quarta-feira, junho 27, 2007

Até um dia, mano...

É fácil amar à distância. É fácil querer bem ao abstracto. Só porque existe e existiu sempre na minha vida. Porque estava lá, sem eu saber bem quem era ou porque ainda hoje me chamava “irmã”.
Sabes, sempre sonhei que, quando ganhasse o Euromilhões te ia tirar daqui e levar-te para um sítio de onde sairias limpo. E, se não conseguisses agarrar a oportunidade de refazer a tua vida, porque já não o saberias fazer, eu tomaria conta de ti. Proteger-te-ia com os meus milhões.
Isso deu-me desculpa para não te perguntar como ia a tua vida, o que te preocupava, como vias os teus dias. Permitiu-me pensar que te amava, que te queria bem, que cuidava de ti. Só porque, ao pé de mim, tinhas sempre um prato de sopa ou uns trocos para os cigarros.
Eu olhava para todos os outros, a quem nunca chamaste “irmãos”, e achava-os uns monstros por não amarem como eu, por não cuidarem de ti como eu, por não te protegerem como eu.
Na tua última homenagem vi muitas pessoas. Muitas. Admirei-me. Fui cruel. Perguntei-me onde estavam quando estavas vivo.
Depois vi. Depois percebi. Depois soube que, se calhar, também elas te davam o prato de sopa e os trocos para o tabaco. Também elas achavam que te amavam. Também elas me olham com desdém e não sabem onde é que eu estava quando estavas vivo.
Se todas as pessoas que velaram a tua alma à partida estivessem verdadeiramente contigo quando estavas vivo, tenho a certeza que terias sido um homem feliz.
E não me perdoo. Jamais.

domingo, junho 17, 2007

Burra!

Eu, de facto, sou MUITO burra. Sou burra porque os que não o são aprendem com os erros e eu não.
Depois de ter vestido a armadura e empunhado a espada para defender o “meu povo”, o povo atira-me à cara que ninguém me pediu para o fazer!
E, pronto, fico assim. Sozinha. Fodida. Incómoda para todos.
É bem feito! Eu já devia saber que há por aí muito cobarde que gosta de se queixar porque sim. Quando, na verdade, está bem. Vive bem. É a queixar-se que está feliz. Se não tiver motivos para isso, se vier alguém lutar as suas batalhas, deixa de ter motivos para viver. É bem feito para mim. Ninguém me manda armar em sindicalista revoltada.
O curioso é que eu espero sempre que as pessoas à minha volta sejam tão adultas quanto eu. Que quando se queixam saibam que estão a queixar-se. Que quando pedem a verdade estejam preparadas para ela. Que quando me dizem que têm soluções se cheguem à frente para as apresentar. Mas não.
Eu avanço e fico na linha da frente a levar com a cavalaria adversária, SOZINHA. Sempre.
Burra, GK! Burra! Quando é que aprendes?!!

quarta-feira, junho 13, 2007

Já à venda!

Track Listings:
1. Lost Highway
2. Summertime
3. Make a Memory
4. Whole Lot Of Leaving
5. We Got It Going On
6. Any Other Day
7. Seat Next To You
8. Everybody's Broken
9. Stranger (feat. Leann Rimes)
10. The Last Night
11. One Step Closer
12. I Love This Town

Editorial Reviews (Amazon.com):

Given the chart success of their Grammy-winning country single "Who Says You Can't Go Home," it's no surprise Bon Jovi upped the ante by recording an entire album paying homage to Nashville. In some ways, it's amazing they didn't do this sooner, given the way Keith Urban in particular is blurring country-pop lines, much as Garth Brooks and others did in the 1990s. To their credit, you won't find predictably shallow invocations of past country icons or any self-conscious, in-your-face down-home twang added strictly to remind the listener of the musical premise. In fact, Lost Highway isn't "Bon Jovi goes country" so much as a meaningful tribute to the Nashville ethos done on their own terms. They honor the spirit of the town through 12 simple, direct originals. The intimate, smoldering "(You Want To) Make a Memory," the ballad "Seat Next To You," "Lost Highway" and its roaring celebration of freedom, and "Stranger," an effective duet with LeAnn Rimes, all invoke country's spirit, and "I Love This Town," an eloquent nod to Nashville itself, ties it together admirably. --Rich Kienzle

Product Description:

"Artistic freedom made this record possible," says Jon Bon Jovi. "Musical freedom to explore--and emotional freedom to express what was in our hearts."

The result of that freedom is Lost Highway, an album Jon describes as "a Bon Jovi record influenced by Nashville."

Bon Jovi explains. "Nashville is all about songs and songwriters. If you're someone like me who loves songs and hanging out with songwriters, Nashville is the place. I thrive on that feeling and I'm inspired by that creative ambience."

The result, a haunting set of 12 new and original sounding songs, is a stunning, multi-layered look into the nature of love and life in all its glory. Love, like life, is lost, found, forgotten and reclaimed in this collection.

The moods are many, but the core feeling is pure Bon Jovi.

"Writing this record with Jon was deeply cathartic," says Richie Sambora, who collaborated on ten of the songs. "I was going through emotional changes that were new for me. An ailing father. A painful divorce. The start of a new chapter in my life. I poured everything I had into this project, every last bit of soul at my command."

"For over twenty years now," Jon explains, "Richie and I have been close collaborators. Even when our songs create fictional stories, they reveal our states of mind. To a large degree, Lost Highway focuses on the light that love brings. When you shine the light on love, you see the chinks in the armor. You see every crevice, every crack. And that's all right".

Lost Highway is Bon Jovi's tenth studio album since the band formed in the early eighties. One hundred and twenty million albums and 2500 concerts in over 50 countries later, Bon Jovi is enjoying the greatest popularity in their history.

domingo, junho 10, 2007

Foi há um ano....

... que eu encontrei a felicidade...

...E a voltei a perder para não mais a encontar...

quinta-feira, junho 07, 2007

Kamikaze...

Quando tento explicar um pouco a minha personalidade, os conceitos que me passam pela cabeça oscilam sempre entre a revoltada e o capacho. Com orgulho assumo que, cada vez mais, o capacho perde terreno para a revoltada. Essa é aliás a minha característica basilar. Mas a verdade é que é o facto de ser revoltada e estupidamente honesta que me tem prejudicado, mais do que ser capacho (um capacho é sempre bem-vindo!).
Como um cavaleiro andante, eu acho sempre que posso fazer uma diferença. Graças a muitas “cabeçadas” na vida, também aprendi a dizer as coisas mais duras a rir, o que parece ser melhor aceite pelas pessoas. É um processo mais lento, há que repetir “a piada” várias vezes para ser encarada como um aviso sério, mas não provoca a repulsa imediata, seguida do castigo que normalmente pune a verdade impertinente quando ela é revelada por quem é o “elo mais fraco”…
Também sou imprudente e desbocada. Falo com toda a gente de igual para igual. Não faço vénias nem bato pala a ninguém, a menos que prove merecê-lo pelas características humanas e não por títulos ou cargos.
Em resumo: sou burra, pouco política, um kamikaze profissional que, muitas vezes, aceita, sem pensar, lutar as batalhas do colectivo ou, tão só, dos outros.
Mas ainda não sei ser diferente… Nem sei se quero…

domingo, junho 03, 2007

Determinismo...

Desconfio que existe uma espécie de determinismo na vida. Não me refiro exactamente ao destino – a tal linha condutora que nos leva de um ponto ao outro, mesmo que andemos a perder tempo em atalhos e desvios - refiro-me a uma espécie de palas nos olhos que nos permitem apenas viver de determinada maneira, pensar de determinada forma, imaginar determinados cenários, olharmos o mundo só “daquele ângulo”. Podemos até conhecer outras formas de ver o mundo, mas elas, por muito que tentemos, nunca serão a “nossa” maneira de o ver, o “nosso” cenário, o “nosso” futuro.
Deve haver um motivo pelo qual as seis maiores fortunas do país estão na mão de herdeiros, pessoas que já nasceram com dinheiro, pessoas que não se imaginam sem ele, nem sabem que isso existe. Ou uma razão para que certas pessoas achem que têm direito ao melhor da vida e outras não, porque desconhecem até o que é esse melhor para elas. Ou ainda uma explicação para, não importa quantos esforços faça noutro sentido, eu encontrar sempre empregos de jornalista mal pagos…
Há um certo determinismo nas escolhas e na vida. E haverá também um objectivo oculto nisso… Aguardo conhecê-lo.

quinta-feira, maio 31, 2007

Perdido...

PROCURA-SE
.


BILLY

Gato totalmente branco, castrado, gordo.
Pêlo médio e sedoso, nariz rosa e olhos verdes amarelados.
É muito assustadiço e não se deixa tocar por ninguém.
Desapareceu na noite de dia 25 de Maio.

SE O VIU CONTACTE-ME,
POR FAVOR!

MUITO OBRIGADA.

domingo, maio 27, 2007

Mr. Keith Richards

Eu não resisto, nem quero reprimir-me porque o senhor merece.
Aqui fica o meu tributo pessoal a um mito: Keith Richards!
ADORO este senhor! AMO!
Ele tem uma absoluta aura de liberdade! É estupidamente carismático. Representa o ultimate cool!
Não importa o que está em jogo, Keith Richards faz o que lhe dá na real gana, e isso é incrível! Nem estatuto, nem fama, nem idade alteraram o facto de ele ser ele, ponto final!
Sou fã, fã, fã! É sempre um privilégio ouvi-lo tocar e até ouvi-lo falar! Inspira-me a não ter medo de nada e, em particular, de mim própria!
Agora fala-se de Keith Richard a propósito da estreia do terceiro episódio de “Piratas das Caraíbas” e eu adoro que se fale e estou louca para ir ver esse filme onde ele faz de pai de outro ser escolhido e muito cool. É um must!!! E a três dimensões! LOL

“Who can say how long somebody can go on and do this? Croak around nineteen or twenty, that's when you're fine. Two years on the charts.”

“It's really a suppressed energy, you know, and you are just waiting for them to open the gates and let's get out there.”

“Rock & roll has got to be fun. Really, I need the adrenaline. There is an exchange of energy.”

Keith Richards

(Perdoem-me o texto teenager, mas é desta matéria que são feitas as lendas. A minha reacção é prova disso.)

quinta-feira, maio 24, 2007

"O meu Meme" (*)

(*) Um "meme" é um " gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma".
Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".

Alguém me pediu para dizer qual era o meu....

Pois bem, cá vai…
Li recentemente no blog Pormenoridades este, muito bom: "Tentar é falhar com honra!"
Mas o meu sempre foi (ainda antes dos blogs): "I'd rather die than fade away". Tirei de uma canção e tem uma variedade de significados tão grande como o mundo. Para mim, deve ser sempre tudo ou nada. Em grande.
Também gosto do: "Quando a oportunidade te vira as costas, passa-lhe a mão pelo rabo!" LOL
E ainda outro: "Os sonhos dos grandes sonhadores nunca se realizam... São sempre transcendidos." (Alfred Lord Whitehead)
Estas são as lições que tento passar a quem me rodeia... Se é que tenho moral para "dar lições"...
Quanto aos que devo desafiar para continuarem a “corrente”… Sintam-se todos, desde já, automaticamente desfiados… ;)

terça-feira, maio 22, 2007

Mick Jagger Cam speeding through Coimbra

Eu estive lá. Foi uma noite INCRÍVEL. Tenho pena de não haver mais do que isto no YouTube!
Pessoal que esteve no concerto dos Rolling Stones em Coimbra em 2003: revele-se!!! :)

quinta-feira, maio 17, 2007

Sem palavras…

A propósito da Maddie estava a conversar com uma colega que trabalha numa livraria e ela contou-me uma história arrepiante.
Depois de me explicar que, com ou sem história da Maddie, era frequente os pais chegarem à livraria e dizerem aos filhos para lá ficarem “quietos” enquanto eles iam “tomar um café” ou “às compras”, ela falou-me de uma outra livraria do grupo que tem um playground lá dentro. O playground não é da responsabilidade dos empregados da loja e os miúdos que lá estão não ficam ao cuidado de ninguém. Mesmo assim há quem lá deixe miúdos uma tarde inteira sem supervisão.
Mas a história chocante foi mais específica. Parece que, numa qualquer noite igual às outras, por volta da meia-noite, os empregados preparavam-se para fechar a loja quando deram pela presença, no playground, de uma única menina. Fartos de esperar que alguém a viesse buscar, lá conseguiram ligar para a mãe da miúda, que respondeu um descontraído:
_ Ai, desculpem lá! Eu não tenho tempo para isto! Eu sou médica, não a posso ir agora buscar! Olhe, vou dar-lhe o número da minha mãe. Liguem-lhe a ver se ela vai aí buscá-la!
…Há pessoas que não deviam ter filhos…

segunda-feira, maio 14, 2007

Um GentleMan

Mr. George Michael é um gentleman. Em Coimbra deu um concerto FANTÁSTICO, não tanto pelo impressionante aparato tecnológico, mas mais devido ao carinho e respeito que existem entre ele e o seu público.
Fiquei deliciada com a… (porque não chamar-lhe assim?) ingenuidade do cantor. Parecia derretido com o carinho que lhe dedicavam. Uma imagem que contraria a do provocador irreverente que a imprensa britânica insiste em vender.
O que eu vi foi um Senhor com um coração do tamanho do mundo, fora do pedestal, muito preocupado em dar ao seu público o melhor de si, cantando canções que lhe saíram da alma, no meio de um circo tecnológico algumas vezes desnecessário, outras vezes perfeito, outras ainda apenas belo. A entrega entre público e artista criou algo bem maior do que os sentidos captavam.
Nunca estive num concerto TÃO civilizado! Os fãs, a organização, o satff. TODA a gente conversava. NUNCA ouvi um desentendimento. Horas e horas de espera, milhares de pessoas dentro de um estádio e tudo correu de forma PERFEITA. Impressionante. Mesmo!
Parabéns a todos: George Michael (Sir!), fãs (malta fixe!) e organização (Ritmos & Blues, mais uma vez, de PARABÉNS!).
Venham mais! PLEASE!

domingo, maio 06, 2007

O circo chegou à cidade

Adoro. Amo! A confusão e a simpatia transbordantes do circo que chega à cidade. Os Stage Trucks que se acumulam junto ao recinto. Os testes ao PA. As carrinhas de vidros fumados junto à porta de trás. Os roadies nos seus eternos calções. E, finalmente, o sound check, onde se ouvem os heróis a tocar ou a cantar.
Arrepia-me. Faz-me sentir viva.
Adoro este circo. Amo-o. E odeio-o com a mesma intensidade, por o saber um negócio de enganos. Mas NADA substitui o frio no estômago quando tenho todos os meus sentidos envolvidos pela sua magia.
Adoro o período de “estágio”, em que o CD ou o MP3 discrimina os êxitos dos outros. E quando o grande dia chega, a espera à porta do recinto, com ou sem dormida, com ou sem comida, com ou sem descanso. A entrada sufocante, quando as portas se abrem. A corrida até às grades. A alegria de as atingir. As parvoíces e risos idiotas que se partilham ao imaginar os cenários irreais em que os artistas são as estrelas, juntamente com os insignificantes “nós”. O sentimento de opressão pela alegria contida quando soa o primeiro acorde. O desejo urgente de ouvir “aquela” música. E a inigualável liberdade de sentir que ela chegou, que estamos satisfeitos, que já chega, que a felicidade existe.
Amo os despojos da noite. Os maços de tabaco amarrotados. Os copos de bebida abandonados. As luzes que se acendem de novo no palco vazio para iluminar o percurso do fim. As barraquinhas que vendem uma junk food que as pupilas gustativas reconhecem como verdadeiros manjares. Os cartazes e t-shirts que se trocam e vendem. Os números de telefone oferecidos como prendas merecidas. As promessas de amizades para sempre. E aquelas que vingam e cumprem a promessa.
Amo. Preciso disto para me sentir viva.
É como um vício que me consome ainda, passada a adolescência, passada talvez a juventude de outrora, passadas as dúvidas e as questões. Esta paixão vive ainda. O circo que chega à cidade para a agitar agita sempre o meu coração.
Não sei o que fazer com este sentimentos transbordante. Não sei dar-lhe destino, nem sequer compreensão. Mas não o combato, porque me cansei de o fazer. E qualquer circo que chegue à cidade – a qualquer cidade – pode contar com a minha total solidariedade e inveja por fazer não parte daqueles que levam o sonho pelas estradas fora.

quarta-feira, maio 02, 2007

O conceito de amor

Descobri que o meu conceito de amor é grande demais. Aliás, eu já o sabia. Soube sempre que o meu conceito de amor era idealizado, romântico, exacerbado. Demasiado grande.
Durante alguns anos lutei para pôr os pés no chão. Afinal, não sei onde fui buscar essa ideia etérea e perfeita de amar. À minha volta NUNCA vi o amor que eu sonho que existe. Talvez ele não exista de facto…
Lutei para ser adulta, para crescer o suficiente para não acreditar em quimeras, para aceitar as coisas como elas são. Lutei para parar de querer algo perfeito porque – disse a mim mesma vezes sem conta – a perfeição não existe. “Não posso perder tempo e energia a fazer mal a mim e a mais alguém por acreditar em patetices que nunca ninguém viu.”, racionalizei. E, finalmente, acreditei. Aceitei. Resignei-me, talvez.
Amo como amo. As coisas são como são. O meu espírito serenou. A minha vida tornou-se mais fácil.
Até hoje.
Hoje descobri que o MEU conceito de amor subsiste ainda. O tal. Ideal. Perfeito. Aquele que transforma duas pessoas numa só sem esforço. Aquele que nos faz sentir o que o outro sente, mesmo que à distância. O tal que nos mata se não for alimentado.
Ele subsiste ainda. E não faço ideia porquê nem para quê. Nem o que fazer com ele…

domingo, abril 29, 2007

Entretenimento...

A vida tem de ser mais do que riscar tarefas de uma lista. Tem de ser! É por acreditar nisso que eu ainda não capitulei, não me resignei, não desisti. Não sei bem de quê, mas não desisti… Talvez de mim…
Estou na fase do cansaço profundo.
Apanhar o comboio; demorar 40 minutos a chegar ao trabalho, ou pior!, a chegar a casa; entrar a horas e sair sabe Deus quando; trabalhar porque sim, quando ninguém mais valoriza o que fazemos. Cansa.
Já ando “a virar frangos” há muito anos e não tenho nada meu. Cansa até a repetição deste epitáfio.
Dói-me o corpo, a cabeça, os olhos.
E ainda assim, sinto-me dormente. Como se me queixasse porque é meu fazê-lo e não porque me pese particularmente a situação.
O que me continua a pesar é chegar à minha cidade todos os dias e sentir o eterno vazio de não ter nada à espera. Acordar nos dias de folga e sentir o mesmo. Isso pesa. É aqui, no cenário de sempre, que sinto que a vida é uma sucessão de tarefas sem significado de maior.
Tem de haver outra vida.
Mas eu estou bem. Pedi para ser entretida até “o meu dia chegar” e é isso que vai acontecendo.
Escrevo para viver e isso basta-me na maior parte dos dias. Tiro fotos e sinto-me a evoluir nesse campo e isso arranca-me sorrisos. Tenho o tempo das viagens para as minhas utopias e sinto que é isso que me vai levar a algum lado um dia.
E, se isso não bastasse, a partir do próximo Sábado está o George Michael, todos os dias, a ensaiar o concerto bem junto à estação do meu comboio.
…E assim me vou entretendo…

quarta-feira, abril 25, 2007

Publicidade

Hoje vou fazer publicidade descarada a pessoas que eu amo de paixão por diversos motivos: o meu namorado, uma das minhas melhores amigas e a minha banda favorita.

Pois aqui vai:

1. Flamis Trio
Além deste concerto, estarão em directo na Antena 2, na próxima Quarta-feira, dia 3 de Maio, às 19h. Prestem atenção ao pianista! ;)

2. Soulmates
Elas são a Path, a V, a Gabi, a Anna e a Diggy. São portuguesas, lindas, talentosas e, dentro do género, são fantásticas! Vão dar que falar. Go Anna!!! Podem saber mais e ouvir a música em: http://www.hi5.com/friend/profile/displayProfile.do?userid=118395114

3. Lost Highway – Bon Jovi
São fantásticos, fabulosos e já não têm nada para provar, mas, pelo que já ouvi do novo álbum - Lost Highway, que sai a 19 de Junho -, é desta que se transformam em lenda onde ainda não o são. Podem ouvir o novo single – Make A Memory, que já passa na rádio - ou saber mais em: http://www.bonjovi.com e http://www.crushmagazine.es.
(Yahoo Group de fãs portugueses: http://launch.groups.yahoo.com/group/BonJovi_Portugal)

segunda-feira, abril 23, 2007

O tuga e o riso

Eu sabia que os portugueses eram sisudos. Mas recentemente descobri uma verdade ainda mais triste e perturbadora…
Quando estou demasiado cansada e com tendência para a depressão pelo limite em que o meu corpo se encontra, contrario isso brincando. É quando me apetece espreguiçar, rir, saltar como uma criança. Normalmente, acompanho esta vontade com piadas e palhaçadas.
No outro dia estava nesse tal estado lastimoso e fui encontrar-me com uma amiga. A cada pergunta dela, apetecia-me responder-lhe mal e enrolar-me na minha casca, por isso comecei a brincar.
Quando decido isto, não há volta. É palhaçada atrás de palhaçada. Normalmente, torna-se agradável para quem está comigo, a menos que essa pessoa tenha alguma coisa contra dar um bocadinho nas vistas. Naquele caso, a minha amiga agradeceu o facto de eu ter decidido brincar em vez de me ter armado em parva.
Naquele dia lá íamos, as duas, a rir enquanto nos dirigíamos à caixa do supermercado. A menina da caixa lá disse as “boas noites” e começou a fazer a conta à minha colega. Ao riso e constantes piadas que eu dizia à minha companheira, associei um desfile em passo de manequim até ao outro lado da caixa. Também acho que saltei um bocadinho e simulei um combate de boxe, sempre acompanhado das imperceptíveis piadas.
A menina da caixa, que de início me tinha olhado com os cordiais olhos de quem “vê mas não vê”, começou a observar-me assim que me viu rir. À medida que a minha palhaçada prosseguia, o olhar dela foi mudando. Não fiz nada de propósito, nem me lembrei que os meus actos lhe poderiam interessar, mas a verdade é que quando disse o valor da conta à minha colega, os seus olhos estavam cravados em mim como se me quisesse matar.
Comentei o sucedido com a minha amiga e ela confirmou as minhas suspeitas: se estamos a rir ao pé de um tuga, o tuga assume que estamos a gozar com ele!!!

quarta-feira, abril 18, 2007

Ressaca emocional

À Terça trabalha-se 12h a 13h a fechar um semanário. Depois dorme-se umas sete horitas (p’aí 3h horas mais do que o habitual). Recebe-se 3 ou 4 sms’s a perguntar se se vai a Londres “desta vez” (e a resposta é um doloroso “não”). Recorda-se essa longínqua viagem para registar, para a posteridade, os sentimentos que evoca … E fica-se assim: desarmada, frágil, chorosa… sem nada a que se agarrar…

…Amanhã é outro dia.

segunda-feira, abril 16, 2007

YES!!!! E Coimbra entra na rota dos concertos!!! :)))

George Michael em Coimbra dia 12 de Maio
Confirmada actuação do cantor britânico em Portugal.
Está confirmada a actuação de George Michael em Portugal. A estreia do artista britânico acontece no dia 12 de Maio no Estádio Municipal de Coimbra, adianta a promotora Ritmos e Blues. O concerto está previsto para as 21h30 e os preços dos bilhetes variam entre os €35 e os €65.O cantor britânico vem a Portugal pela primeira vez poucos meses depois de editar uma compilação de êxitos. Twenty Five será com certeza o ponto de partida para um concerto recheado de sucessos da carreira de Michael a solo mas também do repertório dos Wham!.
MRV, hoje às 16:31

domingo, abril 15, 2007

Caminhos do Cinema Português

Vai decorrer em Coimbra, de 21 a 28 de Abril, a XIV edição do festival “Caminhos do Cinema Português”. Trata-se do único festival de cinema exclusivamente português, realizado em Portugal. É organizado pelo Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra e considerado pelo ICAM (Instituto de Cinema Audiovisual e Multimédia) como o sexto Festival de Cinema em Portugal.
Além dos filmes (portugueses) a concurso – que podem ser vistos todos os dias no Teatro Académico de Gil Vicente por um preço quase simbólico -, os “Caminhos” incluem workshops abertos a todos os que se interessam pela sétima arte.
Para mais informações:
PS - Post Partilhado com o blog Coimbra dos Amores.