terça-feira, janeiro 16, 2007

O YouTube...

Quem é que, sendo utilizador frequente e esclarecido da Internet, nunca foi ao YouTube? Quem é que, entrando nesse “site”, se lembra que está a violar direitos de autor? Quem é que, caso tivesse de pagar para fazer uploads ou downloads, continuaria a ser visita frequente? Quantos assinariam petições ou participariam em manifestações de rua para que o YouTube continuasse a existir como existe hoje ou de forma semelhante?
O que quero dizer é que o YouTube é, neste momento, um dado adquirido, um “ser vivo”, respeitado, adorado. Mesmo com todas as questões que, com justiça, se levantam – como a dos direitos de autor – ele não pode ser ignorado, nem é possível existir ainda a ilusão de que ele pode ser silenciado!
A solução não é combatê-lo! É tirar proveito dele! E quanto mais cedo as companhias, marcas e artistas se convencerem disso, mais cedo se caminhará para uma solução de compromisso que seja satisfatória para todos.
Enervam-me a ignorância a arrogância e o espírito “Velhos do Restelo”, especialmente se forem perpetuados por companhia multimilionárias apenas pela vontade de se tornarem tetra-milionárias garantindo que NENHUM tostão lhe fuja do bolso!!!

sábado, janeiro 13, 2007

Guia de Leitura

Livros lidos desde o Natal:

- "Mutilada", de Khadi - Edições ASA: A denúncia de uma bárbara realidade cometida em nome da tradição: a excisão.

- "Mais Bastidores de Hollywood", de Mário Augusto - Prime Books: São histórias, experiências pessoais, segredos e episódios surpreendentes que só Mário Augusto, membro do grupo restrito e privilegiado que regularmente convive com as grandes estrelas, nos poderia revelar.

- "Amanhã À Mesma Hora - Diário de Uma Stripper Portuguesa", de Leonor Sousa - Publicações Dom Quixote: O que sente uma mulher de trinta e um anos, sem emprego e sem dinheiro, que decide mostrar o rabo e as mamas para pagar a conta do visa e a renda de casa?

Quase, quase... desde há já uma data de semanas antes do Natal:

- "O Monge Que Vendeu o Seu Ferrari", de Robin S. Sharma - Edição da Revista Sábado, Colecção "O Melhor de Si": O Monge que Vendeu o Seu Ferrari é um best-seller inquestionável que oferece aos leitores uma série de lições simples e eficazes sobre como viver melhor.

Em lista de espera:

- "Inês da Minha Alma", de Isabel Allende (A minha escritora favotrita!) - Difel: Com o realismo mágico de A Casa dos Espíritos e a sensualidade de Filha da Fortuna e Retrato a Sépia, Isabel Allende apresenta-nos Inés Suarez, uma mulher cheia de força e paixão que conquistou o Chile no século XVI e promete, agora, conquistar o coração dos leitores de todo o mundo.

- "The Way You Wear Your Hat - Frank Sinatra and the Lost Art of Livin'", de Bill Zehme - Harper Perennial: A stunning book of unheard stories and unseen photos that is part memoir, part scrapbook, part secrets of the Rat Pack way of life--and all perfectly Frank.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Em resposta...

Meus queridos,

Agradeço que se preocupem comigo, mas venho esclarecer que:

a) - Não estou "no fundo do poço";
b) - Não estou isolada;
c) - Não me "entreguei";
d) - Não me ando a esconder mais do que qualquer outro ser humano que tenha amor-próprio;
e) - Ando a reinventar-me - com sucesso, aliás! - desde 2004;
f) - Já empreguei TODAS as formas de luta de que sou capaz, se eu lutar mais ou sou o Rocky ou mudei de personalidade e ando a lutar como hoje ainda não sei fazer, o que traduzindo, quer dizer que ando a foder alguém para arranjar emprego! É o que me falta.

Há factos que são imutáveis. Tais como:

a) - Eu gosto da noite. Sempre gostei. Prefiro-a;
b) - O subsídio de desemprego está a acabar, por isso, não há mais viagens, nem férias, nem roupas novas, nem fins-de-semana com os amigos ou namorado;
c) - No fim de mais de 300 CV's enviados para Portugal e para o estrangeiro, recebi 5 respostas, nenhuma delas oferecer-me emprego;
d) - Até à altura de estar a passar fome, recuso-me a fazer algo que me mate, isto é, que não me desafie;
e) A maior parte dos meus amigos ou vive noutras cidades do país ou no estrangeiro;
f) - O meu namorado passa metade da semana fora;
g) - Já escrevi, bordei, bloguei, filmei, fotografei, teatrei, caguei e mais o que quiserem para NUNCA estar parada;
h) Luto TODOS OS DIAS pelos meus projectos - que são MUITOS... até agora, sem sucesso NENHUM;
i) - Para os que não sabem: eu sou A FORTE! No trabalho, em casa, com os amigos! Eu sou a que está lá para aguentar as trancadas sem baixar a cabeça. Isso SOU EU!

Assim, permitam-me, de vez em quando UM DIA DE MERDA e, POR FAVOR, não tenham pena de mim! Não preciso e não suporto, por mais bem intencionado que seja o sentimento!

Resumindo:
Há momentos e momentos. E a verdade é que podes estar cheia de gente à volta e sentir que ninguém te vê. Não se preocupem. Eu sei o que é o fundo do poço e sei que não gosto de lá estar. Já aprendi a nadar...
Again: SE EU "REAGIR" MAIS, SE EU "LUTAR MAIS", SE EU "ME REINVENTAR" MAIS, NÃO SOU UM SER HUMANO, SOU UMA BAZUCA ALADA!

Obrigada a todos.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Bem ou Mal...?



Estou de bem comigo e de mal com o mundo!
Diz as pazes com a minha pessoa, com o meu percurso, com as minhas escolhas, mas tudo o resto é velho e insatisfatório!
Tenho a vida de uma anciã de 80 anos! Só me falta fazer renda. (O que pode perfeitamente acontecer a qualquer momento, porque eu até tenho jeito para a coisa!)
Desde o Natal que eu não vejo a luz do dia. A última saída foi a calmíssima noite de fim de ano. E nem quero pensar há quanto tempo não dou uma queca! (E o pior é que, francamente, também nem me apetece!)
Os dias são demasiado longos para que eu os queira enfrentar – a eles e aos inevitáveis encontros com vizinhos e conhecidos, em que, miraculosamente, a pergunta “Então, já tem emprego?” teima em aparecer –, por isso prefiro as noites. Vejo o dia nascer antes de poisar o livro ou desligar o computador. Ao menos nenhum deles me faz perguntas incómodas e estão sempre disponíveis para me acompanhar nas ideias mais loucas.
Não tenho jeito para pedir ajuda, muito menos quando não preciso de “ajuda”. Não quero um ombro para chorar (chega disso!), quero vida, quero alegria, quero desafios e novidades! Mas à minha volta não está ninguém ou, os que estão – muito ocasionalmente – não se querem dar ao trabalho de quebrar a rotina para me fazer feliz. E eu também vou perdendo esse hábito… É que é muito cansativo estar sempre a inventar novos desafios solitários…

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Lost

Lost in a world, that scares me to death,
Lost in a crowd, I'm losing my breath.
Lost as a boy, lost as a man,
I need to grow up, don't think I can.

Lost as a person, can't find my way.
Lost in life, every day.
Lost in worry, who am I?
All my life, I've lived a lie.

Lost to kindness, lost to love,
Lost in a sky, like a new-born dove.
Lost in thought, which I shouldn't do,
It winds me up, I can’t get through.

Lost to comfort, all kind words,
Lost to advice, it isn't heard.
Lost to those who really care,
All these people, always there.

Lost in me, I need a break,
Lost in wonder, which road to take?
Lost in a place I don't know well,
Where are you now? There's no one to tell.

Lost here, all alone,
Lost apart from the mobile phone.
Lost still, there are no calls.
I'm struggling alone, to break these walls.

Lost in mind, lost in soul,
Lost memories, they're just a hole.
Lost family, lost mate,
Gone now, yet I'm full of hate.

Lost in a straight world, and I am gay,
Lost now, for what to say,
Lost in boredom, think I'll leave.
There's a lot in life I need to achieve.

by Dan Brown

domingo, janeiro 07, 2007

Perdida...?

Há uma ou duas semanas que luto com as palavras para conseguir escrever o que vou tentar expressar. É que tenho medo de cristalizar algo que deve, talvez, permanecer etéreo… Não sei se isto faz sentido… E, por outro lado é algo tão pessoal que tenho medo de me sentir violada no fim da tarefa hercúlea que é espremer estes sentimentos…

(Como sempre, quando não quero dizer alguma coisa, ando à volta, brincando com as palavras, tornando-as o objectivo em si! Se calhar devia ir para a política!!!)

Andei 11 anos perdida. Em busca de mim, do que quero, do que gosto de fazer. Sei que foram 11 anos porque me lembro da data exacta em que senti que a minha vida era minha. E, a partir desse conhecimento, era eu quem tinha a obrigação de tomar as decisões sobre ela.
Aquela acabou por ser uma noite silenciosa, introspectiva, profundamente feliz.
A vida estava cheia de promessas. Pela primeira vez eu podia sonhar com a certeza de que há sonhos que se tornam realidade. Era a mim que cabia concretizá-los, sem a ajuda nem a censura de ninguém. E sonhei… ainda a medo, sem a certeza do que era projecto e do que era fantasia.
Naquela semana sonhei que podia mudar o mundo. Sonhei que o mundo começaria a mudar em mim. Deitei fora ideias feitas. Desisti de um futuro curso de direito, deitei fora a ideia impingida de “estudar e depois casar e ter filhos” e iniciei o meu próprio caminho…

E o caminho chegou a 2006 sem qualquer aparente sentido. Perdida. Era como me sentia.

Recriei a “noite da revelação”. Procurei a miúda de 16 anos que se descobriu. Encontrei-a. Chorei até rondar a demência. Tomei um calmante e morri numa cama de hotel num país estrangeiro para acordar sob a luz do sol e reviver tudo outra vez.

Pode dizer-se que – caso existam – eu tive a minha experiência mística.

Descobri que os sonhos se tornam realidade. Descobri que o mundo pode dar-nos mais do que nos atrevemos a sonhar. E, essencialmente, descobri que isso não acontece só aos outros: eu também mereço esse tratamento privilegiado por parte do Universo. Eu e cada um de nós. Algo que eu já tinha descoberto há 11 anos…

Ainda levei meses a dar um sentido à experiência. O céu. O Inferno. Confundiam-se.

Os exorcismos tinham sido feitos e as perguntas permaneciam as mesmas. Dei-me conta de coisas que sempre soube e não queria ver… Mas como ordenar esse novo conhecimento para que possa tomar decisões com base nele?!

Numa madrugada como tantas outras que vejo, a resposta surgiu-me como quem pensa em beber um copo de água. Eu sei o quero. Sei-o desde aquela noite longínqua que abanou o meu mundo há 11 anos. Sei-o e nunca me desviei disso. Tenho isso do que me orgulhar: não capitulei, não desisti, nunca me resignei.
Mesmo sentindo-me perdida nunca deixei que fossem os outros a ditar o que seria a minha vida, sempre procurei o que amo e os que amo e segui em frente. Aquilo que todos - até eu! – classificaram como inconstância, instabilidade, imaturidade até, era apenas a minha luta para não me resignar ao que me era apresentado e continuar em busca do que me dá verdadeiramente prazer.
Afinal a minha vida faz sentido! É até coerente em escolhas e percurso! Não é uma série de acasos saltitantes. É o caminho que escolhi e que não me vi escolher. Amo-a. Ela é minha. Tão minha. E faz TODO o sentido.
Sei o que quero, o que me faz feliz. Mas sei também que as lágrimas não acabaram. Afinal, de que me serve saber tudo isto com tanta certeza? Hoje em dia o que tu queres, o que tu amas, não conta muito… Conta o que estás disposto a fazer para "te safares". E o meu feitio não dá para isso…
A luta continuará. Só espero - agora que sei para onde caminhar - ter tanta força e tanta coragem como tive sempre enquanto andei perdida…

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Ando chorona...

Não sei o que se passa comigo. Podia culpar as “questões femininas” do meu frágil estado de espírito, mas a verdade é que a lágrimita fácil já não surge só “naquela altura do mês”! Pior! Já nem tenho vergonha de andar p’aí a fungar em público!!!

Apenas um exemplo… Ontem fui ao cinema. O filme era uma comédia romântica (“The Holiday”). Comédia = boa disposição, certo? Aliás, ou muito me engano ou a amiga que me convidou para ir até me disse: “Estou a precisar de me rir um bocado!”… Não! Qual quê?! Passei o filme A FUNGAR forte e feio! As lágrimas eram TANTAS que a certa altura saquei do pacote de lenços e já não disfarcei mais! Saí do cinema com a cara feita num bolo! E ainda tive coragem de ir à casa de banho passar uma aguinha fresca no rosto, para que todas as meninas que lá se encontravam no fim da sessão não tivessem dúvidas sobre quem é que passou o filme a fazer aquele barulhinho sexy de quem tira a aguita do nariz!!!

E isto nem seria muito mau… SE FOSSE CASO ISOLADO!!! Mas não é! Ando mais mole de sentimentos do que as papas de um bebé!
Tudo me faz chorar! Uma reportagem sobre uma velhinha, um cachorro a correr atrás do dono, uma festa mais veemente do meu gato, uma recordação inesperada, uma determinada palavra dos outros, hell!!, as minhas próprias palavras!!!
Não sei como isto aconteceu! Será da idade? Será do tempo a mais nas mãos? Será por eu meditar para “abrir o coração”?!! Eu nem sequer ando deprimida! Pelo contrário! Foi quando deixei as depressões para trás que comecei a ter este coração mole…
É bonito, mas é UMA CHATICE!!!!!
Será passageiro? Ou vou ser chorona para sempre…? Ai…………

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Folha em branco...



Não tenho projectos.
Não tenho expectativas.
Não tenho planos, nem sonhos, nem medos.
Não tenho ideias novas.
Não tenho curiosidades por satisfazer.
Não tenho nada.

2007 é uma enorme página em branco.
Assustadora.
Prometedora.
Enervante.

Já sei que há duas maneiras distintas de olhar para uma página em branco, mas também não as quero analisar...

domingo, dezembro 31, 2006

Feliz ano novo?

2006?
12 meses.
2 de trabalho.
1 de força e coagem.
2 de espera. 1 de sonho.
1 de tristeza e saudade.
1 de alienação.
2 de busca e desespero.
1 de resignação.
1 de esquecimento e descoberta.
…Estou pronta para renascer…

Balanço?
Positivo. Mas apenas devido a três “fait-divers”:
- 1 viagem de sonho;
- 1 concerto de velhas glórias;
- a descoberta da blogosfera.

A maior conquista?
A resposta para o que quero fazer da minha vida.

O que aprendi?
“Os sonhos dos grandes sonhadores nunca se concretizam… São sempre transcendidos…”
(by Alfred Lord Whitehead)

(Se querem mesmo saber o que eu penso desta época de festas, sugiro a leitura de "Época de festas = SPM Prolongado" em http://cardosyprosas.blogspot.com)

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Sorry e BOAS FESTAS!!!




Queridos amigos e amigas:

Venho perdir-vos imensas desculpas pela minha ausência nesta época festiva. Infelizmente tive problemas com o meu fornecedor de net móvel e fui obrigada a terminar o serviço. Ou seja: estive sem net desde o início do mês. Hoje, finalmente, assinei novo conrato com outro fornecedor...

Assim, venho - atrasada - desejar-vos BOAS FESTAS!

Espero que o Natal tenha sido muito feliz e que 2007 vos traga TUDO o que precisam!

BEIJOS GRANDES (E perdoem-me!)!!!

GK

quinta-feira, novembro 30, 2006

Casino Royale


Fui ver e RECOMENDO!

Nunca fui grande fã de James Bond. Era fã, sim, de Pierce Brosnan e, por isso, vi os três anteriores filmes da saga. Também cheguei a espreitar alguns do Sir Sean Connery por respeito ao actor e porque fazem parte da história do cinema.

Fui ver este último filme para perceber se havia razão para polémicas. Acabei por ver o melhor filme de James Bond de sempre!

O herói afinal é humano! Foi fantástico descobrir a origem das suas manias!
(Quem imaginaria, por exemplo, depois de um empregado lhe perguntar sobre o Martini: "Shaken or stered?", ouvir James Bond responder: ”Do I look like I give a damn?”)

As cenas de acção são de cortar a respiração (como sempre, mas... desta vez... é melhor!), as mulheres parecem mais reais e Daniel Craig passa o teste COM DISTINÇÃO. É um grande actor! (O que eu, alias, já sabia.) Fenomenal! MESMO!


Mission:
James Bond's first "007" mission leads him to Le Chiffre, banker to the world's terrorists. In order to stop him, and bring down the terrorist network, Bond must beat Le Chiffre in a poker game at the Casino Royale. Bond meets a beautiful British Treasury official, Vesper Lynd, who is assigned to deliver his stake for the game and watch over the government's money. But, as Bond and Vesper survive a series of lethal attacks by Le Chiffre and his henchmen, a mutual attraction develops.

http://www.mi6.co.uk/sections/bond21/index.php3

segunda-feira, novembro 27, 2006

Envelheço

Sinto-me com 70 anos. Os meus dias são todos iguais e eu ainda não tenho idade para isso.
Estou farta do que me rodeia. E estou farta de sentir sempre o mesmo, de ter as mesmas mágoas. Sou jovem demais para mágoas.
Com estas palavras, justifico a minha falta de vontade de escrever neste blog nos últimos tempos.
Não tenho nada de novo para dizer. É tudo velho. E por isso não quero ouvir (ou ler) as gastas palavras de apoio. Conheço-as. Sei-as de cor. Uso-as de mim para mim e já são VAZIAS.
O que eu quero é uma mudança. Drástica!
E não me digam que está nas minhas mãos, porque não está! TUDO o que eu podia fazer, já fiz. Excepto as malas. (Só se ganhasse o Euromilhões é que poderiam pensar, realisticamente, em fazê-las.)
Por isso, talvez entre em greve de escrita, talvez não entre; talvez amanhã esteja a rir do cinzento dia de hoje; talvez aprenda a olhar para as vitórias passadas com um sorriso e a retirar delas o que preciso para continuar, em vez de as ver como exemplos isolados e dificilmente repetidos.
Mas hoje (e ontem e anteontem…) estou assim: batida, derrotada, cansada, farta, como TANTAS e TANTAS vezes antes. Mais cansada do repetir interminável deste sentimento do que do que o provoca.
E não, não é o desemprego que me deprime; nem os amigos que às vezes se revelam pouco atentos, pouco diligentes em mostrar aos outros o quanto os amam; nem o namorado sempre ocupado e distraído. Não. Eu “entendo” tudo isto.
O que me deprime sou eu. É o não encaixar AQUI. É o NUNCA ter encaixado. É o adiar indefinido da partida inevitável. Por cobardia? Por falta de oportunidades? Por comodismo? Talvez por tudo isto. É o ter-me encontrado e mesmo assim não me saber reter e perder-me repetida e desesperantemente. É o não ter alma, porque a deixei noutro lugar.
O que fazer?
Não sei. Nunca sei. E, por isso, repito este ciclo infernal que me consome, que me envelhece, que me faz perder a fé em quem sou e no que posso conseguir.
Por isso hoje não quero palavras de conforto. Recuso-as, por as ter ouvidos vezes demais.
Quero uma mudança. Exijo-a, porque já a mereço. Aguardo-a. E a aguardar… envelheço.

quarta-feira, novembro 22, 2006

O jornalismo e os meus espinhos de fora

Porque estou com os espinhos de fora e ando a tentar ignorar esse facto há já uma ou duas semanas, hoje apetece-me revelar um e-mail que escrevi em resposta a uma amiga que teve a infelicidade de me perguntar porque é que não mandava o meu CV para a sede do grupo dono da última rádio em que trabalhei e acrescentou que, no meu antigo local de trabalho, estava “tudo na mesma”…

Aqui fica a minha (talvez demasiado violenta) resposta:

“Quanto ao CV... Francamente, ando à procura de uma mudança de rumo. Estou farta de ganhar uma merda, de ter responsabilidades a mais, reconhecimento a menos e virtualmente nenhuma vida própria. (Desculpa a franqueza e a "aspereza" das palavras.)

Tenho quase 30 anos e nada de meu! E se perguntarem ao Senhor X que me substituiu por uma pessoa que agora só GRAVA noticiários, ele acha que fez um bom negócio porque poupou dinheiro... Não faz puto ideia do que fiz aí: a agenda que funcionava, os mails que a rádio agora recebe com informação de quase TODAS as instituições da cidade, o arquivo de sons que eu tinha, os assuntos que segui, quantas vezes fiquei aí até às tantas da noite por "problemas técnicos", quantas reportagens fiz, etc. Tudo isso não me foi exigido, de facto: era eu que me exigia!, porque só sei trabalhar assim! Ele só se deve lembrar de eu o ter "incomodado" a exigir o mínimo de condições para fazer um trabalho digno! E ainda é capaz de falar mal de mim.

...Pois que vão todos fazer exames à próstata, é o que lhes desejo! E isto, sem nada de pessoal. Desejo que o Senhor X e o Senhor Y e todos eles sejam podres de ricos e poderosos, que é só o que eles desejam! A minha indignação é para com a condição da profissão...

Sabes qual foi a única proposta de trabalho que eu recebi? 500 euros para me mudar para o Porto durante seis meses e fazer um estágio no "Jornal X"!

Se eu tivesse um papá que me pudesse sustentar, eu teria corrido a aceitar! Mas não tenho! O meu papá nunca me pôde mandar estudar para fora, nem sustentar os meus vícios. Portanto, tenho de arranjar um trabalho que me permita pagar efectivamente as contas. E por isso estou farta de ser insultada! Porque estas ofertas são insultuosas para qualquer PROFISSIONAL!

Assim, basta! Quero que o jornalismo vá snifar papoilas!

Vamos ver o que o futuro me reserva. Talvez engula estas palavras. Quem sabe? Mas não me esqueço de nada do que vivi e a indignação permanecerá concerteza.

Com "tudo na mesma" referes-te a rádios de um grande grupo a emitir bosta o dia inteiro, não é? Uma sem animador e outras com notícias gravadas (que é outro conceito insultuoso para mim!), é isso? Pois, desejo muito boa sorte a todos e que Deus (ou quem for) me mantenha bem longe daí... A mim e aos fiscais da ANACOM...

Desculpa o desabafo... Há dias assim... Outros mais cor-de-rosa. Eu estou bem, really... Mas, se não falar, ganho cabelos brancos e eu prezo TANTO a minha beleza natural... ;)

Bj.

GK”

segunda-feira, novembro 20, 2006

Herman José - Fiel ou Infiel

Não sou grande fã do Herman José, mas é óbvio que respeito e admiro a carreira que construiu e a mãozinha que deu para apagar algum do cinzentismo do nosso país. E, claro, admito alguns rasgos de genialidade...



Até hoje, eu só tinha ouvido falar deste sketch... LOL
Mas o que eu andava mesmo à procura era de um MUITO antigo, que incluía um esparguete a viajar pela cara do Herman e uma declaração de amor. Alguém se lembra? (Para mim é O melhor de sempre dele.)

quinta-feira, novembro 16, 2006

Portugal - Cazaquistão

3 – 0.




Muitas ondas. Uma chuvada. Algum orgulho. Um banho de multidão. Uma hora no trânsito. :) Este foi basicamente o meu dia de ontem… Ah, e uma mensagem de voice mail que me tirou completamente a atenção do jogo…
Mas porque que é que o Estado decidiu fingir que se preocupa com o desempregados deste país?! Que chatice!!! Até parece que já não tenho pressões suficientes!!! Grrr!

segunda-feira, novembro 13, 2006

Mais um desafio bloguista...

Em resposta ao desafio lançado pelo Nuno do Geração Espaço 1999, venho, desta forma, apresentar as minhas manias...

"Cada bloguista participante tem de enunciar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher 5 outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue".

1- Não consigo dormir se a janela do meu quarto não tiver as portadas fechadas e apenas uma nesgazinha aberta de uma delas. Ah! E a cortina TODA fechada. É semi-transparente. Assim consigo ver a luz da manhã lá fora sem que ela me incomode…

2- Quando chego a meio de um livro e a história me interessa, começo a ficar obcecada! Leio, leio, leio e tudo o resto é bem capaz de ficar para trás!

3- Ainda sobre leituras, levo SEMPRE um livro para férias ou fim de semana, mesmo que saiba que não vou ter tempo para o ler. E um bloco de notas. Também é certo e sabido que, se um dia decidir não levar nada disto, será quando vou precisar! E aí corro as lojas todas à procura “de companhia”… Já aconteceu…

4- Ando sempre a desenvolver uma história na minha cabeça, sobre mim ou sobre outras pessoas. São histórias que partem de eventos ou pessoas reais. Depois reproduzo as conversas que imagino. O problema é que raramente as escrevo. As histórias, entenda-se. Assim, é apenas uma forma inofensiva e não diagnosticada de esquizofrenia que só serve para influenciar o meu estado de espírito.

5- Falo sozinha. Sempre. Em inglês… LOL (Não me perguntem nada sobre isto porque eu não sei responder…) Ah, às vezes também em português, na sequência da mania anterior…


Lanço o desafio a:
SoNosCredita
Brunito
Star
Stela
• Um Insensato meu amigo (InSenso Comum)

sexta-feira, novembro 10, 2006

Um pedaço de história...


Descobri um pedaço de história no You Tube...
Milton Keynes, 1989. :)
E se foi o mano que nos deu este presente, OBRIGADAAAAAAAAA! Or should I say: Thank you SOOOOOO much!!!! ;)

quarta-feira, novembro 08, 2006

Os meus óculos Chanel

Cada um sente a crise à sua maneira. Para uma amiga minha, ela veio na forma do preço das botas. Ficou chocada quando lhe pediram mais de 100 euros por umas botas de cano alto, algo actualmente banal… No meu caso, a crise chegou com os meus novos óculos Chanel…
Fui ao oftalmologista – já de si, acto suficiente para ter de empenhar couro e cabelo – e a seguir rumei a um oculista para substituir os meus queridos e velhos óculos.
Primeira pergunta: “Que género de armação pretende?” Como sempre, pedi algo discreto, pequeno: a única coisa que “cabe” no meu rosto sem eu parecer uma condenada. Mostraram-me um monte de coisas ainda grandes demais. “Mais pequeno, mais discreto”, disse. Resposta? “Ah… Bom, mais discreto… só de griffe...”
Confesso que a princípio nem assimilei o que isso significava. Mas parece que tenho um pé na lixeira, outro no court de ténis… É que passado menos de nada estava a experimentar óculos muito mais ao meu género e… de marca…
Hugo Boss, Ray Ban, Donna Karen, Chanel, etc desfilaram pela minha cara. Giríssimos… Agora a dificuldade estava na escolha.
Escolhi a bem-dita armação. Perfeita para mim. Chanel. 210 euros!!!!... Hello, crise!!!
Podia ter escolhido algo mais barato… Mas não muito mais barato! E aí reside a imoralidade dos preços! Podia ter ido para uns óculos que me ficavam pior e eram um POUQUINHO mais baratos. Mas, já que ia ficar depenada, pensei: “Se é para gastar uma barbaridade, pois… que se note!”
E lá fui hoje buscar os meus novos óculos Chanel a amaldiçoar a inflação e os chupistas. Larguei, ao todo, 482 euros naquela loja! De uma só vez! E pergunto-me: como é que as pessoas vivem?! Isto é mais do que muitos salários!
… Pena, pena, tenho de eu própria ainda não ter percebido como tirar partido da inflação… :(

domingo, novembro 05, 2006

Curso de Iniciação à Fotografia






Agora apetece-me imenso passar da fase da iniciação... :)

sexta-feira, novembro 03, 2006

Cenas de mãe

A minha mãe ontem quis ir comigo a uma consulta. Como sei que ela aproveita todas as oportunidades para ir dar uma volta sem a supervisão atrofiante do meu pai, aceitei pacificamente.
Já na sala de espera, quando a recepcionista me revelou que eu seria a próxima paciente, ela posicionou-se para entrar comigo. Disse-lhe que não era preciso e ela resignou-se.
Passados dois segundos deste último pequeno debate, ela vira-se para mim – filha crescida, já perto dos 30 – e diz para toda a gente ouvir:
_ Não te esqueças de lhe falar dos comprimidos que andas a tomar e diz-lhe que os tomas há muito tempo! – De dedo em riste!
Ao que eu respondi com o resignado e habitual: “Mãe, eu já não tenho 3 anos!”, acompanhado do olhar ameaçador.

(Claro que no fim da consulta e já fora do edifício, ameacei-a com um calduço da próxima vez que ela fizer o mesmo… Mas desconfio que não vou ter sorte nenhuma… LOL)