quinta-feira, maio 31, 2007

Perdido...

PROCURA-SE
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BILLY

Gato totalmente branco, castrado, gordo.
Pêlo médio e sedoso, nariz rosa e olhos verdes amarelados.
É muito assustadiço e não se deixa tocar por ninguém.
Desapareceu na noite de dia 25 de Maio.

SE O VIU CONTACTE-ME,
POR FAVOR!

MUITO OBRIGADA.

domingo, maio 27, 2007

Mr. Keith Richards

Eu não resisto, nem quero reprimir-me porque o senhor merece.
Aqui fica o meu tributo pessoal a um mito: Keith Richards!
ADORO este senhor! AMO!
Ele tem uma absoluta aura de liberdade! É estupidamente carismático. Representa o ultimate cool!
Não importa o que está em jogo, Keith Richards faz o que lhe dá na real gana, e isso é incrível! Nem estatuto, nem fama, nem idade alteraram o facto de ele ser ele, ponto final!
Sou fã, fã, fã! É sempre um privilégio ouvi-lo tocar e até ouvi-lo falar! Inspira-me a não ter medo de nada e, em particular, de mim própria!
Agora fala-se de Keith Richard a propósito da estreia do terceiro episódio de “Piratas das Caraíbas” e eu adoro que se fale e estou louca para ir ver esse filme onde ele faz de pai de outro ser escolhido e muito cool. É um must!!! E a três dimensões! LOL

“Who can say how long somebody can go on and do this? Croak around nineteen or twenty, that's when you're fine. Two years on the charts.”

“It's really a suppressed energy, you know, and you are just waiting for them to open the gates and let's get out there.”

“Rock & roll has got to be fun. Really, I need the adrenaline. There is an exchange of energy.”

Keith Richards

(Perdoem-me o texto teenager, mas é desta matéria que são feitas as lendas. A minha reacção é prova disso.)

quinta-feira, maio 24, 2007

"O meu Meme" (*)

(*) Um "meme" é um " gene cultural" que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma".
Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues. O neologismo "memes" foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo "genes".

Alguém me pediu para dizer qual era o meu....

Pois bem, cá vai…
Li recentemente no blog Pormenoridades este, muito bom: "Tentar é falhar com honra!"
Mas o meu sempre foi (ainda antes dos blogs): "I'd rather die than fade away". Tirei de uma canção e tem uma variedade de significados tão grande como o mundo. Para mim, deve ser sempre tudo ou nada. Em grande.
Também gosto do: "Quando a oportunidade te vira as costas, passa-lhe a mão pelo rabo!" LOL
E ainda outro: "Os sonhos dos grandes sonhadores nunca se realizam... São sempre transcendidos." (Alfred Lord Whitehead)
Estas são as lições que tento passar a quem me rodeia... Se é que tenho moral para "dar lições"...
Quanto aos que devo desafiar para continuarem a “corrente”… Sintam-se todos, desde já, automaticamente desfiados… ;)

terça-feira, maio 22, 2007

Mick Jagger Cam speeding through Coimbra

Eu estive lá. Foi uma noite INCRÍVEL. Tenho pena de não haver mais do que isto no YouTube!
Pessoal que esteve no concerto dos Rolling Stones em Coimbra em 2003: revele-se!!! :)

quinta-feira, maio 17, 2007

Sem palavras…

A propósito da Maddie estava a conversar com uma colega que trabalha numa livraria e ela contou-me uma história arrepiante.
Depois de me explicar que, com ou sem história da Maddie, era frequente os pais chegarem à livraria e dizerem aos filhos para lá ficarem “quietos” enquanto eles iam “tomar um café” ou “às compras”, ela falou-me de uma outra livraria do grupo que tem um playground lá dentro. O playground não é da responsabilidade dos empregados da loja e os miúdos que lá estão não ficam ao cuidado de ninguém. Mesmo assim há quem lá deixe miúdos uma tarde inteira sem supervisão.
Mas a história chocante foi mais específica. Parece que, numa qualquer noite igual às outras, por volta da meia-noite, os empregados preparavam-se para fechar a loja quando deram pela presença, no playground, de uma única menina. Fartos de esperar que alguém a viesse buscar, lá conseguiram ligar para a mãe da miúda, que respondeu um descontraído:
_ Ai, desculpem lá! Eu não tenho tempo para isto! Eu sou médica, não a posso ir agora buscar! Olhe, vou dar-lhe o número da minha mãe. Liguem-lhe a ver se ela vai aí buscá-la!
…Há pessoas que não deviam ter filhos…

segunda-feira, maio 14, 2007

Um GentleMan

Mr. George Michael é um gentleman. Em Coimbra deu um concerto FANTÁSTICO, não tanto pelo impressionante aparato tecnológico, mas mais devido ao carinho e respeito que existem entre ele e o seu público.
Fiquei deliciada com a… (porque não chamar-lhe assim?) ingenuidade do cantor. Parecia derretido com o carinho que lhe dedicavam. Uma imagem que contraria a do provocador irreverente que a imprensa britânica insiste em vender.
O que eu vi foi um Senhor com um coração do tamanho do mundo, fora do pedestal, muito preocupado em dar ao seu público o melhor de si, cantando canções que lhe saíram da alma, no meio de um circo tecnológico algumas vezes desnecessário, outras vezes perfeito, outras ainda apenas belo. A entrega entre público e artista criou algo bem maior do que os sentidos captavam.
Nunca estive num concerto TÃO civilizado! Os fãs, a organização, o satff. TODA a gente conversava. NUNCA ouvi um desentendimento. Horas e horas de espera, milhares de pessoas dentro de um estádio e tudo correu de forma PERFEITA. Impressionante. Mesmo!
Parabéns a todos: George Michael (Sir!), fãs (malta fixe!) e organização (Ritmos & Blues, mais uma vez, de PARABÉNS!).
Venham mais! PLEASE!

domingo, maio 06, 2007

O circo chegou à cidade

Adoro. Amo! A confusão e a simpatia transbordantes do circo que chega à cidade. Os Stage Trucks que se acumulam junto ao recinto. Os testes ao PA. As carrinhas de vidros fumados junto à porta de trás. Os roadies nos seus eternos calções. E, finalmente, o sound check, onde se ouvem os heróis a tocar ou a cantar.
Arrepia-me. Faz-me sentir viva.
Adoro este circo. Amo-o. E odeio-o com a mesma intensidade, por o saber um negócio de enganos. Mas NADA substitui o frio no estômago quando tenho todos os meus sentidos envolvidos pela sua magia.
Adoro o período de “estágio”, em que o CD ou o MP3 discrimina os êxitos dos outros. E quando o grande dia chega, a espera à porta do recinto, com ou sem dormida, com ou sem comida, com ou sem descanso. A entrada sufocante, quando as portas se abrem. A corrida até às grades. A alegria de as atingir. As parvoíces e risos idiotas que se partilham ao imaginar os cenários irreais em que os artistas são as estrelas, juntamente com os insignificantes “nós”. O sentimento de opressão pela alegria contida quando soa o primeiro acorde. O desejo urgente de ouvir “aquela” música. E a inigualável liberdade de sentir que ela chegou, que estamos satisfeitos, que já chega, que a felicidade existe.
Amo os despojos da noite. Os maços de tabaco amarrotados. Os copos de bebida abandonados. As luzes que se acendem de novo no palco vazio para iluminar o percurso do fim. As barraquinhas que vendem uma junk food que as pupilas gustativas reconhecem como verdadeiros manjares. Os cartazes e t-shirts que se trocam e vendem. Os números de telefone oferecidos como prendas merecidas. As promessas de amizades para sempre. E aquelas que vingam e cumprem a promessa.
Amo. Preciso disto para me sentir viva.
É como um vício que me consome ainda, passada a adolescência, passada talvez a juventude de outrora, passadas as dúvidas e as questões. Esta paixão vive ainda. O circo que chega à cidade para a agitar agita sempre o meu coração.
Não sei o que fazer com este sentimentos transbordante. Não sei dar-lhe destino, nem sequer compreensão. Mas não o combato, porque me cansei de o fazer. E qualquer circo que chegue à cidade – a qualquer cidade – pode contar com a minha total solidariedade e inveja por fazer não parte daqueles que levam o sonho pelas estradas fora.

quarta-feira, maio 02, 2007

O conceito de amor

Descobri que o meu conceito de amor é grande demais. Aliás, eu já o sabia. Soube sempre que o meu conceito de amor era idealizado, romântico, exacerbado. Demasiado grande.
Durante alguns anos lutei para pôr os pés no chão. Afinal, não sei onde fui buscar essa ideia etérea e perfeita de amar. À minha volta NUNCA vi o amor que eu sonho que existe. Talvez ele não exista de facto…
Lutei para ser adulta, para crescer o suficiente para não acreditar em quimeras, para aceitar as coisas como elas são. Lutei para parar de querer algo perfeito porque – disse a mim mesma vezes sem conta – a perfeição não existe. “Não posso perder tempo e energia a fazer mal a mim e a mais alguém por acreditar em patetices que nunca ninguém viu.”, racionalizei. E, finalmente, acreditei. Aceitei. Resignei-me, talvez.
Amo como amo. As coisas são como são. O meu espírito serenou. A minha vida tornou-se mais fácil.
Até hoje.
Hoje descobri que o MEU conceito de amor subsiste ainda. O tal. Ideal. Perfeito. Aquele que transforma duas pessoas numa só sem esforço. Aquele que nos faz sentir o que o outro sente, mesmo que à distância. O tal que nos mata se não for alimentado.
Ele subsiste ainda. E não faço ideia porquê nem para quê. Nem o que fazer com ele…

domingo, abril 29, 2007

Entretenimento...

A vida tem de ser mais do que riscar tarefas de uma lista. Tem de ser! É por acreditar nisso que eu ainda não capitulei, não me resignei, não desisti. Não sei bem de quê, mas não desisti… Talvez de mim…
Estou na fase do cansaço profundo.
Apanhar o comboio; demorar 40 minutos a chegar ao trabalho, ou pior!, a chegar a casa; entrar a horas e sair sabe Deus quando; trabalhar porque sim, quando ninguém mais valoriza o que fazemos. Cansa.
Já ando “a virar frangos” há muito anos e não tenho nada meu. Cansa até a repetição deste epitáfio.
Dói-me o corpo, a cabeça, os olhos.
E ainda assim, sinto-me dormente. Como se me queixasse porque é meu fazê-lo e não porque me pese particularmente a situação.
O que me continua a pesar é chegar à minha cidade todos os dias e sentir o eterno vazio de não ter nada à espera. Acordar nos dias de folga e sentir o mesmo. Isso pesa. É aqui, no cenário de sempre, que sinto que a vida é uma sucessão de tarefas sem significado de maior.
Tem de haver outra vida.
Mas eu estou bem. Pedi para ser entretida até “o meu dia chegar” e é isso que vai acontecendo.
Escrevo para viver e isso basta-me na maior parte dos dias. Tiro fotos e sinto-me a evoluir nesse campo e isso arranca-me sorrisos. Tenho o tempo das viagens para as minhas utopias e sinto que é isso que me vai levar a algum lado um dia.
E, se isso não bastasse, a partir do próximo Sábado está o George Michael, todos os dias, a ensaiar o concerto bem junto à estação do meu comboio.
…E assim me vou entretendo…

quarta-feira, abril 25, 2007

Publicidade

Hoje vou fazer publicidade descarada a pessoas que eu amo de paixão por diversos motivos: o meu namorado, uma das minhas melhores amigas e a minha banda favorita.

Pois aqui vai:

1. Flamis Trio
Além deste concerto, estarão em directo na Antena 2, na próxima Quarta-feira, dia 3 de Maio, às 19h. Prestem atenção ao pianista! ;)

2. Soulmates
Elas são a Path, a V, a Gabi, a Anna e a Diggy. São portuguesas, lindas, talentosas e, dentro do género, são fantásticas! Vão dar que falar. Go Anna!!! Podem saber mais e ouvir a música em: http://www.hi5.com/friend/profile/displayProfile.do?userid=118395114

3. Lost Highway – Bon Jovi
São fantásticos, fabulosos e já não têm nada para provar, mas, pelo que já ouvi do novo álbum - Lost Highway, que sai a 19 de Junho -, é desta que se transformam em lenda onde ainda não o são. Podem ouvir o novo single – Make A Memory, que já passa na rádio - ou saber mais em: http://www.bonjovi.com e http://www.crushmagazine.es.
(Yahoo Group de fãs portugueses: http://launch.groups.yahoo.com/group/BonJovi_Portugal)

segunda-feira, abril 23, 2007

O tuga e o riso

Eu sabia que os portugueses eram sisudos. Mas recentemente descobri uma verdade ainda mais triste e perturbadora…
Quando estou demasiado cansada e com tendência para a depressão pelo limite em que o meu corpo se encontra, contrario isso brincando. É quando me apetece espreguiçar, rir, saltar como uma criança. Normalmente, acompanho esta vontade com piadas e palhaçadas.
No outro dia estava nesse tal estado lastimoso e fui encontrar-me com uma amiga. A cada pergunta dela, apetecia-me responder-lhe mal e enrolar-me na minha casca, por isso comecei a brincar.
Quando decido isto, não há volta. É palhaçada atrás de palhaçada. Normalmente, torna-se agradável para quem está comigo, a menos que essa pessoa tenha alguma coisa contra dar um bocadinho nas vistas. Naquele caso, a minha amiga agradeceu o facto de eu ter decidido brincar em vez de me ter armado em parva.
Naquele dia lá íamos, as duas, a rir enquanto nos dirigíamos à caixa do supermercado. A menina da caixa lá disse as “boas noites” e começou a fazer a conta à minha colega. Ao riso e constantes piadas que eu dizia à minha companheira, associei um desfile em passo de manequim até ao outro lado da caixa. Também acho que saltei um bocadinho e simulei um combate de boxe, sempre acompanhado das imperceptíveis piadas.
A menina da caixa, que de início me tinha olhado com os cordiais olhos de quem “vê mas não vê”, começou a observar-me assim que me viu rir. À medida que a minha palhaçada prosseguia, o olhar dela foi mudando. Não fiz nada de propósito, nem me lembrei que os meus actos lhe poderiam interessar, mas a verdade é que quando disse o valor da conta à minha colega, os seus olhos estavam cravados em mim como se me quisesse matar.
Comentei o sucedido com a minha amiga e ela confirmou as minhas suspeitas: se estamos a rir ao pé de um tuga, o tuga assume que estamos a gozar com ele!!!

quarta-feira, abril 18, 2007

Ressaca emocional

À Terça trabalha-se 12h a 13h a fechar um semanário. Depois dorme-se umas sete horitas (p’aí 3h horas mais do que o habitual). Recebe-se 3 ou 4 sms’s a perguntar se se vai a Londres “desta vez” (e a resposta é um doloroso “não”). Recorda-se essa longínqua viagem para registar, para a posteridade, os sentimentos que evoca … E fica-se assim: desarmada, frágil, chorosa… sem nada a que se agarrar…

…Amanhã é outro dia.

segunda-feira, abril 16, 2007

YES!!!! E Coimbra entra na rota dos concertos!!! :)))

George Michael em Coimbra dia 12 de Maio
Confirmada actuação do cantor britânico em Portugal.
Está confirmada a actuação de George Michael em Portugal. A estreia do artista britânico acontece no dia 12 de Maio no Estádio Municipal de Coimbra, adianta a promotora Ritmos e Blues. O concerto está previsto para as 21h30 e os preços dos bilhetes variam entre os €35 e os €65.O cantor britânico vem a Portugal pela primeira vez poucos meses depois de editar uma compilação de êxitos. Twenty Five será com certeza o ponto de partida para um concerto recheado de sucessos da carreira de Michael a solo mas também do repertório dos Wham!.
MRV, hoje às 16:31

domingo, abril 15, 2007

Caminhos do Cinema Português

Vai decorrer em Coimbra, de 21 a 28 de Abril, a XIV edição do festival “Caminhos do Cinema Português”. Trata-se do único festival de cinema exclusivamente português, realizado em Portugal. É organizado pelo Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra e considerado pelo ICAM (Instituto de Cinema Audiovisual e Multimédia) como o sexto Festival de Cinema em Portugal.
Além dos filmes (portugueses) a concurso – que podem ser vistos todos os dias no Teatro Académico de Gil Vicente por um preço quase simbólico -, os “Caminhos” incluem workshops abertos a todos os que se interessam pela sétima arte.
Para mais informações:
PS - Post Partilhado com o blog Coimbra dos Amores.

sexta-feira, abril 13, 2007

Inteligência animal

O “Pantufa” um gato preto, jovem que vive na minha zona. Nasceu na casa ao lado da minha, mas, como aqueles donos, pelos vistos, não lhe davam os mimos que ele queria, rapidamente se mudou para outro “poiso”, por sinal, um pouco longe daqui.
Lá passou a comer, beber e dormir. Tinha brinquedos, rações e petiscos próprios. As novas “donas” comunicaram à antiga proprietária o sucedido e ela disse-lhes que se o gato “regressasse à base”, cuidaria dele, se preferisse a nova casa, tudo bem na mesma. O “Pantufa” ficou pelas “outras bandas” durante meses, só vindo a casa ao Domingo, dia em que não tinha ninguém que o apaparicasse na nova residência.
Por delicadeza, as “novas donas” comunicavam todas as decisões acerca do bichano à minha vizinha. Comunicaram, por exemplo, que o gato estava a ficar adulto, pelo que estava na altura de o castrar. Até já tinham marcado a consulta...
Suponho que o “Pantufa” gostava da nova casa. Tinha muitas mais regalias do que tem aqui. As “novas donas” acarinhavam-no e compravam-lhe brinquedos e guloseimas de propósito. Tinha sempre um pires de leite à espera e tudo. Mas a ideia de perder os “tintins” definitivamente não lhe agradou! É que, depois daquela conversa telefónica – que teoricamente nenhum felino tem forma de perceber! -, o bicho “arrumou as malas” e voltou para este lado do Universo. NUNCA mais voltou “à casa nova”! (…Conservando desta forma os preciosos apetrechos masculinos…)

terça-feira, abril 10, 2007

Viajar...

Não sei se é por andar a dormir em pé que ando a sonhar acordada. Não consigo evitar a estranha sensação de que esta rotina é temporária e que, em breve, vou viajar.
É que é a viajar que eu sou feliz. Mesmo quando me aborreço ou quando algo corre mal em viagem, o simples facto de ir de mala na mão em direcção ao desconhecido põe-me os cabelinhos em pé, no bom sentido. É em viagem que me descubro e é em viagem que o meu espírito serena.
Quando fico no mesmo sítio muito tempo, começo a sufocar. Literalmente. Fico com um aperto no peito e ele começa a doer quando inspiro fundo. Este fim-de-semana foi assim. Já há muito tempo que ando a respirar o mesmo ar. Começo a sentir que estou a estagnar e é uma chatice.
Por isso, quando vou no meu comboio com o sol da manhã a inundar-me o rosto, a minha mente fica dispersa, cheia de lugares distantes e outras pessoas.
Talvez seja um mecanismo de defesa. Talvez seja apenas o típico efeito do sol em mim. Talvez seja uma premonição… Quem dera…

sexta-feira, abril 06, 2007

Aproveitar a vida

Um fim-de-semana de três dias. Raro na vida de um(a) jornalista!
Devia aproveitá-lo para... sei lá… Raptar o meu namorado? Ir passear com amigos? Conviver com a família?
Algo do género…
Mas… O namorado tem trabalho. Os amigos estão fora da cidade. E a família está dispersa como sempre esteve.
Acordo tarde, depois de me deitar tarde. De repente, na minha cabeça, começa um replay da minha vida como ela era há umas semanas: sem objectivos, sem razões para sair da cama, sem ninguém à espera.
Meu Deus, como eu detesto este sentimento! Se tivesse sido sempre assim até agora, eu já me tinha atirado ao rio!
...Bendito emprego de merda!

domingo, abril 01, 2007

Porque estou onde estou...?

Eu acredito que há sempre um motivo para tudo. À luz do tempo, é possível descobrir porque fizemos as escolhas que fizemos, porque nos aconteceu isto ou aquilo. Sempre. Estas são revelações que ocorrem com a distância temporal. É impossível percebermos a razão do que nos está a acontecer quando nos está a acontecer. Mas também é inevitável pensar nisso.
A minha mente – enquanto passa longos minutos a ouvir o som característico e embalador do deslizar do comboio – tenta agora descortinar a razão pela qual eu fui parar aquela vila. Haverá um motivo…
Eu sei que não é ainda este o meu derradeiro caminho. Sei que estou a ser habilmente entretida. Sei que há uma lição para aprender antes de continuar em direcção ao que devo almejar (seja lá o que isso for). Mas o quê? Porquê? Porquê ali?
Ter-me-á sido dado tempo para executar projectos que antes não tinha energia para executar? Será o tempo passado no comboio que me vai dar essa oportunidade? Será que eu tinha de voltar a escrever publicamente para que alguém acredite que eu tenho algo a mostrar? Algum talento escondido? Conhecerei alguém que se tornará importante para o meu futuro? Estarei lá apenas para tocar a vida de quem me rodeia? Para lhes levar um pouco de loucura e alegria? Para lhes dar uma nova visão da vida? Será à vila que eu devo algo? Ou ela que me deve a mim?
Não sei.
Sei que ao contrário da soma dos factos – que daria um resultado negativo – a minha “nova vida” é-me agradável. E tem haver um motivo para eu achar que estou exactamente onde devo estar neste momento, mesmo sabendo que não é ali que reside o meu futuro…

sexta-feira, março 30, 2007

As coisas simples...

O comboio continua a fascinar-me. O trabalho parece-me simples, “descomplicado”, plácido e, no entanto, prazeiroso. E todo um novo leque de sentimentos que estou a descobrir. Ou talvez não sejam os sentimentos que são novos, mas a aplicação que faço deles e a forma como os conjugo…
Eu, GK, estou a trabalhar numa vila. Não tenho microfone, tenho bloco e caneta. Não faço directos, escrevo num semanário. Demoro 45 minutos de comboio para lá chegar. Mais 45 para voltar.
O cinema lá é só à Sexta-feira. Não há centros comerciais com 300 lojas. As reportagens são feitas a pé. E já percebi que as maiores estrelas da zona somos nós: as responsáveis pelo único jornal da vila. Vou dizer outra vez: VILA!
Mas eu não ando triste com o facto de a minha audiência ter passado a ter apenas 3500 pessoas. Não me chateia ter de apanhar o comboio. Não me aborrece escrever sobre a Via-sacra da igreja. Nem sequer me incomoda ouvir: “Eu sei que é nova aqui, eu ainda não a conheço!”
A tudo isto sorrio.
Eu, a urbana. Eu, a inquieta. Eu, a inconformada. EU estou a GOSTAR de “viver profissionalmente” numa VILA!
É como ter o meu próprio micro-cosmos proveta. Não sou de lá. Não vesti a camisola. Não vou fazer parte daquele ambiente (não saberia fazê-lo!). Mas aceito-o como se se tratasse de um estudo, uma experiência. Mas uma experiência humana, onde entra o coração.
Observo. Envolvo-me. Sorrio das suas “coisinhas”. São ternurentas. Amorosas. Reais.
Aquilo para onde muitos olham de cima, ensinou-me uma preciosa lição: o segredo da felicidade é não levar nada a sério: nem o trabalho, nem a mim. É saber sorrir e ver beleza nas coisas simples. Porque ela existe… e em quantidades MASSIVAS.

domingo, março 25, 2007

Life as it is...

Não sei se é do sol ou só de acordar cedo, mas ando com aquele feeling de que algo bom me aguarda já ao virar da esquina, de que a vida é bela.
Ando cheia de vontade de fazer montes de coisas, ir a montes de sítios…
Tantos concertos a serem marcados! Tantas digressões a serem anunciadas! E eu desterrada numa vila das 10h às 6h!!! LOL Agora que redescobri a minha fonte de energia, é que estou sem “tempo” para nada… LOL
…A vida é engraçada. Num dia não tenho vontade nem razão para fazer nada, no outro acordo com vontade de comer o mundo! Num dia não tenho emprego, na semana seguinte tenho emprego e descubro eu tenho mais três entrevistas marcadas… Num dia o money não chega sequer para comer, no outro dia a conta transborda com dinheiro que já nem sabia que existia… Enfim. Life as it is…
Resta acreditar que será sempre assim. A uma fase má, segue-se uma fase boa. A um pesadelo, segue-se um qualquer sonho… O problema é o vice-versa… ;)