prayer", "Wanted Dead or Alive", "Bad Medicine", "I'll Be There for You", "Keep the Faith", "Bed of Roses", "Always", "It's My Life", "Everyday", "Have a Nice Day", "Who Says You Can't Go Home," "(You Want to) Make a Memory" e muitos mais.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Ainda bem que não foi o Xanana!

É triste, mas o primeiro pensamento que me ocorreu quando soube da situação de Timor anteontem à noite foi: “Ainda bem que não foi o Xanana! Graças a Deus, ele está bem!”.
Devia, talvez, ter-me preocupado com uma vida humana, fosse ela qual fosse, qundo era claro que a situação não estava “tão bem” quanto “eles” diziam… Mas não me preocupei com Ramos Horta. A minha preocupação vai, hoje e sempre, para Xanana.
Não sei se alguma vez o disse aqui, mas Xanana veio a Coimbra quando eu era uma estagiária da Antena1. Fui fazer a reportagem no meio de milhares de pessoas e… NUNCA senti nada assim.
Eu sou pequena. Nas reportagens com multidões é certo e sabido que “vou levar porrada”. E assim aconteceu.
Ninguém me viu, sequer. Excepto Xanana.
Numa altura em que se duvidava que ele fosse um herói, eu tive a oportunidade de o olhar nos olhos. Ele, no meio de uma multidão que o queria levar em ombros, encontrou-me atrás de uma porta, estendeu-me a mão e apertou as minhas, olhando para a minha fragilidade momentânea com os olhos cheios de lágrimas.
Soube, ali, daquela forma improvável, que não tinha de temer pela sua honestidade. Xanana é um herói. Dos verdadeiros.
…Ainda bem que não foi o Xanana.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Madrinha!

Uma amiga minha vai casar. Suponho que é normal numa idade em que o casamento é uma espécie de ponto intransponível de uma longa lista de tarefas obrigatórias.
Esta amiga é uma daquelas amigas com quem se partilhavam segredos antes de eles existirem e bem antes de se saber ser um ser humano completo. Uma amiga amiga, portanto.
Esta amiga amiga convidou-me para ser a sua madrinha de casamento.
Fê-lo mesmo sabendo que eu sou a pessoa que mais odeia casamentos no planeta. Fê-lo conhecendo a minha absoluta falta de vocação para ser competente no papel. Fê-lo mesmo tendo como certo o risco de decidir tudo sozinha, recebendo apenas os ocasionais telefonemas ou e-mails de cuidado e controlo.
E fê-lo com lágrimas nos olhos. E eu não soube e não quis recusar.
Não me arrependo. Mesmo sentindo-me culpada até à estupidez por não lhe segurar na mão a cada passo. Não me posso arrepender, porque quero estar com ela naquele momento… Apenas por não ter estado em tantos outros.
Não mereço a honra. Menos mereço as constantes declarações de que sou “uma boa amiga”, já que as regras da nossa amizade foram estabelecidas antes de eu sequer saber sê-lo e é tão difícil quebrar padrões com tantos anos.
Não somos as típicas amigas das confidências cabeludas e dos cuidados excessivos. Não éramos assim. Não precisávamos de ser. E se agora precisamos, outras pessoas ocuparam esses papéis. Sabemos, no entanto, que, se existir uma chamada a meio da noite, nenhuma de nós falhará.
Foi isso mais ou menos isso que eu sinto que aconteceu quando ela me fixou com os olhos húmidos: uma chamada a meio da noite que muito me lisonjeia e mais me atemoriza.
Mas cá estou. Bem ou mal, cá estarei sempre.

domingo, fevereiro 03, 2008

Hábitos! *

Muitos são os hábitos irritantes do sexo feminino. Apontam-nos, talvez com alguma razão, a mania da fofoca, o facto de demorarmos a arranjar-nos, o excessivo drama com que avaliamos as relações, etc.
Mas está na altura de falarmos das manias do sexo oposto…
Alguém me diga, POR FAVOR, porque é que os homens têm uma incapacidade ABSOLUTA para ler instruções e para pedir direcções? Isto vem de onde??? Qual o motivo?
Porque é que vale mais olhar durante horas para fios e roscas, mesmo quando NÃO SE FAZ PUTO IDEIA de como funciona o aparelho do que ler meia dúzia de palavras impressas num papel que normalmente são a chave da coisa e que deram tanto trabalho a produzir a alguém?
Porque é que é mais aliciante andar UMA HORA às voltas numa vila do que parar, baixar o vidro e pedir a alguém que nos diga para onde ir. Mesmo correndo o rico de ouvir o “segue, segue, segue”, uma informação mal dada leva-nos mais perto e em menos tempo do que fazer a caça ao tesouro sem o X marcado no mapa!!! Ou não?
Grrrrr!!!

* Post partilhado com http://www.cardosyprosas.blogspot.com.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Amanhã...

_ Oi. Estou a ligar para te dizer que o Conselho de Administração aprovou o teu contrato. Começas amanhã. – O tom era baixo e sussurrante, como quem partilha um segredo.
_ ... - *Choque!*
_ Ouviste? O Conselho de Administração aprovou esta manhã o teu contrato a full-time com duplicação de salário! – Impaciência…
_ Ouvi. Sim. Então…começo amanhã a full-time??? – A voz saiu-me fria…
_ …Não me pareces muito entusiasmada… - Estava furioso.
_ Não, é que… Tinha pensado em usar o tempo que ainda tinha para me organizar antes de começar a full-time… - A voz continuou-me fria, bolas!
_ …Pode-se sempre adiar. Podes começar mais tarde. Um mês ou assim… - O tom era de desprezo. Senti-o.
_ Não, tudo bem. Não tenho nada marcado. Não tenho prazos. Não consigo dar um prazo. Tudo bem. Começo amanhã… - Bolas! Bolas! Bolas! Eu estava zangada, essa era a verdade! #(

…Pus a pata na poça, eu sei. Mas nunca tinha pensado na possibilidade de começar tão cedo e a única coisa que me passava pela cabeça era: “Então e agora? Vou procurar o meu futuro carro QUANDO??? Quando é que vou poder fazer as aulas de reciclagem de condução... QUANDO?!”. :(

…Mas suponho que é tudo uma questão de (re)organização…
...É claro que estou contente! :)