quinta-feira, setembro 13, 2007
London 2007 (3)
sábado, setembro 08, 2007
London 2007 (2)
E nós fomos aos sítios mais apetecíveis. Saímos do hotel directinhos à zona de Westminster, para, seguindo até à Trafalgar Square, onde se situa o imponentíssimo National Gallery, chegar ao The Mall e, dali, fazer o caminho, maravilhoso, até ao Palácio de Buckingham, onde devia estar a acontecer o render da guarda.
Tudo isto fizemos. Passámos pelo N.º 10 de Downing Street, sempre bem guardado, como é possível ver – ou… não ver – na fotografia, e pelo tal imponente museu, até entrarmos no The Mall, onde nos cruzámos com os guardas rendidos, que seguimos até à Clarence House, junto ao Palácio de St. James, residência do Príncipe Carlos. Antes disto ainda tivemos tempo para descansar no plácido Parque de St. James.
Buckingham é sempre grandioso. Mas torna-se difícil vê-lo, quando à nossa volta zumbem milhares de pessoas. Para conseguir tirar uma fotografia semi-decente, tínhamos de esperar largos minutos, de máquina em riste, até não estar a passar ninguém à frente da câmara, atrás do modelo, à volta da cena... Uff! Uma canseira!
Visto, admirado e fotografado o Palácio (com a Rainha lá dentro, assim indicava a bandeira hasteada), contornámos o Parque de St. James, onde um esquilo decidiu vir indagar se tínhamos comida. E lá andou, à nossa volta, curioso, tempo suficiente para nos fazer esquecer do nosso próprio tempo e prioridades…
quinta-feira, setembro 06, 2007
London 2007 (1)
Não sei fazer um balanço. Talvez nunca saiba. Como no ano passado, sinto que muito ficou por fazer. Sinto que TENHO de voltar. Suponho que este é o maior elogio que se pode fazer a uma cidade.
Saí de Coimbra em direcção ao Aeroporto de Lisboa três dias depois do fim da greve do pessoal do handling. Naquela Quinta-feira, dia 23, o meu fantasma era que a minha mala não chegasse a Luton, onde ia aterrar… Mas chegou. Não chegou foi a Londres.
No autocarro da Greenline que apanhámos de Luton para Londres, alguém ficou com a minha mala numa das paragens anteriores à nossa. Ela viria a aparecer no dia seguinte numa estação de polícia de Covent Garden, arrombada, mas intacta e com tudo o que eu tinha levado. Mas é estranho pensar que alguma alma distante andou a remexer nas minha cuequinhas e sabe a marca dos meus pensinhos diários… YUK! ;)
A Sexta-feira foi passada entre os escritórios da Greenline, o hotel em Earl’s Court e a zona de Knightsbridge, onde, à noite iríamos a um concerto dos Proms, no Royal Albert Hall. Ah, e claro, com um saltinho à estação de polícia de Halborn, para recuperar a minha mala!
O Hyde Park. O Wellington Arch (inspirado no Arco do Triunfo francês). O Harrods, com o seu irrepetível glamour e os fantásticos chocolates comprados na loja de “take away”, porque, quando se vê Cartier’s e Tiffany’s sem preço no andar térreo do armazém, fica-se com um pouco de medo de comprar o que quer que seja lá dentro… Não vão as férias terminar por ali… O Royal College of Music, com o seu museu de instrumentos que deliciou o meu namorado. O Royal Albert Hall. Magnífico. Cheio. E com um concerto perfeito, escutado a partir de um camarote! Ah, pois é! …Mais barato do que ir ao Coliseu!
E chega, porque quem já usou o metro de Londres com frequência sabe que aquilo cansa um bocado, mesmo que seja apenas a mudar de linha! Muitas escadas, muitos andares, muitos quilómetros percorridos debaixo de chão. E gente. Muita gente. Gente de todo o lado, com todos os estilos e todas as vozes. Misturadas. Em perfeita sintonia.
A minha Londres era minha outra vez.
terça-feira, setembro 04, 2007
Voltei...
quarta-feira, agosto 22, 2007
Acasos... determinantes!
No Verão de 2005, recebi uma carta da Universal, a distribuidora de música, com um convite para ir assistir, a Lisboa, à listening party de apresentação do novo álbum da minha banda favorita.Não sei como tinham a minha morada. Não sei porque me mandaram aquela carta. Não sei como adivinharam que eu amo aquela banda.
Surpreendida, decidi imediatamente que lá estaria no dia marcado.
Mas a vida tem destas coisas e o que aconteceu foi que eu não tinha ninguém disponível para ir comigo. E, sem companhia, eu não iria - sozinha, a meio da semana e à noite - para Lisboa... A única pessoa que, sequer, pôs a hipótese de ir, disse-me, à última da hora, que não podia ir.
Mortificada, fiz birra, acho que até chorei. De alguma forma, eu senti que aquilo era mais do que uma festinha nocturna a meio da semana na minha vida. Era algo que eu não podia perder!
Não sei se foi a chantagem emocional que eu fiz ou o facto de não me querer ver infeliz, a verdade é que a minha amiga lá fez “das tripas coração” e acompanhou-me a Lisboa.
A festa foi banal. Eu não conhecia ninguém e também não conheci ninguém naquela noite. Apenas falei com algumas pessoas e trouxe o single da banda, bem como alguns panfletos promocionais do fã clube português.
Depois da “reunião”, eu e a minha amiga passamos a noite ao paleio na Estação do Oriente. Acabou por ser uma noite engraçada e o dia a seguir foi fantástico, porque, apesar da directa, eu tinha um estranho sentimento de dever cumprido…
Os panfletos serviram para eu me juntar a um yahoo group que reunia os fãs portugueses da banda e, poucos meses depois, eu já sentia que aquelas pessoas faziam parte da minha família!
As famílias têm projectos e ajudam-se mutuamente e, por isso, foi com naturalidade que eu me juntei ao grupo que decidiu ir a Londres ver a nossa banda favorita.
Em Junho de 2006, eu estava em Londres com um monte de desconhecidos que eu considerava quase irmãos. Foi a viagem mais incrível da minha vida, física e emocionalmente. Fui ao céu e vim. Tudo foi mágico. Tudo foi perfeito. Tudo excedeu expectativas.
Voltei apaixonada. Pela banda. Pelos amigos. Por Londres. Pela vida.
Jurei voltar.
Amanhã apanho um avião para Londres, onde vou passar uma semana de férias.
Estou louca por sentir o cheiro das ruas, a música do sotaque, o coração da cidade a bater debaixo dos meus pés.
E pensar que, se eu tivesse desistido de ir àquela festa em Setembro de 2005, eu amanhã não iria apanhar qualquer avião…
sexta-feira, agosto 17, 2007
Ando a contar os dias…
É mais até ao dia em que não tenha de me levantar da cama para ir trabalhar! Estou farta!!!!!
Mas é verdade que, em vez disto:
Quero isto:
Ok, pronto! Em pormenor, então…Em vez disto:
Quero isto:
Faltam SEIS dias!:)
…I can’t wait!!!!
quarta-feira, agosto 15, 2007
O segredo
Já descobri o segredo para ter uma vida próspera e feliz.É não dizer que não a ninguém. Assumir responsabilidades, fazer promessas e depois executar apenas o que for possível e que não dê demasiado trabalho. Quando for altura de apresentar resultados, dá-se desculpas para o que não se fez e passa-se subliminarmente as responsabilidades para alguém que seja fraco e desprotegido, alguém que esteja no fundo da cadeia alimentar profissional e que não esteja habituado a defender-se.
É assim que se constrói uma vida profissional à prova de mácula. Todos ficam contentes. Todos dão palmadinhas nas costas de satisfação porque ninguém foi afrontado. E o pobre coitado que arca com as culpas também não precisa de benevolência porque seria sempre um capacho.
Isto vale para a vida profissional, mas também para a pessoal.
Agora que descobri esta fantástica verdade só tenho de passar da teoria à prática e ser mais um energúmeno profissional português. Aí sim, sei que vou finalmente sentir-me integrada na sociedade e a minha vida vai prosperar.
OK… Se calhar não vou conseguir dormir à noite... Mas quem é que precisa de dormir se a conta bancária começar a aumentar e o número de “amigos” se multiplicar?
domingo, agosto 12, 2007
AHHH!!!

Será possível que para gozar uns míseros 15 dias de descanso tenho de me stressar ao quadrado?!!!
Ele é as férias da minha colega que me deixa sozinha a fazer um semanário de 16 páginas! Ele é o suplemento do jornal que toda a gente está a adorar fazer, mas vai sobrar para mim organizá-lo! Ele é a puta da greve no aeroporto de Lisboa que, de certeza, se vai arrastar até ao dia em que eu vou apanhar o avião! Ele é as malas que se perdem em viagens aéreas! Ele é o writer's block que não me permite escrever o meu plot point 3 como eu quero! Ele é o reviver de memórias recentes que me revelam que as coisas não foram bem assim…
AHHH!!! Quando é que chegam as férias?!!!
quinta-feira, agosto 09, 2007
Recomendo
Director: Cameron Crowe (the director and writter of Jerry Maguire)Oscar: Best Writing, Screenplay Written Directly for the Screen for Cameron Crowe
Nominated for Oscar: Best Actress in a Supporting Role - Kate Hudson; Best Actress in a Supporting Role - Frances McDormand; Best Editing - Joe Hutshing and Saar Klein
Golden Globes, USA: Best Motion Picture - Comedy/Musical; Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Motion Picture for Kate Hudson
Nominated for Golden Globe: Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Motion Picture - Frances McDormand; Best Screenplay for a Motion Picture - Cameron Crowe
Cast:
- Billy Crudup playing Russell Hammond
- Frances McDormand playing Elaine Miller
- Kate Hudson playing Penny Lane
- Jason Lee playing Jeff Bebe
- Patrick Fugit playing William Miller
- Zooey Deschanel playing Anita Miller
- Michael Angarano playing Young William
- Anna Paquin playing Polexia Aphrodisia
- Fairuza Balk playing Sapphire
- Noah Taylor playing Dick Roswell
- John Fedevich playing Ed Vallencourt
- Mark Kozelek playing Larry Fellows
- Philip Seymour Hoffman playing Lester Bangs
- Liz Stauber playing Leslie
- Jimmy Fallon playing Dennis Hope
User Comments:
Believable and breathtaking view of rock'n'roll in the '70's., 6 April 2001
Author: http://www.imdb.com/user/ur1121302/comments from New Zealand
domingo, agosto 05, 2007
Ir à praia
Se sair à noite até é porreiro e, no fim do esforço para ficar bonita, uma gaja até consegue olhar para o espelho com um sentimento de dever cumprido, ir à praia é uma merda!Passas o dia anterior a cuidar da depilação. Depois acordas e vais escolher o bikini. ..."Este já saiu de moda". "Este está velho." "Este… ups… está pequeno!" "Este… onde é que eu estava com a cabeça quando comprei este?!"
Se conseguires remediar a situação com o que tens em casa, já não é mau. E também já não é mau se não decidires fazer birra e desistir de ir à praia, para desespero do boyfriend que até já vem a caminho de calções e toalha na mão.
Chegas ao areal e a vida é bela! O sol brilha, o ambiente é descontraído e a tua vontade de te esticar ao sol até já é bastante grande.
Estendes a toalha e começas colocar o protector solar… E, pronto! Dás-te conta de que ÉS UM BICHO!!!
O sol é uma lupa! E o teu corpo semi-desnudado debaixo do astro-rei é um farrapo! Veêm-se os poros dilatados da depilação, as nódoas negras das batidelas contra a secretária, as picadas das melgas, as mordidelas dos sapatos e, pior que isso, A CELULITE!!! Está TÃO pior do que aquilo que pensavas!
Claro que o resto do dia é passado na toalhaa fazer comparações com as outras miúdas e a desejar que ninguém repare que tu existes! E, quando o gajo te pergunta se “queres vir à água”, quase lhe respondes: “Está parvo? E expor este rabo a toda a comunidade?! Ninguém merece tal castigo?!” Mas reprimes-te, não vá ele pensar que és louca! Dizes apenas: “Não, deixa lá, vai tu… Eu estou bem a apanhar sol!” E ele até acredita, porque até sabe - de uma resposta anterior que não conseguiste conter – que tu queres mesmo é ficar morena, a ver se as marcas todas que tens na pele e a celulite ficam a notar-se menos…
Ingénuos!
quarta-feira, agosto 01, 2007
Blog Vs Myself
Ultimamente, quando visito os meus blogs, parece que não tenho nada para partilhar. O que não é verdade! Como todas as vidas, por mais monótona que seja, a minha também evolui. Mas, frente à página branca e na obrigatoriedade de produzir um texto coerente, eu só me lembro de ideias batidas e assuntos desinteressantes. E não me apetece fazer “o esforço”.
Ou talvez seja o facto de todos os dias ter de produzir profissionalmente textos coerentes que já não me deixa olhar para a tarefa com o entusiasmo de outrora… Ou porque ando mais entusiasmada com a ideia de me tornar uma artesã para ganhar uns trocos extra e prefiro passar o dia a tricotar do que a escrever, já que a escrever nunca fiz “uns trocos extra”. Ou pode ser que eu prefira guardar a minha criatividade literária para o livro que estou a finalizar… Ou é, tão só, a proximidade das férias que me está a deixar preguiçosa…
Bom, a verdade é que o meu blog, de momento, tem a conotação de obrigação…
Espero que passe, mas até passar é possível que eu continue a publicar textos menos interessantes (se é que algum dia o foram) e a apostar em ideias menos honestas e profundas… (Vejam lá que até pensei em pôr aqui um mail hilariante que recebi sobre uma caganeira!)
Resumindo…
Este texto serve para pedir desculpa aos que aqui vêm regularmente pela minha falta de resposta à altura. Prometo fazer um esforço por reverter a situação e prometo também continuar por aqui a ver o que se passa nos vossos cantinhos. E, entretanto… vou sempre “postando” qualquer coisita… ;)
quarta-feira, julho 25, 2007
Sete Maravilhas
Pediram-me para definir as minhas sete maravilhas. São simples:quinta-feira, julho 19, 2007
Coimbra 2003
Quantos de nós fomos obrigados a ir à festa de Natal da empresa quando a última coisa que queríamos era trocar prendas com aquelas pessoas? Quantos fomos evento X promovido pelo patrão só porque tinha de ser? Quantos nunca mais comparecemos aos convívios depois de deixar “aquele” emprego?Quando se trabalha com uma mesma equipa durante largos meses, o normal é criarem-se laços. Mas quem não está feliz no emprego raramente consegue estender as relações para lá do estatuto de colegas. Amigos fazem-se quando se está disponível para amar. É por isso que as promessas de “temos de marcar um café” ou “a ver se juntamos o pessoal num jartarzinho” ou ainda “tens de vir lá a casa um dia” são tantas vezes vazias.
Mas o que dizer quando, quatro anos depois, chega um e-mail convocatório de uma dessas reuniões saudosistas e o resto do dia é passado a recuperar contactos para que não falte ninguém? Como reagir às caras e às expressões daqueles com quem se partilhou uma vida em menos de dois anos? Como se explica o comparecimento pontual de presidente, director, técnica, motorista, secretária,…?
Estavam todos lá. E os que não estavam queriam estar. Cheios de vontade de voltar a agitar as águas…
Será que todos achámos a nossa vocação naqueles meses? Será que poderíamos voltar a reunirmo-nos? Será que deveríamos?
Sugiro a visita futura ao blog: http://coimbra2003.blogspot.com.
domingo, julho 15, 2007
O Procurador...
Na vila onde eu trabalho, foi a tribunal um caso bastante mediático. Começou por ser acompanhado por uma das minhas colegas, mas ela foi de férias e coube-me a mim a tarefa de seguir a coisa até ao fim.Na penúltima audiência, quando todos os protagonistas já são tratados pelo nome na Comunicação Social, dei-me conta de que, nem eu, nem a minha colega, nem nenhum dos meus camaradas de outros jornais tínhamos publicado o nome do Procurador.
Vasculhei, indaguei, investiguei… mas o nome do homem não aparecia em lado nenhum!
Perguntei a todas as pessoas do jornal e até ao director, que conhece TODA a gente da vila… mas nada.
Bom, restava fazer a ligação – simples! – para o tribunal e perguntar.
E foi assim:
_ Estou sim? Olhe, eu não sei quem será a pessoa indicada para me ajudar, mas é possível que a pergunta seja tão simples que qualquer pessoa aí saiba responder. – Disse eu a quem atendeu.
_ Sim? – Respondeu a voz solícita.
_ Estou a acompanhar o caso X e dei-me conta de que nenhum jornal publicou o nome do Sr. Procurador. Pode ajudar-me? Sabe como é que ele se chama?
_ Hum… O Sr. Procurador chama-se… - Longo silêncio – Sr. Procurador! – Disse o homem com uma voz claramente hesitante.
Fiquei intrigada.
_ Desculpe, mas ele não tem nome? Tem de ter nome! – Comecei a impacientar-me! Que raio! Não estava a pedir a fórmula da “cold fusion”! Era algo que devia ser público!
_ Hum… - Mais um longo silêncio.
Ia começar a largar argumentos quando o homem suspira e diz de rajada:
_ Sabe, ele disse-me: “Se dizes o meu nome a algum jornalista ou a alguém, parto-te os cornos!”… E eu cumpro!
Passei-me!
Ri-me com o homem e prometi-lhe que não insistiria mais. Acho que lhe cheguei a dizer que não publicaria o nome do Procurador, mesmo que fosse sabê-lo ao Diário da República, só para ele não “levar nos cornos”! Não fosse o Procurador pensar que tinha sido ele a furar o bloqueio!
Mas a história não acaba aqui.
Desliguei o telefone, ainda a rir, quando a nossa administrativa entrou na sala. Comecei a contar a história e ela, antes de eu chegar ao punch line, atira:
_ O quê? Andas atrás do …?!
Calei-me. Ela conhecia-o!
Resumindo: não publiquei o nome do Procurador, embora o tivesse em exclusivo, para proteger um cidadão anónimo! Será que isso faz de mim uma má jornalista…? LOL
quarta-feira, julho 11, 2007
Blá, blá, blá…
Acontece-me muitas e muitas vezes.
Quando o meu interlocutor é alguém que não me conhece bem, classifico-o de semi-idiota e fico à espera de uma oportunidade para confirmar que não interessa.
Quando a pessoa com quem falo me deve atenção, por ser amigo ou mais que isso, sou eu que me sinto idiota e acabo por pôr quase tudo em causa.
Isto de viver, às vezes, é uma bela merda! :(
terça-feira, julho 10, 2007
Blue...?
Parece que ando blue… Mas não ando… Ou talvez ande e não saiba. Ou talvez me sinta blue e me esqueça às vezes…Não sei.
Tenho tido dias difíceis.
Continuo a não me sentir realizada profissionalmente. Olho-me e vejo-me desperdiçada. Um resto do que podia ter sido bom e não é.
Há momentos em que quero fugir.
É esse o loop. É essa a estrada infinita em 8 que se atravessa repetidamente no meu caminho. E que me cansa.
Não tenho tempo. Não tenho tempo para nada.
Canso-me para nada…
Por outro lado, isto tudo já é tão recorrente que já não dói. Só mói.
O sol brilha no céu e eu sinto-o todos os dias. Já vi o mar. E já tenho férias marcadas.
Isso, às vezes, basta para me fazer sorrir.
Vou voltar.
Vou empenhar o meu futuro imediato, mas vou voltar ao sítio onde fui feliz.
Agora, que quase já não me lembro daquele sentimento de quem está onde deve estar. Agora que já o perdi. Agora tenho mesmo de voltar!
Tenho de encontrar o fim do meu livro...
Agora… neste momento… estou a sorrir……..
quinta-feira, julho 05, 2007
segunda-feira, julho 02, 2007
A nível mundial estão contabilizadas cerca de 7200 doenças raras, 300 das quais identificadas em Portugal. Cerca de 8% da população portuguesa tem uma doença rara, que pode ou não estar diagnosticada. Em todo o mundo são reportadas cinco novas doenças raras por semana. A Raríssimas existe desde 2002 para apoiar doentes, famílias, amigos de sempre e de agora que convivem de perto com as doenças mentais e raras.
Não peço a ninguém em particular que ajude a continuar a divulgar esta instituição. Peço, sim, a todos os que achem que ela é merecedora de atenção que o façam.
quarta-feira, junho 27, 2007
Até um dia, mano...
É fácil amar à distância. É fácil querer bem ao abstracto. Só porque existe e existiu sempre na minha vida. Porque estava lá, sem eu saber bem quem era ou porque ainda hoje me chamava “irmã”.Sabes, sempre sonhei que, quando ganhasse o Euromilhões te ia tirar daqui e levar-te para um sítio de onde sairias limpo. E, se não conseguisses agarrar a oportunidade de refazer a tua vida, porque já não o saberias fazer, eu tomaria conta de ti. Proteger-te-ia com os meus milhões.
Isso deu-me desculpa para não te perguntar como ia a tua vida, o que te preocupava, como vias os teus dias. Permitiu-me pensar que te amava, que te queria bem, que cuidava de ti. Só porque, ao pé de mim, tinhas sempre um prato de sopa ou uns trocos para os cigarros.
Eu olhava para todos os outros, a quem nunca chamaste “irmãos”, e achava-os uns monstros por não amarem como eu, por não cuidarem de ti como eu, por não te protegerem como eu.
Na tua última homenagem vi muitas pessoas. Muitas. Admirei-me. Fui cruel. Perguntei-me onde estavam quando estavas vivo.
Depois vi. Depois percebi. Depois soube que, se calhar, também elas te davam o prato de sopa e os trocos para o tabaco. Também elas achavam que te amavam. Também elas me olham com desdém e não sabem onde é que eu estava quando estavas vivo.
Se todas as pessoas que velaram a tua alma à partida estivessem verdadeiramente contigo quando estavas vivo, tenho a certeza que terias sido um homem feliz.
E não me perdoo. Jamais.
domingo, junho 17, 2007
Burra!
Eu, de facto, sou MUITO burra. Sou burra porque os que não o são aprendem com os erros e eu não.Depois de ter vestido a armadura e empunhado a espada para defender o “meu povo”, o povo atira-me à cara que ninguém me pediu para o fazer!
E, pronto, fico assim. Sozinha. Fodida. Incómoda para todos.
É bem feito! Eu já devia saber que há por aí muito cobarde que gosta de se queixar porque sim. Quando, na verdade, está bem. Vive bem. É a queixar-se que está feliz. Se não tiver motivos para isso, se vier alguém lutar as suas batalhas, deixa de ter motivos para viver. É bem feito para mim. Ninguém me manda armar em sindicalista revoltada.
O curioso é que eu espero sempre que as pessoas à minha volta sejam tão adultas quanto eu. Que quando se queixam saibam que estão a queixar-se. Que quando pedem a verdade estejam preparadas para ela. Que quando me dizem que têm soluções se cheguem à frente para as apresentar. Mas não.
Eu avanço e fico na linha da frente a levar com a cavalaria adversária, SOZINHA. Sempre.
Burra, GK! Burra! Quando é que aprendes?!!
quarta-feira, junho 13, 2007
Já à venda!
1. Lost Highway
2. Summertime
3. Make a Memory
4. Whole Lot Of Leaving
5. We Got It Going On
6. Any Other Day
7. Seat Next To You
8. Everybody's Broken
9. Stranger (feat. Leann Rimes)
10. The Last Night
11. One Step Closer
12. I Love This Town
The result of that freedom is Lost Highway, an album Jon describes as "a Bon Jovi record influenced by Nashville."
Bon Jovi explains. "Nashville is all about songs and songwriters. If you're someone like me who loves songs and hanging out with songwriters, Nashville is the place. I thrive on that feeling and I'm inspired by that creative ambience."
The result, a haunting set of 12 new and original sounding songs, is a stunning, multi-layered look into the nature of love and life in all its glory. Love, like life, is lost, found, forgotten and reclaimed in this collection.
The moods are many, but the core feeling is pure Bon Jovi.
"Writing this record with Jon was deeply cathartic," says Richie Sambora, who collaborated on ten of the songs. "I was going through emotional changes that were new for me. An ailing father. A painful divorce. The start of a new chapter in my life. I poured everything I had into this project, every last bit of soul at my command."
"For over twenty years now," Jon explains, "Richie and I have been close collaborators. Even when our songs create fictional stories, they reveal our states of mind. To a large degree, Lost Highway focuses on the light that love brings. When you shine the light on love, you see the chinks in the armor. You see every crevice, every crack. And that's all right".
Lost Highway is Bon Jovi's tenth studio album since the band formed in the early eighties. One hundred and twenty million albums and 2500 concerts in over 50 countries later, Bon Jovi is enjoying the greatest popularity in their history.
domingo, junho 10, 2007
quinta-feira, junho 07, 2007
Kamikaze...
Quando tento explicar um pouco a minha personalidade, os conceitos que me passam pela cabeça oscilam sempre entre a revoltada e o capacho. Com orgulho assumo que, cada vez mais, o capacho perde terreno para a revoltada. Essa é aliás a minha característica basilar. Mas a verdade é que é o facto de ser revoltada e estupidamente honesta que me tem prejudicado, mais do que ser capacho (um capacho é sempre bem-vindo!).Como um cavaleiro andante, eu acho sempre que posso fazer uma diferença. Graças a muitas “cabeçadas” na vida, também aprendi a dizer as coisas mais duras a rir, o que parece ser melhor aceite pelas pessoas. É um processo mais lento, há que repetir “a piada” várias vezes para ser encarada como um aviso sério, mas não provoca a repulsa imediata, seguida do castigo que normalmente pune a verdade impertinente quando ela é revelada por quem é o “elo mais fraco”…
Também sou imprudente e desbocada. Falo com toda a gente de igual para igual. Não faço vénias nem bato pala a ninguém, a menos que prove merecê-lo pelas características humanas e não por títulos ou cargos.
Em resumo: sou burra, pouco política, um kamikaze profissional que, muitas vezes, aceita, sem pensar, lutar as batalhas do colectivo ou, tão só, dos outros.
Mas ainda não sei ser diferente… Nem sei se quero…
domingo, junho 03, 2007
Determinismo...
Desconfio que existe uma espécie de determinismo na vida. Não me refiro exactamente ao destino – a tal linha condutora que nos leva de um ponto ao outro, mesmo que andemos a perder tempo em atalhos e desvios - refiro-me a uma espécie de palas nos olhos que nos permitem apenas viver de determinada maneira, pensar de determinada forma, imaginar determinados cenários, olharmos o mundo só “daquele ângulo”. Podemos até conhecer outras formas de ver o mundo, mas elas, por muito que tentemos, nunca serão a “nossa” maneira de o ver, o “nosso” cenário, o “nosso” futuro.Deve haver um motivo pelo qual as seis maiores fortunas do país estão na mão de herdeiros, pessoas que já nasceram com dinheiro, pessoas que não se imaginam sem ele, nem sabem que isso existe. Ou uma razão para que certas pessoas achem que têm direito ao melhor da vida e outras não, porque desconhecem até o que é esse melhor para elas. Ou ainda uma explicação para, não importa quantos esforços faça noutro sentido, eu encontrar sempre empregos de jornalista mal pagos…
Há um certo determinismo nas escolhas e na vida. E haverá também um objectivo oculto nisso… Aguardo conhecê-lo.
quinta-feira, maio 31, 2007
Perdido...

Gato totalmente branco, castrado, gordo.
Pêlo médio e sedoso, nariz rosa e olhos verdes amarelados.
É muito assustadiço e não se deixa tocar por ninguém.
Desapareceu na noite de dia 25 de Maio.
SE O VIU CONTACTE-ME,
POR FAVOR!
MUITO OBRIGADA.
domingo, maio 27, 2007
Mr. Keith Richards
Aqui fica o meu tributo pessoal a um mito: Keith Richards!
ADORO este senhor! AMO!
Ele tem uma absoluta aura de liberdade! É estupidamente carismático. Representa o ultimate cool!
Não importa o que está em jogo, Keith Richards faz o que lhe dá na real gana, e isso é incrível! Nem estatuto, nem fama, nem idade alteraram o facto de ele ser ele, ponto final!
Sou fã, fã, fã! É sempre um privilégio ouvi-lo tocar e até ouvi-lo falar! Inspira-me a não ter medo de nada e, em particular, de mim própria!
Agora fala-se de Keith Richard a propósito da estreia do terceiro episódio de “Piratas das Caraíbas” e eu adoro que se fale e estou louca para ir ver esse filme onde ele faz de pai de outro ser escolhido e muito cool. É um must!!! E a três dimensões! LOL
“Who can say how long somebody can go on and do this? Croak around nineteen or twenty, that's when you're fine. Two years on the charts.”
“It's really a suppressed energy, you know, and you are just waiting for them to open the gates and let's get out there.”
“Rock & roll has got to be fun. Really, I need the adrenaline. There is an exchange of energy.”
(Perdoem-me o texto teenager, mas é desta matéria que são feitas as lendas. A minha reacção é prova disso.)
quinta-feira, maio 24, 2007
"O meu Meme" (*)
(*) Um "meme" é um " gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma".Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".
Alguém me pediu para dizer qual era o meu....
Pois bem, cá vai…
Li recentemente no blog Pormenoridades este, muito bom: "Tentar é falhar com honra!"
Mas o meu sempre foi (ainda antes dos blogs): "I'd rather die than fade away". Tirei de uma canção e tem uma variedade de significados tão grande como o mundo. Para mim, deve ser sempre tudo ou nada. Em grande.
Também gosto do: "Quando a oportunidade te vira as costas, passa-lhe a mão pelo rabo!" LOL
E ainda outro: "Os sonhos dos grandes sonhadores nunca se realizam... São sempre transcendidos." (Alfred Lord Whitehead)
Estas são as lições que tento passar a quem me rodeia... Se é que tenho moral para "dar lições"...
Quanto aos que devo desafiar para continuarem a “corrente”… Sintam-se todos, desde já, automaticamente desfiados… ;)
terça-feira, maio 22, 2007
Mick Jagger Cam speeding through Coimbra
Eu estive lá. Foi uma noite INCRÍVEL. Tenho pena de não haver mais do que isto no YouTube!
Pessoal que esteve no concerto dos Rolling Stones em Coimbra em 2003: revele-se!!! :)
quinta-feira, maio 17, 2007
Sem palavras…
A propósito da Maddie estava a conversar com uma colega que trabalha numa livraria e ela contou-me uma história arrepiante.Depois de me explicar que, com ou sem história da Maddie, era frequente os pais chegarem à livraria e dizerem aos filhos para lá ficarem “quietos” enquanto eles iam “tomar um café” ou “às compras”, ela falou-me de uma outra livraria do grupo que tem um playground lá dentro. O playground não é da responsabilidade dos empregados da loja e os miúdos que lá estão não ficam ao cuidado de ninguém. Mesmo assim há quem lá deixe miúdos uma tarde inteira sem supervisão.
Mas a história chocante foi mais específica. Parece que, numa qualquer noite igual às outras, por volta da meia-noite, os empregados preparavam-se para fechar a loja quando deram pela presença, no playground, de uma única menina. Fartos de esperar que alguém a viesse buscar, lá conseguiram ligar para a mãe da miúda, que respondeu um descontraído:
_ Ai, desculpem lá! Eu não tenho tempo para isto! Eu sou médica, não a posso ir agora buscar! Olhe, vou dar-lhe o número da minha mãe. Liguem-lhe a ver se ela vai aí buscá-la!
…Há pessoas que não deviam ter filhos…

