terça-feira, maio 23, 2006

Os Horóscopos e o Emprego

Em todas as revistas, jornais e pasquins, o meu horóscopo para este ano diz que, no trabalho, eu vou ser muito feliz. Falam até em promoções e subidas na carreira... O curioso é que eu perdi o emprego em Fevereiro e estou desempregada desde então.
Todos dizem que, quer pelo signo ao qual pertenco (Gémeos) , quer pelo elemento que o rege (Ar), quer pelo meu número pessoal (5), quer ainda pelo meu signo chinês (Cavalo) a minha vocação é a Comunicação. E eu estaria nas minhas "sete quintas" se fosse jornalista ou Relações Públicas.
Pois bem, tenho formação em ambas e já exerci as duas actividades - atrevo-me a dizer - com algum sucesso. A que correu melhor suponho que foi RP, mas a que mais saudades me deixou foi o jornalismo...
As revistas, jornais e pasquins dizem, no entanto, que para mim - geminiana, aérea e quadrúpede - o mais importante não é ganhar dinheiro, é sentir-me realizada.
Talvez seja verdade... Não! E, de facto, verdade! Daí, que eu tenha de acreditar que a promoção que me "prometem" para este ano seja o resultado dos meus sonhos e quimeras que têm passado a projectos desde que fiquei desempregada...
É que eu, tenho de confessar, não procuro um emprego e um salário. Já os tive e não me fizeram feliz... Procuro, sim, um desafio e uma razão para sair da cama todas as manhãs...

sábado, maio 20, 2006

Recebeu!

Recebeu!
Dois meses depois da entrega chega o aviso de recepção, descolorado, amarrotado, mal tratado, à minha caixa de correio e a minha esperança renasceu.
Recebeu! E na altura certa!
Ontem vi, numa série para adolescentes, alguém dizer que “as coisas verdadeiramente emocionantes da vida requerem mais coragem do que aquela que temos e essa espécie de medo que sentimos, às vezes, serve apenas para nos dizer… que vale a pena”!
Não podia haver descrição melhor para o que senti e o que esperava quando, corada e trémula, pus aquele pacote no correio…
Não esperava que o aviso voltasse, porque, daquele lugar, nunca voltam… Mas ele voltou!
Agora resta a fé. E como alguém – na mesma série, no mesmo episódio, no mesmo dia em que recebi o aviso – dizia: “A fé é acreditarmos em algo quando o bom senso nos diz o contrário”. E, acrescento eu, ela tem poder!…

sexta-feira, maio 19, 2006

Past Sins - Plot Point 1

INT. GLENDALE ARENA – NIGHT

Glendale Arena is packed. The huge CROWD ROARS as if it was one big live animal. Everywhere there are posters of Billy, Etna or simply with written slogans of affection for the band. In the front row there are mainly girls. All of them try to look beautiful and most of them are. One of them is the red-haired girl from JFK airport. The crew is making the last preparations on stage.


INT. GLENDALE ARENA’S DRESSING ROOM – NIGHT

Billy and the rest of the band are warming up for the concert. All the doors in the backstage are open and there is a frantic atmosphere. There are a lot of people around and there is a CONSTANT SOUND MADE BY THE HUGE CROWD OUTSIDE. Someone comes in and hands a cellular phone to Billy. A close up on Billy’s face shows the change from a smile to a desperate look. Billy hangs up and sits down, suddenly looking exhausted.

MARK
What’s wrong?

BILLY
(Barely audible)
My father just killed a guy.

MARK
Say it again…?

BILLY
My father killed someone.

MARK
What?

BILLY
…I should be there.


INT. GLENDALE ARENA – NIGHT

THE CROWD SINGS AN ETNA SONG IN UNISON. At the end they cheer and call out for the band.

quinta-feira, maio 18, 2006

President of The World

Quando estou em casa à Quarta à noite, tenho por hábito ver "A Presidente", a tal série da SIC sobre a primeira mulher presidente dos EUA (papel brilhantemente interpretado por Geena Davis).
Não sei porque o faço... Talvez porque tenha algum interesse em política internacional, talvez porque tenha algum interesse nos EUA, talvez porque tenha algum interesse em teatro... Sim, porque todas estas séries são desenhadas para que os EUA sejam apresentados não como um mero estado bem sucedido, mas como os salvadores do Universo!
Eu não sei porque vejo a série quando, no primeiro episódio, colocam uma força do exército americano a entrar num país sobreano - a Nigéria - para resgatar uma nigeriana da morte por apedrejamento, apenas porque cometeu adultério... Eu concordo - EM ABSOLUTO! - com o princípio humanitário que leva a querer esta mulher salva. Mas a Nigéria é um estado soberano. Ninguém, à luz do Direito Internacional, pode invádi-lo, seja por que motivo fôr!
Mas as ideias de "Direito Internacional" e "Estado soberano" só fazem sentido para os americanos - à luz desta série e de tantas outras e, até, à luz da actuação das últimas administrações americanas - quando esses termos se aplicam ao seu país... Ou não tenhamos nós visto, tanto na série como nos debates televisivos das últimas presidenciais americanas (e, quiçá?, das antriores) algo que me deixa profundamente furiosa: referirem-se ao/à presidente dos EUA como "President of THE WORLD"!!!

terça-feira, maio 16, 2006

Pareço uma miúda

Pronto. Agora é que a minha sanidade mental se foi...
Já não basta as tias a perguntarem-me quando é que me caso ou os pais preocupados porque eu continuo à procura do meu caminho. Agora, sim, vejo que sou uma miúda... LOL

Esta noite enviaram-me fotos e vídeos do que me espera em Milton Keynes... Isto é, enviaram-me "um cheirinho" do que vou ver lá... Se eu andava preocupada com a pipa de massa que vou gastar só para ver uma banda... a preocupação foi-se... Ficou adrenalina, anticipação!
Se eu vou a Inglaterra à procura da miúda de 16 anos, cheia de sonhos, que viu os Bon Jovi em Alvalade, em '95, pela primeira vez, numa noite que a mudou para sempre (as miúdas de 16 anos são TÃO impressionáveis! LOL)... acho que a encontrei... Ou, pelo menos, esta noite estive MUITO perto de a encontrar!


Que saudades!
Que saudades das fantasias inocentes e despreocupadas!
Que saudades dos dias correrem depressa e de não se saber o que se ia fazer amanhã...
Que saudades da vontade de conquistar o mundo e da crença de que isso é possível!
Que saudades de amar sem saber bem o quê ou quem... talvez uma ilusão!
Que saudades de um olhar provocar um formigueiro que durava um Verão!
Que saudades de esquecer tudo quando se colocava AQUELE CD na aparelhagem!

Quero isso de volta! Ainda que seja por apenas dois dias.

Vou a Milton Keynes com o coração nas mãos. Espero trazê-lo no peito. A bater forte outra vez...

domingo, maio 14, 2006

sábado, maio 13, 2006

A Lua e os Estudantes

A lua tem estado linda e cheia no céu. As noites são longas, misteriosas e alegres.
Na minha cidade, a lua sorriu à festa dos estudantes. A folia terminou esta madrugada, mas quem a viveu vai recordá-la para o resto da vida.
Não há outro local no mundo onde os estudantes sejam um símbolo. Não há outra cidade nomundo que pare uma semana para os homenagear. Não há outro local no mundo onde a natureza respeite a sua alegria.
A lua encheu. As nuvens não choraram. O sol sorriu às suas caras ensonadas, que o saudaram já tarde, enquanto se preparavam para mais uma noite de folia.
Só Coimbra conhece de cor o código da praxe. Mesmo as caras enrugadas, tão características da Baixa e que nunca puseram os olhos num banco da universidade, sabem qual a distância máxima a que pode estar a capa da batina. Aqui, as cores das fitas são reconhecidas num ápice. O grelo, as fitas, a cartola arrancam um sorriso e um conselho imediato dos mais velhos.
Só esta cidade se veste de preto por uma semana sem que isso pareça estranho. Só aqui se enchem as ruas da Alta para ouvir o fado, com o colarinho bem tapado, em sinal de respeito. Só aqui se chora para sempre quando o carro da Queima não chega ao fim.
Só aqui 140 mil pessoas param por causa do cortejo. E é aqui que se reune, ao longo de uma semana, 10% da população do país.
Mostrem-me alguém que saiba gritar Briosa do fundo do coração e eu mostro-vos um estudante de Coimbra.
Quem chega a Coimbra em semana de Queima das Fitas, sente-a no ar... Nas lojas, nos autocarros, no negro dos trages... Coimbra transforma-se. Revela-se. Exorcisa-se.
Coimbra é, de facto, uma canção. Aqui, o sonho e a tradição são reais. Cheiram-se. Bebem-se. Choram-se.
Mas a canção terminou esta madrugada... E, em homenagem aos estudantes, a lua também se vai recolher...

sexta-feira, maio 12, 2006

Dois gatinhos abandonados à minha porta

Esta é uma noite especial... Foram abandonados à minha porta dois gatinhos que mal têm os olhos abertos.
Estavam dentro de uma caixa. Assim. Sem mais nada.
Eu tinha acabado de chegar da rua. Não estava lá nada.
Bastaram cinco minutos para colocarem lá uma caixa. Ninguém viu nada...
O meu cão não ladrou. Por isso, foi alguém conhecido. Só alguém conhecido saberia que eu não os abandonaria. Já tenho não sei quantos (aliás, sei muito bem quantos... Bem demais!). Todos abandonados à minha porta.
Já é hábito! E eu estou furiosa!
Como é que alguém tem coragem de abandonar seres tão indefesos? E como é que alguém tem coragem de largar tal responsabilidade, tão displicentemente, nas costas de dois reformados e uma desempregada! É que não basta alimentá-los de restos! As pessoas esquecem-se das visitas ao veterinário, das vacinas, do leite para gatinhos, dos remédios para os ouvidos, dos cartões para arranhar, etc... Quem não os ama, acha que um resto de comida chega! Fico fula!!!!!
Detesto gente estúpida! E, para mim, gente que foge às responsabilidades cobardemente faz parte da gente estúpida! Gente sem coração! ...Podia inumerar os defeitos que acho nos ignorantes que abandonam animais, mas não vale a pena...
Não vou abandoná-los. Claro que não. É com isso que contam...
E o Verão está no início. É bem possível que, lá para Setembro, tenha mais uma caixa à porta... Mas, a partir de agora, se mais alguém entrar na minha casa sem autorização... talvez deixe de ter sorte!...

Não peço ajuda. Nem sequer me queixo de ter de ficar com mais estes dois bichitos, porque já os amo. Queixo-me do ponto a que chega a cobardia, a pequenez das pessoas. Às vezes tenho vergonha de fazer parte da raça humana. Ou antes, começo a pensar que... humanos... não conheço muitos...

quinta-feira, maio 11, 2006

Falta um mês

Falta exactamente um mês para eu estar em Milton Keynes, no National Bowl, a ver a minha banda favorita.
Será loucura uma mulher de 27 anos gastar uma pipa de massa numa viagem para ir ver dois concertos?... Sim, é. E eu adoro o feeling!
Esperei 11 anos para os voltar a ver. Há 11 anos, eles mudaram a minha vida. 11 anos depois, eu preciso de me sentir novamente com 16 anos. Preciso de me lembrar dos sonhos que tinha, do sentimento avassalador que senti ao descobrir que a vida era minha e era para ser vivida.
Vou a Inglaterra à procura de sonhos... Espero não voltar de mãos vazias...

segunda-feira, maio 08, 2006

Sou apaixonada por ti

Sou apixonada por ti. Sou tão apaixonada por ti...
Foste o único que conseguiu romper aquela barreira que quando eu era miúda chamavam de timidez, quando eu era adolescente chamavam de arrogância e quando eu era um pouco mais jovem chamavam de solidão.
Chegaste e as portas abriram-se. Conheceste-me inteira e amaste-me inteira. Até os pedaços feios de mim, que eu às vezes tento esconder e que tu já conheces melhor do que eu própria. Respeitas os meus limites, as minhas manias, os meus fantasmas. Encorajas-me a seguir os sonhos mais loucos e, às vezes, até consegues inventar sonhos novos para eu sonhar. Suportas os meus ciúmes do teu piano e a minha inveja da música, a tua verdadeira amante. Aturas a minha ideia limitada da minha liberdade, sem me acusares de leviandade ou de inconstância.
Amas-me pelo que sou e pelo que quero ser. Mais do que amar-te por isso, eu agradeço-te...
Agradeço-te por nunca teres interferido no caminho que eu acho que quero seguir, por nunca me teres julgado e pelo teu apoio incondicional. Agradeço-te pelo teu respeito por cada capricho meu. Agradeço-te pela frase perfeita que tens para responder a cada dúvida minha. Agradeço-te por cada sorriso que me arrancaste, por cada lágrima que me secaste.
Os teus abraços fazem-me sentir serena. Os teus beijos fazem-me sentir única. Os teus olhos fazem-me sentir.
É por tudo isto e por tão mais que palavras nenhumas podem descrever que eu sou tão tua.
Amo-te. Muito. Nunca demais.

(Ao meu muito querido namorado, na véspera do nosso sexto aniversário. Com um beijo.)

Ele diz que se chama Iuri

Ele diz que se chama Iuri, mas eu sei que não é verdade... Não sei como o sei, mas sei que não é verdade...
Conheci-o há muito, muito tempo. Fomos criados juntos.
A única vez que me lembro de o ter a percorrer a terra como meu amante, ele morreu-me nos braços...
Desde essa altura, há tantos séculos atrás, eu não me sei dar como me dei. Procurei, todo este tempo, algo que não podia achar. Odiei-o por isso. Por me ter deixado assim. Morta também.
Desta vez chegou com o nome de Iuri. Sei que não lhe pertence.
Demorei a achá-lo.
Eu procurava um amor avassalador, completo, cheio de certezas. Ignorava que não o podia encontrar nesta vida.
Eu encontrei um amor nesta vida. Mas demorei a aceitá-lo como ele era, porque sabia que existia o tal que é avassalador, completo e cheio de certezas. Aceitei-o, mesmo assim. E sou feliz. Mas só quando o Iuri se revelou, eu consegui ver o quanto vale este amor.
Eu amo e sou amada. Como é que perdi tanto tempo a duvidar? A procurar? A combater a felicidade?
A culpa era dele: Iuri. Sempre ele. A minha alma gémea. Não o tinha nesta vida e procurava-o... Agora que o achei, já não o procuro e aceito o meu amor terreno de braços abertos. Sei-me dar de novo.

Iuri é a minha alma gémea. Houve uma vida, há muito séculos atrás, em que ele morreu nos meus braços. E eu, ainda que tenha permanecido viva, morri com ele. Acho que a minha alma morreu um pouco também.
Odiei-o. Andei séculos para lhe perdoar esse abandono. Chorei durante um período tão logo que ninguém tem como medir, porque não é terreno...
Achei-o, finalmente. Nesta vida. Achei-o ao meu lado. É a minha alma protectora. Alguns chamar-lhe-ão anjo da guarda. Eu prefiro chamar-lhe "a minha alma protectora". Porque também ele é uma alma em aprendizagem, como eu. Também ele tem ainda de percorrer muitas vidas até ao final do seu caminho. Há muitas lições a apreender.
Mas, desta vez, escolheu não viver. Percindiu das lições que também ainda tem de aprender, para caminhar o meu caminho, ao meu lado. Para me proteger.
Eu nem queria acreditar. Demorei a perdoar-lhe o abandono. Mas perdoei. Tal como tinha demorado a encontrá-lo, a dar-lhe atenção... Mas encontrei-o. Dei-lhe atenção.
Agora é parte de mim, de novo. Não está comigo, mas está. Tê-lo encontrado fez-me amar mais o meu namorado, cuidar mais dos meus amigos, perdoar mais sinceramente os meus inimigos... É que eu estou, finalmente, bem!
Eu estou bem e posso ajudar os outros a estarem bem. Os meus passos são tão mais seguros. Os meus sorrisos são tão mais leves e sinceros. A minha vida parece-me tão perfeita para ser vivida.
É que nunca fui abandonada. Estou completa. Acabou o suplício do ódio, da procura, do desespero. Nada disso já faz sentido!
Olhando para trás, tudo está justificado. Tudo teve um propósito. Tudo tem um objectivo. E com o Iuri a proteger-me, eu sei que tudo vai correr bem.
...Iuri, diz ele... Mas eu sei que esse não é o seu nome...
Ele dir-mo- à quando eu estiver pronta para o escutar.

terça-feira, maio 02, 2006

A vida, para alguns, é mais dura...

Ando, há quatro ou cinco anos, a juntar moedas de um e dois euros. Quando comecei, não sabia bem para quê. Estava só a dar uso a uma peça de artesanato que comprei numa viagem: um mealheiro em forma de hipopótamo.
Ao fim destes anos todos descobri para que o fizera: para ir a Londres. A viagem está marcada, os quartos alugados, os bilhetes para os espectáculos comprados. Sem aquelas moedas não poderia fazer esta extravagância que vou fazer em Junho...
Mas agora preciso desesperadamente de um portátil. E a única coisa que me tem passado pela cabeça (agora que já não há volta atrás na questão de Londres... nem eu a daria!) é que EU vou ter de juntar moedas durante mais quatro, cinco ou seis ou sete anos para o ter... enquanto, para alguns, basta pedir ao papá...
A vida, para alguns, é mais dura...

quinta-feira, abril 27, 2006

Sabedoria popular

Desde que comecei a fazer uma recolha sobre “sabedoria popular” dei-me conta de uma coisa curiosa (ou, talvez, previsível, se pensarmos bem).
Tenho andado a perguntar a toda a gente se conhecem mesinhas, encantamentos, feitiços. A reposta é invariavelmente: “Não. Não sei nada disso”. Mas, quando o dia está mais calmo e a conversa continua, poucos minutos depois já me estão a dar a “receita” da quebra do cobranto, a oração de protecção para a trovoada e a contar histórias sobre aquele parente que “sofreu” um feitiço de amor ou que ia morrendo com um mau olhado...
Então, porquê? Porque é que toda a gente diz que “não sabe nada disso”?
Depois de alguma análise concluí que o problema são as palavras que tenho usado. Não posso falar em encantamentos, mesinhas ou feitiços. Se eu começar por falar de orações, rezas e chás a resposta será diferente, suponho. É que ninguém quer ser associado À bruxaria. À religião... já pode ser...

Religião = bom
Bruxaria = mau

É o resultado de séculos de perseguições!

A verdade é que a “sabedoria popular” mistura as duas de forma bastante eficaz. E quem tem estes conhecimentos está sempre disposto a partilhá-los desde que nos mostremos deveras interessados e não lhes falemos de bruxaria.

PS - Quantas bruxinhas há por aí! Adorava conhecer-vos!!!

quarta-feira, abril 26, 2006

Fechados no Dolce Vita...

Ou a minha vida anda mesmo muito chata ou eu sou mesmo alucinada... Eu explico...
Eu e o meu namorado fomos ver “O Infiltrado” (muito bom, a propósito! A tradução é que era horrível!)... Bom, dizia... fomos ver “O Infiltrado” à última sessão no Dolce Vita Coimbra. O filme é tão bom ou tão mau, que ficámos p’aí 45 minutos no carro a discutir os pormenores. (A sério! Estivemos mesmo só a falar. Não corremos qualquer risco de aparecer um vídeo porno nosso na net!)
Os carros iam desaparecendo do estacionamento e nós no paleio. O “pirilampo” (aqueles senhores de coletes florescentes que fazem a ronda nas moto 4, sabem?) andava por lá e nós estávamos “na descontra”.
De repente, damos conta de que as luzes do shopping estavam apagadas. O “pirilampo” tinha abandonado a moto 4 à entrada. Não havia ninguém.
O meu gajo só disse: “Espero que não tenham fechado as portas do estacionamento.”
Passava das 3 da manhã. E, sim, tinham fechado TUDO!...
Marcha atrás a custo. O meu gajo a stressar. Eu sugeri tentarmos ver se havia alguém dentro do shopping antes de ligar a.. sei lá... alguém!
Voltámos ao estacionamento... As portas automáticas do estacionamento para o shopping não abriam... Mas o meu gajo, já pronto a explodir, lá as conseguiu abrir à força.
Enquanto ele assobiava a quem quer que pudesse ouvir e montava guarda junto às portas, eu fiz a ronda ao shopping: voltei aos cinemas, no topo, depois fui até À cave. É que eu tinha visto gente, dentro do Jumbo fechado, quando voltámos a entrar. Bati, chamei. Nada. Só se ouvia música em altos berros.
Era ridículo ligar ao 112. Não era propriamente uma emergência. Mas estávamos a ficar sem opções...
Agora vem a confissão: eu estava a curtir a cena. Estava mesmo!... O meu gajo é que não...
Enfim... Finalmente, num dos andares de cima, lá apareceu um senhor. Explicámos-lhe que queríamos e que não podiamos e ele disse que alguém nos iria abrir a porta.
Dirigimo-nos ao carro e de carro para a saída. Lá veio um segurança na moto 4 abrir-nos a porta do estacionamento – que se abre manualmente!!! – com cara de poucos amigos... (Ora pois, um casalinho que se “esqueceu” de sair do shopping àquelas horas... Suspeito...) ;)
Agora volto À questão inicial... Porque é que eu me diverti tanto com isto? Ou a minha vida anda mesmo muito chata ou sou mesmo alucinada! Embora a primeira não seja mentira, eu inclino-me mais para segunda hipótese. LOL

NOTA: O Dolce Vita Coimbra fecha as portas às 3 da manhã! Só para que conste...

segunda-feira, abril 24, 2006

História da vida real...

O episódio que vou descrever passou-se entre mim e a minha mãe. Como nota prévia, tenho de dizer que a minha querida progenitora tem 70 anos e acha que um telemóvel é um bicho esquisito (ainda que necessário) com um monte de funções que não interessam para nada e que, no fundo, servem apenas para UMA coisa: fazer chamadas.
Ora, eu na semana passada, vi um anúncio na RTP 2, a dizer que, no Sábado passado, iam transmitir um concerto da Anastacia. Sendo fã da cantora, pus um alarme no meu telemóvel para me lembrar de o gravar. Mas, como costumo sair à tarde e nunca sei se volto a horas decentes (...), o alarme ficou marcado para o início da tarde. Assim, programaria o vídeo e ia, descansada, à minha vida.
De Sexta para (o dito) Sábado, desliguei o telemóvel e deixei-o a carregar durante a noite na sala. Mesmo com ele desligado, o alarme dispara.
Na manhã seguinte... Pronto, OK!... Lá para as duas da tarde do dia seguinte, a minha mãe debruça-se sobre o meu leito (olha a classe!) onde eu jazia ainda dormente (touché!) e diz-me:
- Hey! Acorda! Vá lá, acorda! Está farta de ligar para ti uma tipa chamada Anastacia...

segunda-feira, abril 17, 2006

Acreditam em magia?

Eu acredito em qualquer coisa a que as pessoas chamam habitualmente de “magia”. Acredito que se pode adivinhar o futuro e até influenciá-lo...
A intuição vê para lá do que está à vista e as energias (ou pensamentos) positivas(os) podem fazer com que os nossos desejos se realizem contra todas as possibilidades.
Eu, por exemplo, consigo “adivinhar” quem me está a ligar. Muitas vezes, sinto quando um amigo ou alguém que amo precisa de mim, mesmo que ele não esteja comigo. Consigo dizer se posso ou não confiar em alguém só com um aperto de mão ou com uma troca de olhares. Muitas vezes, sei o que me vai acontecer a seguir, mesmo que isso vá contra os meus desejos... Será que isso faz de mim uma... bruxinha...?

quarta-feira, abril 12, 2006

Aos meus amigos da net

Quero prestar homenagem aos meus amigos da net. Sim, chamo-lhes Amigos (e coloco com letra maiúscula!). E não tenho medo de me enganar. São os meus AMIGOS da net.
Bem sei que as relações estabelecidas na Web têm tendência a ser superficiais e que “amigos” soa um pouco sério, porque – é verdade – não os conheço pessoalmente. Mas – e juro que nunca pensei dizer isto! – não preciso de os conhecer para poder já chamar-lhes amigos!
Entrei para um yahoo group há cerca de sete meses. À partida, já havia afinidades: somos todos fãs da mesma banda. E, à partida, por serem fãs dessa banda em particular, eu sabia que só podiam ser boas pessoas. (Não, não é uma falácia. Os fãs desta banda são mesmo boas pessoas! Apenas porque têm consciência – pessoal e social – e isso costuma fazer das pessoas seres humanos decentes...) Esperava, portanto, encontrar malta porreira. Mas não esperava o que me aconteceu...
O grupo tem algumas 30 ou 40 pessoas... Vá, 15 (que sejam!) assíduas participantes. Os mails iam caindo na minha caixa de correio e eu ia lendo, respondendo, participando. A pouco e pouco, eu ia distinguindo nomes e personalidades. Mas tudo muito superficial... Afinal, estava na net...
Desenvolvem-se discussões, afinidades, descobrem-se talentos, debatem-se ideias. As preocupações e os desejos são partilhados. Pelo meio, surgem alguns desabafos pessoais. Há um casamento. Nasce uma criança. Dão-se parabéns a pessoas que não conheço... Faltei a todos os encontros ou convívios...
Passaram sete meses. Há caras que vi em fotos. Outras nem as imagino. Ouvi três vozes por telemóvel. Falei com duas pessoas por messenger. Troquei mails com oito ou nove. Estatisticamente é uma insignificância. No meu coração? Descobri uma família!
Já não sei viver sem esta família. Faz-me falta. Tenho saudades. Os fins de semana, sem Internet, são longos e vazios. Conto os dias até puder voltar ao computador e saber a última fofoca da banda ou quem vai onde ver um concerto. Ou, tão só, quem faz anos ou quem é o novo membro da lista!
Nestes sete meses, a banda lançou um álbum, um dos membros divorciou-se e digressão já passou pela América do Norte e está a chegar à Europa. Nestes sete meses, eu decidi viajar até Inglaterra com pessoas que me são desconhecidas, mas são tudo menos estranhas. Nestes sete meses, aprendi que a confiança surge do instinto e que não hesitaria em dar o código da minha conta bancária a algumas daquelas pessoas, porque poria as minhas mãos no fogo por elas. Elas já fizeram o mesmo por mim.
Uma pessoa, de quem eu não conhecia a voz até há duas semanas, comprou-me bilhetes para concertos num valor equivalente à revisão rigorosa de um ou dois automóveis. E garantiu a minha estadia em Inglaterra, apenas porque lhe pedi... Não tinha de o fazer. Não tinha de confiar. Mas fê-lo, deixando-me quase sem nada com que me preocupar... e sem forma de lhe retribuir. E este é apenas UM exemplo.
Por tudo isto, deixo-lhes aqui a minha homenagem e o meu sincero reconhecimento. Obrigada Andreia, Pedrinho, Cláudia, Mara, Ana Paula, Lena, Sónia, Sara, Miguel, etc, etc, etc. Obrigada a todas as pessoas da lista Bon Jovi Portugal, por me terem recebido de braços abertos naquela grande família. Já não sei viver sem vocês. Nem quero!

terça-feira, abril 11, 2006

Porque é que eu ando sempre com um livro debaixo do braço?

Porque é que eu ando sempre com um livro atrás de mim? Se não é um livro, é uma revista qualquer. Mas, às vezes, porque a revista me parece insignificante, lá ando pela casa com um calhamaço a fazer-lhe companhia. Até chega a dormir ao meu lado! E não, não tenho necessariamente de o estar a ler. Só preciso de ter um livro comigo.
E, quando o estou, de facto, a ler, levo-o comigo onde quer que vá. Sair? Uns dias em casa de uma amiga? Férias na Oura? Vai comigo! Não importa se tenho a certeza que não lhe vou tocar. Tem de estar comigo! É que não consigo imaginar a tragédia que seria se eu tivesse oportunidade de ler uma página que fosse e não tivesse o meu livro comigo! Horrível!
E para me ver livre das personagens? É um drama! Quando o livro é grande e bom, chego a ter saudades delas! Sonho com elas. Repito-lhes o nome bem depois de ter terminado o livro. Penso nas suas vidas. No que eu faria no seu lugar. Custa-me dizer-lhes adeus.
E lá ando, com outro calhamaço pela casa atrás de mim até ter coragem para me despedir das personagens do calhamaço anterior. Às vezes passam-se semanas...
Hoje, por exemplo, continuo a pensar no Atos, no Portos e no Aramis. No D'Artagnan e na sua Constança. Na pérfida Milady. No calculista Richelieu. O Conde de Monte Cristo vai ter de ter paciência e esperar um bocadinho... Mas já dorme comigo hoje...

segunda-feira, abril 10, 2006

Estou cansada!

Estou cansada. Muito cansada. Não corri. Não trabalhei demais. Mas estou tão cansada. Só cansada.
Fui esforçada, compreensiva, amiga, trabalhadora, correcta, objectiva, digna, determinada, batalhadora, sincera, atenciosa, capaz, positiva, carinhosa, incansável e agora estou cansada.
Parei e vi. Estou nos limites das minhas forças.
Tenho-me perguntado, dia após dia: "Porque paraste? Ainda há tanto para fazer! Tens tempo, tens vontade! Porque paraste?" A cada noite que passava acusava-me a mim própria de ter estagnado... Tanta coisa ainda a fazer, tanta ideia a surgir, tanta pessoa para ver e eu sem reagir! Culpava-me. Exigia-me. Estava à espera da "descarga eléctrica" que me devolvesse aquela aura de força, de energia positiva, de adrenalina que me fez ser, durante algum tempo, tudo o que eu sempre quis ser e nunca tinha sido. Agora compreendi...
Tenho de parar. Tenho mesmo de parar de me exigir, de me culpar, porque estou cansada. Corri tanto. Fiz tanto. Apoiei. Projectei. Trabalhei. Preocupei-me. Escrevi. Limpei lágrimas. Desenvolvi. E desenvolvi-me. E até ajudei a desenvolver.
Cansei-me.
Estou num estado de exaustão tal, que me sinto a afundar, física e psicologicamente.
A "descarga eléctrica" chegará em breve. Porque agora já sei que tenho poder para a fazer acontecer. Para fazer tudo a que me proponho. E gosto de quem agora sei que posso ser... Mas tenho... primeiro... de... me... permitir... descansar!...

quarta-feira, abril 05, 2006

A vida sem amor não tem sentido...

Vi isto num daqueles mail que circulam por aí... Achei tão verdadeiro...

A inteligência sem amor, te faz perverso.
A justiça sem amor, te faz implacável.
A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
O êxito sem amor, te faz arrogante.
A riqueza sem amor, te faz ávaro.
A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
A beleza sem amor, te faz ridículo.
A autoridade sem amor, te faz tirano.
O trabalho sem amor, te faz escravo.
A simplicidade sem amor, te deprecia.
A oração sem amor, te faz introvertido.
A lei sem amor, te escraviza.
A política sem amor, te deixa egoísta.
A fé sem amor te deixa fanático.
A cruz sem amor se converte em tortura.
A vida sem amor... não tem sentido.........