Desde que comecei a fazer uma recolha sobre “sabedoria popular” dei-me conta de uma coisa curiosa (ou, talvez, previsível, se pensarmos bem).
Tenho andado a perguntar a toda a gente se conhecem mesinhas, encantamentos, feitiços. A reposta é invariavelmente: “Não. Não sei nada disso”. Mas, quando o dia está mais calmo e a conversa continua, poucos minutos depois já me estão a dar a “receita” da quebra do cobranto, a oração de protecção para a trovoada e a contar histórias sobre aquele parente que “sofreu” um feitiço de amor ou que ia morrendo com um mau olhado...
Então, porquê? Porque é que toda a gente diz que “não sabe nada disso”?
Depois de alguma análise concluí que o problema são as palavras que tenho usado. Não posso falar em encantamentos, mesinhas ou feitiços. Se eu começar por falar de orações, rezas e chás a resposta será diferente, suponho. É que ninguém quer ser associado À bruxaria. À religião... já pode ser...
Religião = bom
Bruxaria = mau
É o resultado de séculos de perseguições!
A verdade é que a “sabedoria popular” mistura as duas de forma bastante eficaz. E quem tem estes conhecimentos está sempre disposto a partilhá-los desde que nos mostremos deveras interessados e não lhes falemos de bruxaria.
PS - Quantas bruxinhas há por aí! Adorava conhecer-vos!!!
quinta-feira, abril 27, 2006
quarta-feira, abril 26, 2006
Fechados no Dolce Vita...
Ou a minha vida anda mesmo muito chata ou eu sou mesmo alucinada... Eu explico...
Eu e o meu namorado fomos ver “O Infiltrado” (muito bom, a propósito! A tradução é que era horrível!)... Bom, dizia... fomos ver “O Infiltrado” à última sessão no Dolce Vita Coimbra. O filme é tão bom ou tão mau, que ficámos p’aí 45 minutos no carro a discutir os pormenores. (A sério! Estivemos mesmo só a falar. Não corremos qualquer risco de aparecer um vídeo porno nosso na net!)
Os carros iam desaparecendo do estacionamento e nós no paleio. O “pirilampo” (aqueles senhores de coletes florescentes que fazem a ronda nas moto 4, sabem?) andava por lá e nós estávamos “na descontra”.
De repente, damos conta de que as luzes do shopping estavam apagadas. O “pirilampo” tinha abandonado a moto 4 à entrada. Não havia ninguém.
O meu gajo só disse: “Espero que não tenham fechado as portas do estacionamento.”
Passava das 3 da manhã. E, sim, tinham fechado TUDO!...
Marcha atrás a custo. O meu gajo a stressar. Eu sugeri tentarmos ver se havia alguém dentro do shopping antes de ligar a.. sei lá... alguém!
Voltámos ao estacionamento... As portas automáticas do estacionamento para o shopping não abriam... Mas o meu gajo, já pronto a explodir, lá as conseguiu abrir à força.
Enquanto ele assobiava a quem quer que pudesse ouvir e montava guarda junto às portas, eu fiz a ronda ao shopping: voltei aos cinemas, no topo, depois fui até À cave. É que eu tinha visto gente, dentro do Jumbo fechado, quando voltámos a entrar. Bati, chamei. Nada. Só se ouvia música em altos berros.
Era ridículo ligar ao 112. Não era propriamente uma emergência. Mas estávamos a ficar sem opções...
Agora vem a confissão: eu estava a curtir a cena. Estava mesmo!... O meu gajo é que não...
Enfim... Finalmente, num dos andares de cima, lá apareceu um senhor. Explicámos-lhe que queríamos e que não podiamos e ele disse que alguém nos iria abrir a porta.
Dirigimo-nos ao carro e de carro para a saída. Lá veio um segurança na moto 4 abrir-nos a porta do estacionamento – que se abre manualmente!!! – com cara de poucos amigos... (Ora pois, um casalinho que se “esqueceu” de sair do shopping àquelas horas... Suspeito...) ;)
Agora volto À questão inicial... Porque é que eu me diverti tanto com isto? Ou a minha vida anda mesmo muito chata ou sou mesmo alucinada! Embora a primeira não seja mentira, eu inclino-me mais para segunda hipótese. LOL
NOTA: O Dolce Vita Coimbra fecha as portas às 3 da manhã! Só para que conste...
Eu e o meu namorado fomos ver “O Infiltrado” (muito bom, a propósito! A tradução é que era horrível!)... Bom, dizia... fomos ver “O Infiltrado” à última sessão no Dolce Vita Coimbra. O filme é tão bom ou tão mau, que ficámos p’aí 45 minutos no carro a discutir os pormenores. (A sério! Estivemos mesmo só a falar. Não corremos qualquer risco de aparecer um vídeo porno nosso na net!)
Os carros iam desaparecendo do estacionamento e nós no paleio. O “pirilampo” (aqueles senhores de coletes florescentes que fazem a ronda nas moto 4, sabem?) andava por lá e nós estávamos “na descontra”.
De repente, damos conta de que as luzes do shopping estavam apagadas. O “pirilampo” tinha abandonado a moto 4 à entrada. Não havia ninguém.
O meu gajo só disse: “Espero que não tenham fechado as portas do estacionamento.”
Passava das 3 da manhã. E, sim, tinham fechado TUDO!...
Marcha atrás a custo. O meu gajo a stressar. Eu sugeri tentarmos ver se havia alguém dentro do shopping antes de ligar a.. sei lá... alguém!
Voltámos ao estacionamento... As portas automáticas do estacionamento para o shopping não abriam... Mas o meu gajo, já pronto a explodir, lá as conseguiu abrir à força.
Enquanto ele assobiava a quem quer que pudesse ouvir e montava guarda junto às portas, eu fiz a ronda ao shopping: voltei aos cinemas, no topo, depois fui até À cave. É que eu tinha visto gente, dentro do Jumbo fechado, quando voltámos a entrar. Bati, chamei. Nada. Só se ouvia música em altos berros.
Era ridículo ligar ao 112. Não era propriamente uma emergência. Mas estávamos a ficar sem opções...
Agora vem a confissão: eu estava a curtir a cena. Estava mesmo!... O meu gajo é que não...
Enfim... Finalmente, num dos andares de cima, lá apareceu um senhor. Explicámos-lhe que queríamos e que não podiamos e ele disse que alguém nos iria abrir a porta.
Dirigimo-nos ao carro e de carro para a saída. Lá veio um segurança na moto 4 abrir-nos a porta do estacionamento – que se abre manualmente!!! – com cara de poucos amigos... (Ora pois, um casalinho que se “esqueceu” de sair do shopping àquelas horas... Suspeito...) ;)
Agora volto À questão inicial... Porque é que eu me diverti tanto com isto? Ou a minha vida anda mesmo muito chata ou sou mesmo alucinada! Embora a primeira não seja mentira, eu inclino-me mais para segunda hipótese. LOL
NOTA: O Dolce Vita Coimbra fecha as portas às 3 da manhã! Só para que conste...
segunda-feira, abril 24, 2006
História da vida real...
O episódio que vou descrever passou-se entre mim e a minha mãe. Como nota prévia, tenho de dizer que a minha querida progenitora tem 70 anos e acha que um telemóvel é um bicho esquisito (ainda que necessário) com um monte de funções que não interessam para nada e que, no fundo, servem apenas para UMA coisa: fazer chamadas.
Ora, eu na semana passada, vi um anúncio na RTP 2, a dizer que, no Sábado passado, iam transmitir um concerto da Anastacia. Sendo fã da cantora, pus um alarme no meu telemóvel para me lembrar de o gravar. Mas, como costumo sair à tarde e nunca sei se volto a horas decentes (...), o alarme ficou marcado para o início da tarde. Assim, programaria o vídeo e ia, descansada, à minha vida.
De Sexta para (o dito) Sábado, desliguei o telemóvel e deixei-o a carregar durante a noite na sala. Mesmo com ele desligado, o alarme dispara.
Na manhã seguinte... Pronto, OK!... Lá para as duas da tarde do dia seguinte, a minha mãe debruça-se sobre o meu leito (olha a classe!) onde eu jazia ainda dormente (touché!) e diz-me:
- Hey! Acorda! Vá lá, acorda! Está farta de ligar para ti uma tipa chamada Anastacia...
Ora, eu na semana passada, vi um anúncio na RTP 2, a dizer que, no Sábado passado, iam transmitir um concerto da Anastacia. Sendo fã da cantora, pus um alarme no meu telemóvel para me lembrar de o gravar. Mas, como costumo sair à tarde e nunca sei se volto a horas decentes (...), o alarme ficou marcado para o início da tarde. Assim, programaria o vídeo e ia, descansada, à minha vida.
De Sexta para (o dito) Sábado, desliguei o telemóvel e deixei-o a carregar durante a noite na sala. Mesmo com ele desligado, o alarme dispara.
Na manhã seguinte... Pronto, OK!... Lá para as duas da tarde do dia seguinte, a minha mãe debruça-se sobre o meu leito (olha a classe!) onde eu jazia ainda dormente (touché!) e diz-me:
- Hey! Acorda! Vá lá, acorda! Está farta de ligar para ti uma tipa chamada Anastacia...
segunda-feira, abril 17, 2006
Acreditam em magia?
Eu acredito em qualquer coisa a que as pessoas chamam habitualmente de “magia”. Acredito que se pode adivinhar o futuro e até influenciá-lo...
A intuição vê para lá do que está à vista e as energias (ou pensamentos) positivas(os) podem fazer com que os nossos desejos se realizem contra todas as possibilidades.
Eu, por exemplo, consigo “adivinhar” quem me está a ligar. Muitas vezes, sinto quando um amigo ou alguém que amo precisa de mim, mesmo que ele não esteja comigo. Consigo dizer se posso ou não confiar em alguém só com um aperto de mão ou com uma troca de olhares. Muitas vezes, sei o que me vai acontecer a seguir, mesmo que isso vá contra os meus desejos... Será que isso faz de mim uma... bruxinha...?
A intuição vê para lá do que está à vista e as energias (ou pensamentos) positivas(os) podem fazer com que os nossos desejos se realizem contra todas as possibilidades.
Eu, por exemplo, consigo “adivinhar” quem me está a ligar. Muitas vezes, sinto quando um amigo ou alguém que amo precisa de mim, mesmo que ele não esteja comigo. Consigo dizer se posso ou não confiar em alguém só com um aperto de mão ou com uma troca de olhares. Muitas vezes, sei o que me vai acontecer a seguir, mesmo que isso vá contra os meus desejos... Será que isso faz de mim uma... bruxinha...?
quarta-feira, abril 12, 2006
Aos meus amigos da net
Quero prestar homenagem aos meus amigos da net. Sim, chamo-lhes Amigos (e coloco com letra maiúscula!). E não tenho medo de me enganar. São os meus AMIGOS da net.
Bem sei que as relações estabelecidas na Web têm tendência a ser superficiais e que “amigos” soa um pouco sério, porque – é verdade – não os conheço pessoalmente. Mas – e juro que nunca pensei dizer isto! – não preciso de os conhecer para poder já chamar-lhes amigos!
Entrei para um yahoo group há cerca de sete meses. À partida, já havia afinidades: somos todos fãs da mesma banda. E, à partida, por serem fãs dessa banda em particular, eu sabia que só podiam ser boas pessoas. (Não, não é uma falácia. Os fãs desta banda são mesmo boas pessoas! Apenas porque têm consciência – pessoal e social – e isso costuma fazer das pessoas seres humanos decentes...) Esperava, portanto, encontrar malta porreira. Mas não esperava o que me aconteceu...
O grupo tem algumas 30 ou 40 pessoas... Vá, 15 (que sejam!) assíduas participantes. Os mails iam caindo na minha caixa de correio e eu ia lendo, respondendo, participando. A pouco e pouco, eu ia distinguindo nomes e personalidades. Mas tudo muito superficial... Afinal, estava na net...
Desenvolvem-se discussões, afinidades, descobrem-se talentos, debatem-se ideias. As preocupações e os desejos são partilhados. Pelo meio, surgem alguns desabafos pessoais. Há um casamento. Nasce uma criança. Dão-se parabéns a pessoas que não conheço... Faltei a todos os encontros ou convívios...
Passaram sete meses. Há caras que vi em fotos. Outras nem as imagino. Ouvi três vozes por telemóvel. Falei com duas pessoas por messenger. Troquei mails com oito ou nove. Estatisticamente é uma insignificância. No meu coração? Descobri uma família!
Já não sei viver sem esta família. Faz-me falta. Tenho saudades. Os fins de semana, sem Internet, são longos e vazios. Conto os dias até puder voltar ao computador e saber a última fofoca da banda ou quem vai onde ver um concerto. Ou, tão só, quem faz anos ou quem é o novo membro da lista!
Nestes sete meses, a banda lançou um álbum, um dos membros divorciou-se e digressão já passou pela América do Norte e está a chegar à Europa. Nestes sete meses, eu decidi viajar até Inglaterra com pessoas que me são desconhecidas, mas são tudo menos estranhas. Nestes sete meses, aprendi que a confiança surge do instinto e que não hesitaria em dar o código da minha conta bancária a algumas daquelas pessoas, porque poria as minhas mãos no fogo por elas. Elas já fizeram o mesmo por mim.
Uma pessoa, de quem eu não conhecia a voz até há duas semanas, comprou-me bilhetes para concertos num valor equivalente à revisão rigorosa de um ou dois automóveis. E garantiu a minha estadia em Inglaterra, apenas porque lhe pedi... Não tinha de o fazer. Não tinha de confiar. Mas fê-lo, deixando-me quase sem nada com que me preocupar... e sem forma de lhe retribuir. E este é apenas UM exemplo.
Por tudo isto, deixo-lhes aqui a minha homenagem e o meu sincero reconhecimento. Obrigada Andreia, Pedrinho, Cláudia, Mara, Ana Paula, Lena, Sónia, Sara, Miguel, etc, etc, etc. Obrigada a todas as pessoas da lista Bon Jovi Portugal, por me terem recebido de braços abertos naquela grande família. Já não sei viver sem vocês. Nem quero!
Bem sei que as relações estabelecidas na Web têm tendência a ser superficiais e que “amigos” soa um pouco sério, porque – é verdade – não os conheço pessoalmente. Mas – e juro que nunca pensei dizer isto! – não preciso de os conhecer para poder já chamar-lhes amigos!
Entrei para um yahoo group há cerca de sete meses. À partida, já havia afinidades: somos todos fãs da mesma banda. E, à partida, por serem fãs dessa banda em particular, eu sabia que só podiam ser boas pessoas. (Não, não é uma falácia. Os fãs desta banda são mesmo boas pessoas! Apenas porque têm consciência – pessoal e social – e isso costuma fazer das pessoas seres humanos decentes...) Esperava, portanto, encontrar malta porreira. Mas não esperava o que me aconteceu...
O grupo tem algumas 30 ou 40 pessoas... Vá, 15 (que sejam!) assíduas participantes. Os mails iam caindo na minha caixa de correio e eu ia lendo, respondendo, participando. A pouco e pouco, eu ia distinguindo nomes e personalidades. Mas tudo muito superficial... Afinal, estava na net...
Desenvolvem-se discussões, afinidades, descobrem-se talentos, debatem-se ideias. As preocupações e os desejos são partilhados. Pelo meio, surgem alguns desabafos pessoais. Há um casamento. Nasce uma criança. Dão-se parabéns a pessoas que não conheço... Faltei a todos os encontros ou convívios...
Passaram sete meses. Há caras que vi em fotos. Outras nem as imagino. Ouvi três vozes por telemóvel. Falei com duas pessoas por messenger. Troquei mails com oito ou nove. Estatisticamente é uma insignificância. No meu coração? Descobri uma família!
Já não sei viver sem esta família. Faz-me falta. Tenho saudades. Os fins de semana, sem Internet, são longos e vazios. Conto os dias até puder voltar ao computador e saber a última fofoca da banda ou quem vai onde ver um concerto. Ou, tão só, quem faz anos ou quem é o novo membro da lista!
Nestes sete meses, a banda lançou um álbum, um dos membros divorciou-se e digressão já passou pela América do Norte e está a chegar à Europa. Nestes sete meses, eu decidi viajar até Inglaterra com pessoas que me são desconhecidas, mas são tudo menos estranhas. Nestes sete meses, aprendi que a confiança surge do instinto e que não hesitaria em dar o código da minha conta bancária a algumas daquelas pessoas, porque poria as minhas mãos no fogo por elas. Elas já fizeram o mesmo por mim.
Uma pessoa, de quem eu não conhecia a voz até há duas semanas, comprou-me bilhetes para concertos num valor equivalente à revisão rigorosa de um ou dois automóveis. E garantiu a minha estadia em Inglaterra, apenas porque lhe pedi... Não tinha de o fazer. Não tinha de confiar. Mas fê-lo, deixando-me quase sem nada com que me preocupar... e sem forma de lhe retribuir. E este é apenas UM exemplo.
Por tudo isto, deixo-lhes aqui a minha homenagem e o meu sincero reconhecimento. Obrigada Andreia, Pedrinho, Cláudia, Mara, Ana Paula, Lena, Sónia, Sara, Miguel, etc, etc, etc. Obrigada a todas as pessoas da lista Bon Jovi Portugal, por me terem recebido de braços abertos naquela grande família. Já não sei viver sem vocês. Nem quero!
terça-feira, abril 11, 2006
Porque é que eu ando sempre com um livro debaixo do braço?
Porque é que eu ando sempre com um livro atrás de mim? Se não é um livro, é uma revista qualquer. Mas, às vezes, porque a revista me parece insignificante, lá ando pela casa com um calhamaço a fazer-lhe companhia. Até chega a dormir ao meu lado! E não, não tenho necessariamente de o estar a ler. Só preciso de ter um livro comigo.
E, quando o estou, de facto, a ler, levo-o comigo onde quer que vá. Sair? Uns dias em casa de uma amiga? Férias na Oura? Vai comigo! Não importa se tenho a certeza que não lhe vou tocar. Tem de estar comigo! É que não consigo imaginar a tragédia que seria se eu tivesse oportunidade de ler uma página que fosse e não tivesse o meu livro comigo! Horrível!
E para me ver livre das personagens? É um drama! Quando o livro é grande e bom, chego a ter saudades delas! Sonho com elas. Repito-lhes o nome bem depois de ter terminado o livro. Penso nas suas vidas. No que eu faria no seu lugar. Custa-me dizer-lhes adeus.
E lá ando, com outro calhamaço pela casa atrás de mim até ter coragem para me despedir das personagens do calhamaço anterior. Às vezes passam-se semanas...
Hoje, por exemplo, continuo a pensar no Atos, no Portos e no Aramis. No D'Artagnan e na sua Constança. Na pérfida Milady. No calculista Richelieu. O Conde de Monte Cristo vai ter de ter paciência e esperar um bocadinho... Mas já dorme comigo hoje...
E, quando o estou, de facto, a ler, levo-o comigo onde quer que vá. Sair? Uns dias em casa de uma amiga? Férias na Oura? Vai comigo! Não importa se tenho a certeza que não lhe vou tocar. Tem de estar comigo! É que não consigo imaginar a tragédia que seria se eu tivesse oportunidade de ler uma página que fosse e não tivesse o meu livro comigo! Horrível!
E para me ver livre das personagens? É um drama! Quando o livro é grande e bom, chego a ter saudades delas! Sonho com elas. Repito-lhes o nome bem depois de ter terminado o livro. Penso nas suas vidas. No que eu faria no seu lugar. Custa-me dizer-lhes adeus.
E lá ando, com outro calhamaço pela casa atrás de mim até ter coragem para me despedir das personagens do calhamaço anterior. Às vezes passam-se semanas...
Hoje, por exemplo, continuo a pensar no Atos, no Portos e no Aramis. No D'Artagnan e na sua Constança. Na pérfida Milady. No calculista Richelieu. O Conde de Monte Cristo vai ter de ter paciência e esperar um bocadinho... Mas já dorme comigo hoje...
segunda-feira, abril 10, 2006
Estou cansada!
Estou cansada. Muito cansada. Não corri. Não trabalhei demais. Mas estou tão cansada. Só cansada.
Fui esforçada, compreensiva, amiga, trabalhadora, correcta, objectiva, digna, determinada, batalhadora, sincera, atenciosa, capaz, positiva, carinhosa, incansável e agora estou cansada.
Parei e vi. Estou nos limites das minhas forças.
Tenho-me perguntado, dia após dia: "Porque paraste? Ainda há tanto para fazer! Tens tempo, tens vontade! Porque paraste?" A cada noite que passava acusava-me a mim própria de ter estagnado... Tanta coisa ainda a fazer, tanta ideia a surgir, tanta pessoa para ver e eu sem reagir! Culpava-me. Exigia-me. Estava à espera da "descarga eléctrica" que me devolvesse aquela aura de força, de energia positiva, de adrenalina que me fez ser, durante algum tempo, tudo o que eu sempre quis ser e nunca tinha sido. Agora compreendi...
Tenho de parar. Tenho mesmo de parar de me exigir, de me culpar, porque estou cansada. Corri tanto. Fiz tanto. Apoiei. Projectei. Trabalhei. Preocupei-me. Escrevi. Limpei lágrimas. Desenvolvi. E desenvolvi-me. E até ajudei a desenvolver.
Cansei-me.
Estou num estado de exaustão tal, que me sinto a afundar, física e psicologicamente.
A "descarga eléctrica" chegará em breve. Porque agora já sei que tenho poder para a fazer acontecer. Para fazer tudo a que me proponho. E gosto de quem agora sei que posso ser... Mas tenho... primeiro... de... me... permitir... descansar!...
Fui esforçada, compreensiva, amiga, trabalhadora, correcta, objectiva, digna, determinada, batalhadora, sincera, atenciosa, capaz, positiva, carinhosa, incansável e agora estou cansada.
Parei e vi. Estou nos limites das minhas forças.
Tenho-me perguntado, dia após dia: "Porque paraste? Ainda há tanto para fazer! Tens tempo, tens vontade! Porque paraste?" A cada noite que passava acusava-me a mim própria de ter estagnado... Tanta coisa ainda a fazer, tanta ideia a surgir, tanta pessoa para ver e eu sem reagir! Culpava-me. Exigia-me. Estava à espera da "descarga eléctrica" que me devolvesse aquela aura de força, de energia positiva, de adrenalina que me fez ser, durante algum tempo, tudo o que eu sempre quis ser e nunca tinha sido. Agora compreendi...
Tenho de parar. Tenho mesmo de parar de me exigir, de me culpar, porque estou cansada. Corri tanto. Fiz tanto. Apoiei. Projectei. Trabalhei. Preocupei-me. Escrevi. Limpei lágrimas. Desenvolvi. E desenvolvi-me. E até ajudei a desenvolver.
Cansei-me.
Estou num estado de exaustão tal, que me sinto a afundar, física e psicologicamente.
A "descarga eléctrica" chegará em breve. Porque agora já sei que tenho poder para a fazer acontecer. Para fazer tudo a que me proponho. E gosto de quem agora sei que posso ser... Mas tenho... primeiro... de... me... permitir... descansar!...
quarta-feira, abril 05, 2006
A vida sem amor não tem sentido...
Vi isto num daqueles mail que circulam por aí... Achei tão verdadeiro...
A inteligência sem amor, te faz perverso.
A justiça sem amor, te faz implacável.
A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
O êxito sem amor, te faz arrogante.
A riqueza sem amor, te faz ávaro.
A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
A beleza sem amor, te faz ridículo.
A autoridade sem amor, te faz tirano.
O trabalho sem amor, te faz escravo.
A simplicidade sem amor, te deprecia.
A oração sem amor, te faz introvertido.
A lei sem amor, te escraviza.
A política sem amor, te deixa egoísta.
A fé sem amor te deixa fanático.
A cruz sem amor se converte em tortura.
A vida sem amor... não tem sentido.........
A inteligência sem amor, te faz perverso.
A justiça sem amor, te faz implacável.
A diplomacia sem amor, te faz hipócrita.
O êxito sem amor, te faz arrogante.
A riqueza sem amor, te faz ávaro.
A docilidade sem amor te faz servil.
A pobreza sem amor, te faz orgulhoso.
A beleza sem amor, te faz ridículo.
A autoridade sem amor, te faz tirano.
O trabalho sem amor, te faz escravo.
A simplicidade sem amor, te deprecia.
A oração sem amor, te faz introvertido.
A lei sem amor, te escraviza.
A política sem amor, te deixa egoísta.
A fé sem amor te deixa fanático.
A cruz sem amor se converte em tortura.
A vida sem amor... não tem sentido.........
segunda-feira, abril 03, 2006
Tenho de mover montanhas....
Nada é fácil, pois não? O que é importante tem de ser batalhado ou perde o valor.
Há quem passe pela vida como uma brisa pelas folhas jovens das árvores: sem resistência. Outros têm de mover montanhas para conseguirem o que querem. E, mesmo assim, quando o equipamento está escolhido, o plano está traçado, o local definido, a montanha desapareceu e outra nasceu no seu lugar. E tudo volta ao início.
Se esta nova montanha fôr movida, a vitória tem um duplo sabor... É o que dizem... Mas, ao fim de não sei quantos anos a mover montanhas, é legítimo sentir o cansaço. É legítimo desejar ser a brisa sobre as folhas jovens.
Mas, como isso nunca vai acontecer, resta-me gritar ao Universo: "Vá! Manda-me mais montanhas, que eu as moverei! Nunca me derrubarás!!!"
Há quem passe pela vida como uma brisa pelas folhas jovens das árvores: sem resistência. Outros têm de mover montanhas para conseguirem o que querem. E, mesmo assim, quando o equipamento está escolhido, o plano está traçado, o local definido, a montanha desapareceu e outra nasceu no seu lugar. E tudo volta ao início.
Se esta nova montanha fôr movida, a vitória tem um duplo sabor... É o que dizem... Mas, ao fim de não sei quantos anos a mover montanhas, é legítimo sentir o cansaço. É legítimo desejar ser a brisa sobre as folhas jovens.
Mas, como isso nunca vai acontecer, resta-me gritar ao Universo: "Vá! Manda-me mais montanhas, que eu as moverei! Nunca me derrubarás!!!"
segunda-feira, março 27, 2006
Posso sonhar de novo
Já consigo vê-las de novo. As luzes do palco a cintilarem por cima da minha cabeça como raios de sol. Como as desejo! Como temi perdê-las!
Posso sonhar de novo. Posso antecipar a longa noite de espera, as risadas ansiosas, as trivialidades que se vão conversar, a correria para a frente do palco, a luta por um bom lugar, o orgulho pela bandeira portuguesa...
Sei que vou chorar quando a banda pisar o palco. Sei-o. E não me envergonho, porque razões não me faltam para me emocionar quando os primeiros acordes soarem. Como há onze anos, este concerto marcará uma nova etapa da minha vida.
Posso sonhar de novo. Posso antecipar a longa noite de espera, as risadas ansiosas, as trivialidades que se vão conversar, a correria para a frente do palco, a luta por um bom lugar, o orgulho pela bandeira portuguesa...
Sei que vou chorar quando a banda pisar o palco. Sei-o. E não me envergonho, porque razões não me faltam para me emocionar quando os primeiros acordes soarem. Como há onze anos, este concerto marcará uma nova etapa da minha vida.
quarta-feira, março 22, 2006
Quem me dera...
Quem me dera poder arrancar do peito dos que amo toda a tristeza que carregam!
Como me sinto triste e impotente!
Como me sinto responsável por não os poder salvar, a todos, da crueldade do mundo e de si próprios!
Sei que aguento a minha tristeza. Já a encarei. Já lhe bati. Já a venci. Já me rio dela!
Mas a dos outros! Como a odeio!!!
Como me sinto triste e impotente!
Como me sinto responsável por não os poder salvar, a todos, da crueldade do mundo e de si próprios!
Sei que aguento a minha tristeza. Já a encarei. Já lhe bati. Já a venci. Já me rio dela!
Mas a dos outros! Como a odeio!!!
segunda-feira, março 20, 2006
Permitam-me um momento de pausa...
Permitam-me um momento de pausa...
Um momento longe da tristeza.
Um momento meu.
De alegria. Privada.
Para não ofender os que sofrem.
Um momento que, dure o tempo que durar,
será puro, ingénuo, perfeito.
Um momento em que eu não tenha de pedir desculpa
por estar feliz.
Um momento em que o meu sorriso
não magoe os que choram.
Um momento em que eu me demito
da responsabilidade de enxugar lágrimas
e me permito descontrair.
Deixar cair os braços.
Olhar o céu.
Fechar os olhos.
Respirar fundo.
Suspirar.
E agradecer o facto de estar viva!
Um momento longe da tristeza.
Um momento meu.
De alegria. Privada.
Para não ofender os que sofrem.
Um momento que, dure o tempo que durar,
será puro, ingénuo, perfeito.
Um momento em que eu não tenha de pedir desculpa
por estar feliz.
Um momento em que o meu sorriso
não magoe os que choram.
Um momento em que eu me demito
da responsabilidade de enxugar lágrimas
e me permito descontrair.
Deixar cair os braços.
Olhar o céu.
Fechar os olhos.
Respirar fundo.
Suspirar.
E agradecer o facto de estar viva!
sexta-feira, março 17, 2006
Pensei que ia ter pesadelos...
Pensei que ia ter pesadelos. Pensei que me ia custar a adormecer por não parar de tremer. Jurava que me ia recriminar até ao fim dos tempos. Mas isso não aconteceu.
Há já algum tempo, aprendi que, quando fazemos o que o nosso coração manada, o espírito vive mais calmo, as energias são positivas e a paz é uma constante. Mas obedecer ao coração é difícil quando toda a gente tem uma opinião e constantemente nos atiram à cara as “razões” que regem o mundo. Às vezes parece que ninguém ouve o coração e que segui-lo é, de facto, uma insanidade!
Daí que eu achasse que me ia recriminar, arrepender, assustar por tê-lo feito.
Mas não. Sou mais forte do que pensava. A minha sintonia com o que diz o meu coração é mais pura e elevada do que eu sabia.
Segui o meu coração e fiz bem! Não me recrimino, não tenho pesadelos, não tremo de medo. Aceito a decisão do meu coração e desejo-me sorte. Estou preparada para enfrentar a resposta, boa ou má, ou a ausência dela.
O meu coração diz-me para continuar a acreditar e assim farei.
A verdade é que fazer o que o meu coração mandou foi mais um teste. E eu passei neste teste a mim própria. Quase desisti. Quase desacreditei. Quase segui a razão. Mas depois apercebi-me que tinha chegado a um daqueles momentos da vida que definem o que vais ser daqui para a frente: Caminho A – Razão; Caminho B – Coração. Não era a resposta que eu ia obter que estava em causa. Era eu. Era esta escolha. Se eu não a fizesse agora, nunca mais a faria. Era um caminho sem retorno.
E eu escolhi. Escolhi seguir em frente. Escolhi o coração.
Depois quase me arrependi. Quase me recriminei. E pensei que ia ter pesadelos. Pensei que me ia custar a adormecer, por não parar de tremer. Jurei que me ia recriminar até ao fim dos tempos. Mas isso não aconteceu. E agora sei que não vai voltar a acontecer. Porque agora sei que fiz a escolha certa. Não importa a resposta. Importa como me sinto. E sinto-me em paz.
Há já algum tempo, aprendi que, quando fazemos o que o nosso coração manada, o espírito vive mais calmo, as energias são positivas e a paz é uma constante. Mas obedecer ao coração é difícil quando toda a gente tem uma opinião e constantemente nos atiram à cara as “razões” que regem o mundo. Às vezes parece que ninguém ouve o coração e que segui-lo é, de facto, uma insanidade!
Daí que eu achasse que me ia recriminar, arrepender, assustar por tê-lo feito.
Mas não. Sou mais forte do que pensava. A minha sintonia com o que diz o meu coração é mais pura e elevada do que eu sabia.
Segui o meu coração e fiz bem! Não me recrimino, não tenho pesadelos, não tremo de medo. Aceito a decisão do meu coração e desejo-me sorte. Estou preparada para enfrentar a resposta, boa ou má, ou a ausência dela.
O meu coração diz-me para continuar a acreditar e assim farei.
A verdade é que fazer o que o meu coração mandou foi mais um teste. E eu passei neste teste a mim própria. Quase desisti. Quase desacreditei. Quase segui a razão. Mas depois apercebi-me que tinha chegado a um daqueles momentos da vida que definem o que vais ser daqui para a frente: Caminho A – Razão; Caminho B – Coração. Não era a resposta que eu ia obter que estava em causa. Era eu. Era esta escolha. Se eu não a fizesse agora, nunca mais a faria. Era um caminho sem retorno.
E eu escolhi. Escolhi seguir em frente. Escolhi o coração.
Depois quase me arrependi. Quase me recriminei. E pensei que ia ter pesadelos. Pensei que me ia custar a adormecer, por não parar de tremer. Jurei que me ia recriminar até ao fim dos tempos. Mas isso não aconteceu. E agora sei que não vai voltar a acontecer. Porque agora sei que fiz a escolha certa. Não importa a resposta. Importa como me sinto. E sinto-me em paz.
quinta-feira, março 16, 2006
Afraid to win
Did you see me flyin’ through that open door?
Did you see me cryin’ against the wall?
Will you look into my eyes when we’re face to face?
Will you help me to scare away my disgrace?
Am I flyin’ too high on borrowed wings?
Am I goin’ too slow for my hungry dreams?
What kind of sickness am I takin’ in?
I better spit it out: I’m afraid to win.
I’m not sure of anything
Not even of my own life
If only anyone cared
Whether I live or die
I’m not afraid of much except of my own fear
I’m never ready to cry, but there’s always a tear
How am I supposed to stand when I’m on my knees?
How can I open my heart if I lost the keys?
Am I flyin’ too high on borrowed wings?
Am I goin’ too slow for my hungry dreams?
What kind of sickness am I takin’ in?
I better spit it out: I’m afraid to win.
I’m afraid to win
Yeah, afraid to win
Oh, just take me down
I don’t want this cloud
Oh now, hold me tight
I have to feel the ground
Have I flown to high on borrowed wings?
Am I goin’ too slow for my hungry dreams?
What kind of sickness was I taking in?
I should know by now: can’t be afraid to win
Can’t be afraid to win
No, can’t be afraid to win
I don’t wanna be afraid to win
Help me not be afraid to win
Did you see me cryin’ against the wall?
Will you look into my eyes when we’re face to face?
Will you help me to scare away my disgrace?
Am I flyin’ too high on borrowed wings?
Am I goin’ too slow for my hungry dreams?
What kind of sickness am I takin’ in?
I better spit it out: I’m afraid to win.
I’m not sure of anything
Not even of my own life
If only anyone cared
Whether I live or die
I’m not afraid of much except of my own fear
I’m never ready to cry, but there’s always a tear
How am I supposed to stand when I’m on my knees?
How can I open my heart if I lost the keys?
Am I flyin’ too high on borrowed wings?
Am I goin’ too slow for my hungry dreams?
What kind of sickness am I takin’ in?
I better spit it out: I’m afraid to win.
I’m afraid to win
Yeah, afraid to win
Oh, just take me down
I don’t want this cloud
Oh now, hold me tight
I have to feel the ground
Have I flown to high on borrowed wings?
Am I goin’ too slow for my hungry dreams?
What kind of sickness was I taking in?
I should know by now: can’t be afraid to win
Can’t be afraid to win
No, can’t be afraid to win
I don’t wanna be afraid to win
Help me not be afraid to win
terça-feira, março 14, 2006
Razão versus Coração
Coragem. Coregem para fazeres aquilo a que te propões. Tanto tempo a sonhar, tanto tempo a projectar, a decidir cada frase, cada palavra e, quando o dia se aproxima, os pés arrefecem, as mãos tremem, o coração fraqueja e... talvez seja melhor não fazer nada, pensamos.
Depois enfurecemo-nos! Então! Deste em cobarde, agora?! Se estava decidido, estava decidido! Não há que hesitar!
Mas depois lá vem outra vez o diabinho: "Sim, mas sonhar todos sonhamos. Nos sonhos manda o coração. Quando eles se transformam em projectos, aí entra o cérebro: deves ou não fazer isto? É a razão que tem que decidir!" Pronto, é verdade. Tem de ser a razão a decidir e o que é facto é que não é muito sensato fazê-lo...
Mas o coração não dorme e continua a empurrar, a fazer força, a torcer, a sonhar. E a razão começa à procura de motivos para avançar: "O que é que tens a perder? O pior que pode acontecer é seres exposta ao ridículo... Mas também, quem é que se vai lembrar disso passados uns tempos? Tu? E então?" E o coração procura sinais: "Agora é a melhor altura!Porque é que se ia proporcionar logo na melhor altura se não fosse para ir em frente?"; "Estava tudo preparado quando isto aconteceu. É porque tem de ser!"
E, dizendo que foi uma decisão racional, acabamos por fazer uma idiotice qualquer que o nosso coração manda e que nos faz sentir no topo do mundo.
O curioso é que são normalmente as idiotices ordenadas pelo coração que se revelam as decisões mais sensatas e inteligentes das nossas vidas!
Depois enfurecemo-nos! Então! Deste em cobarde, agora?! Se estava decidido, estava decidido! Não há que hesitar!
Mas depois lá vem outra vez o diabinho: "Sim, mas sonhar todos sonhamos. Nos sonhos manda o coração. Quando eles se transformam em projectos, aí entra o cérebro: deves ou não fazer isto? É a razão que tem que decidir!" Pronto, é verdade. Tem de ser a razão a decidir e o que é facto é que não é muito sensato fazê-lo...
Mas o coração não dorme e continua a empurrar, a fazer força, a torcer, a sonhar. E a razão começa à procura de motivos para avançar: "O que é que tens a perder? O pior que pode acontecer é seres exposta ao ridículo... Mas também, quem é que se vai lembrar disso passados uns tempos? Tu? E então?" E o coração procura sinais: "Agora é a melhor altura!Porque é que se ia proporcionar logo na melhor altura se não fosse para ir em frente?"; "Estava tudo preparado quando isto aconteceu. É porque tem de ser!"
E, dizendo que foi uma decisão racional, acabamos por fazer uma idiotice qualquer que o nosso coração manda e que nos faz sentir no topo do mundo.
O curioso é que são normalmente as idiotices ordenadas pelo coração que se revelam as decisões mais sensatas e inteligentes das nossas vidas!
segunda-feira, março 13, 2006
You Were There
Through the loneliness of the years
And the battle against countless fears
You were there
Through the pain of delusional thoughts
And the constant threat of the “nots”
You were there
Through all the lonesome nights
And the sorrow of lost fights
You were there
Through the struggle against dream extinction
And the need for the right direction
You were there
You were there all the time
With no need for a sign
You were there through the pain
Bringing me out of the rain
You were there in the good days
Taking me where a dream lays
I know now what they say is true
I can always count on you
When happiness knocked on my door
And my feet rose above the floor
You were there
When sweet fate let me hold the keys
And snow wouldn’t bring me to my knees
You were there
When euphoria showed it’s face to me
And my wishes floated in a generous sea
You were there
When my lips were lighted with smiles
And my life was flying easy miles
You were there
You were there all the time
With no need for a sign
You were there through the pain
Bringing me out of the rain
You were there in the good days
Taking me where a dream lays
I know now what they say is true
I can always count on you
You brought me up when I was down
You made my body dance around
You put some faith where there was none
You were my friends through the darkened sun
You were there all the time
With no need for a sign
You were there through the pain
Bringing me out of the rain
You were there in the good days
Taking me where a dream lays
I know now what they say is true
I can always count on you
In all the years and miles between us
And even when I couldn’t see
You always had the right chorus
And there were times you were everything to me
You were there
No questions asked
So if I ever forget to tell you
Or fate denies me the chance
I want you to know I believe you
And the future is more than a verb tense
Loving you wasn’t a choice
But your words make my dreams last
Just keep on rockin’, boys
‘Cause you’re the best
You were there all the time
With no need for a sign
You were there through the pain
Bringing me out of the rain
You were there in the good days
Taking me where a dream lays
I know now what they say is true
I can always count on you
(Dedicada à minha banda favorita: Bon Jovi)
And the battle against countless fears
You were there
Through the pain of delusional thoughts
And the constant threat of the “nots”
You were there
Through all the lonesome nights
And the sorrow of lost fights
You were there
Through the struggle against dream extinction
And the need for the right direction
You were there
You were there all the time
With no need for a sign
You were there through the pain
Bringing me out of the rain
You were there in the good days
Taking me where a dream lays
I know now what they say is true
I can always count on you
When happiness knocked on my door
And my feet rose above the floor
You were there
When sweet fate let me hold the keys
And snow wouldn’t bring me to my knees
You were there
When euphoria showed it’s face to me
And my wishes floated in a generous sea
You were there
When my lips were lighted with smiles
And my life was flying easy miles
You were there
You were there all the time
With no need for a sign
You were there through the pain
Bringing me out of the rain
You were there in the good days
Taking me where a dream lays
I know now what they say is true
I can always count on you
You brought me up when I was down
You made my body dance around
You put some faith where there was none
You were my friends through the darkened sun
You were there all the time
With no need for a sign
You were there through the pain
Bringing me out of the rain
You were there in the good days
Taking me where a dream lays
I know now what they say is true
I can always count on you
In all the years and miles between us
And even when I couldn’t see
You always had the right chorus
And there were times you were everything to me
You were there
No questions asked
So if I ever forget to tell you
Or fate denies me the chance
I want you to know I believe you
And the future is more than a verb tense
Loving you wasn’t a choice
But your words make my dreams last
Just keep on rockin’, boys
‘Cause you’re the best
You were there all the time
With no need for a sign
You were there through the pain
Bringing me out of the rain
You were there in the good days
Taking me where a dream lays
I know now what they say is true
I can always count on you
(Dedicada à minha banda favorita: Bon Jovi)
sexta-feira, março 10, 2006
I’ll Let Silence Fall Upon Me
Silence falls upon me
Like a shadow in the night
If time could stand still
I’d lose my life from sight
Is it good, is it bad
To let it all fly by?
I know I know nothing
When I feel like a lie
I’m lost in space
Lost in your heart
I’m lost in my life
I don’t know where to start
Everything looks perfect
When I’m next to you
All is a nightmare
If you’re not true
So I’ll let silence fall upon me
Like a shadow in the night
I’ll forget my life’s threats
If you just hold me tight
(Dedicado ao meu namorado)
Like a shadow in the night
If time could stand still
I’d lose my life from sight
Is it good, is it bad
To let it all fly by?
I know I know nothing
When I feel like a lie
I’m lost in space
Lost in your heart
I’m lost in my life
I don’t know where to start
Everything looks perfect
When I’m next to you
All is a nightmare
If you’re not true
So I’ll let silence fall upon me
Like a shadow in the night
I’ll forget my life’s threats
If you just hold me tight
(Dedicado ao meu namorado)
quinta-feira, março 09, 2006
Aquelas Mãos
As Mãos. Aquelas mãos. Ela reconhecê-las-ia em qualquer lugar. Não conseguia parar de seguir-lhes os movimentos: a esquerda brincava com o pacote amarrotado do açúcar; a direita mexia o café energicamente com aquela mini-colher.
A colher bateu na borda da chávena duas vezes antes de ir repousar no pires. A mão esquerda largou casualmente o torturado pacote no cinzeiro e abriu-se, abandonada, sobre a mesa...
Aquelas mãos inesquecíveis. Elas, que mesmo abertas, nunca ficavam esticadas, moles ou rígidas, sem personalidade. As mãos que não eram grandes nem pequenas e que ela imaginou mil vezes junto às suas. Estavam ali. Ao alcance dos seus próprios dedos...
Ela não olhou para o rosto ao seu lado. Não precisava. Ela reconheceria aquelas mãos em qualquer lugar.
Tinha de lhe falar. Tinha de o fazer. Mas dizer o quê? Era tão inesperado tê-lo ali... ao alcance de uma olhar.
Manteve-se cabisbaixa até o café desaparecer da chávena. Até aquelas mãos colocarem algumas moedas sobre o balcão. E aquela voz! Só agora ele falava. Um “obrigado” displicente ao empregado que lhe tinha perguntado: “O costume?”. E saiu. Do café ou da sua vida?
Só agora acordava!
Será que ainda valia a pena correr?
A colher bateu na borda da chávena duas vezes antes de ir repousar no pires. A mão esquerda largou casualmente o torturado pacote no cinzeiro e abriu-se, abandonada, sobre a mesa...
Aquelas mãos inesquecíveis. Elas, que mesmo abertas, nunca ficavam esticadas, moles ou rígidas, sem personalidade. As mãos que não eram grandes nem pequenas e que ela imaginou mil vezes junto às suas. Estavam ali. Ao alcance dos seus próprios dedos...
Ela não olhou para o rosto ao seu lado. Não precisava. Ela reconheceria aquelas mãos em qualquer lugar.
Tinha de lhe falar. Tinha de o fazer. Mas dizer o quê? Era tão inesperado tê-lo ali... ao alcance de uma olhar.
Manteve-se cabisbaixa até o café desaparecer da chávena. Até aquelas mãos colocarem algumas moedas sobre o balcão. E aquela voz! Só agora ele falava. Um “obrigado” displicente ao empregado que lhe tinha perguntado: “O costume?”. E saiu. Do café ou da sua vida?
Só agora acordava!
Será que ainda valia a pena correr?
quarta-feira, março 08, 2006
Amor
Olá, Amor
Amor distante, constante, que ainda existe.
Amor amado, calado, sonhado.
Amor que vive escondido, esquecido
caído nas garras de um conformismo gritante.
Amor louvado, banhado de olhares profundos,
frases bonitas, catitas.
Amor que definha nas barbas da paixão.
Amor que sofre como um cão sem dono
achado, quando é concretizado.
Amor que eu amo.
O próprio Amor.
Amor belo como um céu estrelado
ou um mar navegado.
Amor utópico, idealizado, não realizado.
Amor desesperado, carregado, enfatizado.
Sentido na pele,
com sabor a mel e a fel...
Mas nunca monótono, parado, conformado.
Amor verdadeiro, não profanado.
Amor amado.
Amor distante, constante, que ainda existe.
Amor amado, calado, sonhado.
Amor que vive escondido, esquecido
caído nas garras de um conformismo gritante.
Amor louvado, banhado de olhares profundos,
frases bonitas, catitas.
Amor que definha nas barbas da paixão.
Amor que sofre como um cão sem dono
achado, quando é concretizado.
Amor que eu amo.
O próprio Amor.
Amor belo como um céu estrelado
ou um mar navegado.
Amor utópico, idealizado, não realizado.
Amor desesperado, carregado, enfatizado.
Sentido na pele,
com sabor a mel e a fel...
Mas nunca monótono, parado, conformado.
Amor verdadeiro, não profanado.
Amor amado.
terça-feira, março 07, 2006
The Angel
I was walking through the clouds
When an angel looked at me
He said: “Whatcha doin’ here tonight?”
I said: “I don’t know, but I feel free.
Can you tell me how to stand
In my own two feet?
Can you teach me how to breathe
And not having to feel sick?
Can you show me how to be
More than just another one?
Can you look into my eyes
And see more than me on the run?”
He looked at me and smile
As if what I was saying was silly
But after a moment of silence
I think what he felt was pity
Then it was my turn to laugh
‘Cause that angel was really caught
You could see it in his light eyes
That he had also once fought
So I asked him quite simply:
“Why are you here tonight?”
His answer didn’t take too long:
“Because I am through with the fight.”
And so I asked him again:
“You mean you’ve given up?”
He said: ”No, don’t be silly.
In the middle, my life was cut!
You, on the other hand,
Have so much to live for.
Just snap your fingers and go back there
‘Cause there’re a lot of goals to score.”
So I opened my eyes and I was back
Caught up in the same old chords
But another world exists
Using old Black Elk’s words
I guess now I am prepared
Not to get punched down again,
To put my fists up for the fight
Thanks to that angel above the rain.
When an angel looked at me
He said: “Whatcha doin’ here tonight?”
I said: “I don’t know, but I feel free.
Can you tell me how to stand
In my own two feet?
Can you teach me how to breathe
And not having to feel sick?
Can you show me how to be
More than just another one?
Can you look into my eyes
And see more than me on the run?”
He looked at me and smile
As if what I was saying was silly
But after a moment of silence
I think what he felt was pity
Then it was my turn to laugh
‘Cause that angel was really caught
You could see it in his light eyes
That he had also once fought
So I asked him quite simply:
“Why are you here tonight?”
His answer didn’t take too long:
“Because I am through with the fight.”
And so I asked him again:
“You mean you’ve given up?”
He said: ”No, don’t be silly.
In the middle, my life was cut!
You, on the other hand,
Have so much to live for.
Just snap your fingers and go back there
‘Cause there’re a lot of goals to score.”
So I opened my eyes and I was back
Caught up in the same old chords
But another world exists
Using old Black Elk’s words
I guess now I am prepared
Not to get punched down again,
To put my fists up for the fight
Thanks to that angel above the rain.
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